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29 maio 2011

Fifa encerra investigações contra Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, reconhece título brasileiro do Flamengo em 1987

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, reconhece título brasileiro do Flamengo em 1987 (Celso Pupo/ Fotoarena)

A Fifa resolveu abafar qualquer investigação contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. "Não há absolutamente nada contra ele", disse à Agência Estado o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, ao deixar a coletiva de imprensa, neste domingo, em Zurique. Teixeira havia sido citado por David Triesman, ex-cartola britânico: o brasileiro teria pedido favores em troca de seu voto pela Inglaterra para sediar a Copa do Mundo de 2018.

Para fechar o caso, a Fifa resolveu ignorar a declaração de Triesman, apesar de o britânico ter falado sob juramento diante do Parlamento inglês. Na última sexta-feira, a Fifa recebeu um dossiê completo das alegações e, segundo Valcke, os documentos concluíram que não há nada provado contra o presidente da CBF. Diante disso, a entidade não dará seguimento ao processo.

A base da decisão de não investigar foi o fato de que a acusação não foi confirmada por outros delegados da entidade de futebol na Inglaterra. A palavra de Triesman, ex-diplomata e ex-presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, foi assim considerada como isolada e suas declarações sob juramento não foram levadas em consideração. Triesman havia dito que, em um jogo da seleção no Catar em 2009, Teixeira teria insinuado a troca de favores.

Valcke não disse quais eram as provas que inocentaram Teixeira e nem aceitou entregar o dossiê que havia recebido. "Quando essas alegações surgiram, pedimos à Associação de Futebol (da Inglaterra) que nos enviasse as informações. Teixeira está completamente limpo", disse o secretário-geral da Fifa.

Segundo ele, os investigadores tomaram as acusações de Triesman e confrontaram outras três pessoas sobre o mesmo assunto. Como não confirmaram a informação, decidiram que estava na hora de fechar o caso. "As alegações eram fortes. Mas não estão claras no relatório que recebemos. Não parece que o que fizeram era tão errado como foi dito", disse Valcke.

No Brasil, uma CPI (comissão parlamentar de Inquérito) foi ensaiada contra Ricardo Teixeira. Mas também foi derrubada. O presidente da CBF apenas terá de dar explicações por escrito.

(Com Agência Estado)

Protesto contra captura de Mladic reúne 10 000 pessoas e deixa 20 feridos

Manifestação em apoio ao ex-general Ratko Mladic em Belgrado, Sérvia

Manifestação em apoio ao ex-general Ratko Mladic em Belgrado, Sérvia (Srdjan Stevanovic/Getty Images)

Vinte pessoas ficaram feridas neste domingo e mais de 100 foram presas nos distúrbios registrados após o protesto realizado por cerca de 10 000 manifestantes no centro de Belgrado por conta da captura do ex-general servo-bósnio Ratko Mladic. A manifestação, realizada na praça em frente ao Parlamento, vinha transcorrendo de forma pacífica quase até o final, quando um grupo de radicais começou a provocar a Polícia.Mais de três mil agentes haviam sido enviados ao centro de Belgrado para zelar pela segurança durante a manifestação. Os participantes do protesto, organizado pelo Partido Radical Sérvio (SRS), de direita, acusaram as autoridades sérvias de trair os interesses nacionais com a prisão daquele que consideram como um herói. Mladic foi detido na quinta-feira no norte da Sérvia, na aldeia de Lazarevo, na casa de um parente que supostamente o abrigou durante vários anos.Compareceram ao protesto a esposa e o filho do ex-general, a quem o Tribunal da Haia acusa de crimes de guerra e genocídio. A manifestação, que durou cerca de duas horas, aconteceu em um ambiente festivo e quase familiar, com homens e mulheres de idade avançada e jovens com filhos pequenos. Os manifestantes traziam bandeiras com a imagem de Mladic e do líder do SRS, Vojislav Seselj, que está sendo julgado no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) por crimes de guerra na Croácia e na Bósnia. Durante o ato, os manifestantes gritavam palavras de ordem em apoio ao ex-general e contra o presidente sérvio, Boris Tadic, a quem tacharam de traidor "ustasha" (fascista croata). "O sonho de cada 'ustasha' é ser Boris Tadic", disse o vice-presidente do SRS, Zoran Krasic, entre gritos de apoio da multidão. "(A captura de Mladic) é uma traição aos interesses nacionais. Estão cumprindo o desejo da União Europeia, que nos tirou Kosovo e nos tirará Voivodina (província do norte da Sérvia)", declarou Krasic. "Ratko Mladic pode nos devolver a dignidade", acrescentou."Mladic não é só meu pai, mas de todo o povo sérvio", declarou Darko Mladic, filho do ex-general detido. "Ele não lutou contra outros povos, mas pela liberdade de seu povo, o sérvio. Não é um criminoso de guerra", disse, saudado com gritos de "Ratko! Sérvia!".Darko Mladic destacou o precário estado de saúde de seu pai, que já sofreu vários derrames cerebrais, motivo pelo qual sua família pede um exame médico detalhado antes de sua extradição ao TPII, com sede em Haia, que poderia acontecer em poucos dias. No protesto, foram vendidas camisetas pretas com a imagem de Mladic e a inscrição "Herói", e foram distribuídos cartazes azuis com a mesma mensagem.Também era possível comprar chapéus típicos dos combatentes nacionalistas sérvios, "chetnik", e fotos do ex-general Mladic, do ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, também acusado de crimes de guerra, e do ex-presidente da Sérvia, o autoritário Slobodan Milosevic, derrubado em 2000.O protesto em Belgrado por ocasião da captura de outro famoso acusado de crimes de guerra, Radovan Karadzic, há quase três anos, terminou de maneira violenta com um morto e diversos feridos.

27 maio 2011

Ministro da Educação diz que kit contra homofobia deve ser refeito

Fernando Haddad fala a senadores

Fernando Haddad fala a senadores (Wilson Dias / Agência Brasil)

Os vídeos do kit anti-homofobia, que foram suspensos por determinação da presidente Dilma Rousseff, poderão ser integralmente refeitos, disse nesta quinta-feira o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o ministro, Dilma entendeu que o material da forma como está não combate a homofobia. "A presidente entendeu que ele não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que pretende, que é o combate à violência, à humilhação dessas pessoas na escola, à evasão desse público", comentou o ministro.

O kit de combate à homofobia seria composto por três vídeos e um guia de orientação aos professores. Os vídeos, com duração de cinco minutos, enfocariam transexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas homossexuais. O material seria enviado a seis mil escolas de ensino médio no segundo semestre deste ano.

"Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto. Cheguei a ver (no Congresso) um material voltado para profissionais do sexo nas mãos de um deputado que dizia que o MEC ia distribuir aquilo para crianças de seis anos. Até isso eu vi", afirmou Haddad.

"Num contexto desses, em que as pessoas deixaram de lado a racionalidade e passaram a colocar a política no pior sentido do termo em primeiro lugar, é difícil fazer uma avaliação técnica. (...) Por isso que a presidente, com razão, à luz desse cenário, criou no âmbito da Secretaria de Comunicação uma comissão que vai dar a última palavra sobre esse assunto. Dentro do MEC já havia pessoas que compartilhavam da opinião da presidente, de que o material não estava desenhado de maneira a produzir aquilo para o qual foi elaborado."

De acordo com o ministro, por determinação da presidente, os materiais que tratam de "costumes" serão analisados por comissão do próprio ministério e por uma outra, da Secretaria de Comunicação da Presidente da República. "Elas (as comissões) vão fazer os apontamentos necessários para uma reformulação. (Os vídeos) Poderão ser integralmente refeitos", observou Haddad. "O problema não é o mérito (o combate à homofobia), é o caso concreto".

(Com Agência Estado)

25 maio 2011

Dilma mostra programas contra pobreza ao Nobel da Paz Muhammad Yunus

UOL EconomiaDilma mostra programas contra pobreza ao Nobel da Paz Muhammad Yunus25/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBras?lia, 25 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira o Pr?mio Nobel da Paz Muhammad Yunus e mostrou a ele os programas contra a pobreza impulsionados por seu Governo, informou a Presid?ncia da Rep?blica em comunicado.

Yunus disponibilizou t?cnicas utilizadas nos programas de microcr?ditos que ele desenvolveu em Bangladesh com o Grameen Bank, sua institui??o.

Dilma explicou os programas de transfer?ncia de renda liderados por seu Governo e as pol?ticas p?blicas para impulsionar os cr?ditos concedidos ? popula??o de baixa renda.

Conhecido como "banqueiro dos pobres" e agraciado com o Nobel da Paz em 2006, Yunus fundou o Graeem Bank em 1983 e, com essa institui??o, concedeu cr?ditos para 8,3 milh?es de bengaleses, em sua maioria, mulheres.

Governo Ch�vez rejeita san��o dos EUA contra PDVSA

UOL EconomiaGoverno Ch?vez rejeita san??o dos EUA contra PDVSA24/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLCaracas, 24 mai (EFE).- O Governo da Venezuela rejeitou nesta ter?a-feira a decis?o dos Estados Unidos de sancionar a petrol?fera estatal venezuelana PDVSA e afirmou que est? estudando as implica??es dessa medida a fim de dar "uma resposta mais adequada".

"O Governo Bolivariano manifesta seu mais contundente rep?dio a esta decis?o por consider?-la uma a??o hostil, que se coloca ? margem do direito internacional. Desta forma, viola os princ?pios enunciados na Carta das Na??es Unidas", declarou o chanceler venezuelano, Nicol?s Maduro.

Nesta ter?a, os EUA anunciaram san??es contra sete empresas internacionais, entre elas a PDVSA, devido ao apoio manifestado pela petrol?fera venezuelana ao setor energ?tico do Ir? - pa?s j? sancionado por Washington e pela ONU em fun??o da pol?tica nuclear de Teer?.

O subsecret?rio de Estado americano, James Steinberg, anunciou que a PDVSA n?o poder? assinar contratos com Washington nem receber financiamentos para suas opera??es de importa??o e exporta??o, por?m, a venda de petr?leo venezuelano aos EUA n?o ser? afetada.

Maduro afirmou que o Governo venezuelano "est? elaborando uma avalia??o geral da situa??o para determinar at? onde estas san??es afetam a operabilidade" de sua ind?stria petrol?fera, e, portanto, da "provis?o de 1,2 milh?es de barris de petr?leo di?rios aos EUA".

"Em fun??o dessa avalia??o, a Venezuela se reserva ? resposta mais adequada a essa agress?o imperialista", acrescentou o ministro. Segundo ele, o pa?s conta com "uma ind?stria petrol?fera forte, independente e soberana, com capacidade para operar e cumprir seus compromissos de maneira permanente".

Segundo o ministro de Energia e Petr?leo da Venezuela, Rafael Ram?rez, a pol?tica de Washington ? "espasm?dica" e "agressiva".

Ram?rez esclareceu que faz muito tempo que a Venezuela n?o tem nenhuma rela??o com o financiamento p?blico americano e revelou que Caracas est? em condi??es de garantir a provis?o a suas filiais nos EUA, mas que avaliar? o poss?vel impacto do fornecimento para outros clientes daquele pa?s.

Maduro reiterou que a Venezuela est? avaliando as medidas para ent?o decidir perante os organismos internacionais como proceder? para denunciar a pol?tica americana. Para o venezuelano, ? evidente que o Governo americano tomou um "caminho errado".

Ele reiterou ainda que as rela??es da Venezuela com o Ir? ? como "de irm?os, de paz", ao lembrar que a Rep?blica Isl?mica colabora com a ind?stria automotiva do pa?s sul-americano. "Agora, mais do que nunca, vamos aprofundar as rela??es com o Ir?", advertiu.

24 maio 2011

PSDB corre contra o tempo para fechar acordo sobre eleição da executiva

O presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, durante encontro com lideranças no comando central da campanha de José Serra, em São Paulo

Sérgio Guerra: muito trabalho pela frente (AE)

“A negociação vai até o último minuto do segundo tempo”, Pedro Tobias, presidente do PSDB-SP

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, corre contra o tempo para chegar à convenção nacional do partido, no próximo sábado, com o mínimo de consenso. Guerra quer evitar a reprise dos rachas ocorridos nas convenções municipais e estaduais. Na cidade de São Paulo, seis vereadores deixaram o PSDB por se sentirem excluídos do comando.  Guerra começou as conversas com lideranças regionais há duas semanas, mas ainda há muito a negociar. O maior enrosco está em São Paulo, onde o PSDB ocupa o governo do estado e onde residem caciques como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. Os paulistas exigem ao menos dois assentos na direção: a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), para Serra, e a secretaria-geral do partido. A proposta era o ex-governador Alberto Goldman na secretaria, mas os paulistas aceitam negociar a indicação, desde que a vaga fique com São Paulo. Goldman foi internado com um problema no coração e operado nesta terça. Não irá à convenção no sábado.Guerra reuniu-se na segunda-feira com a direção estadual, com Alckmin e com Fernando Henrique. Prometeu uma resposta ao pedido até quinta-feira – dois dias antes da convenção. “A situação ainda está meio encrencada”, resume o presidente do PSDB-SP, deputado Pedro Tobias. “A negociação vai até o último minuto do segundo tempo.”Os tucanos de São Paulo argumentam que, pelo peso do estado, merecem as vagas. “Quase 60% da votação para deputado veio de São Paulo”, afirma Tobias. “Sem cargo na executiva, ficamos alijados.” Grupos ligados a Serra ameaçam retirar o apoio a recondução de Guerra à presidência do PSDB caso não tenham suas exigências aceitas. “Sérgio Guerra é uma pessoa muito preparada. Pela sua inteligência, ele vai contemplar nossa demanda”, afirma o líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Orlando Morando. Dar o comando do ITV a Serra se tornou um ponto de honra para os paulistas. O nome cogitado até agora era de Tasso Jereissati. O curioso é que, há dois meses, Sérgio Guerra convidou Serra a ocupar o posto dentro da nova executiva. O ex-governador declinou. Agora, dizem aliados de Serra, ele está sim interessado no posto.“O partido deveria estar pedindo para Serra ser candidato, não o inverso”, afirma Morando. “A banana está comendo o macaco nessa história. O interesse em tê-lo como presidente do ITV deveria ser do partido.” Em jogo, está o espaço que os aliados de Serra e os aliados de Aécio Neves terão na máquina partidária. Cada grupo tenta se firmar de olho nas eleições de 2014, quando Serra e Aécio devem disputar a indicação do PSDB para que um deles seja lançado à Presidência da República.

22 maio 2011

Protesto no Chile contra constru��o de represas na Patag�nia

UOL EconomiaProtesto no Chile contra constru??o de represas na Patag?nia21/05/2011AFP - Economia4@UOLEconomia #UOLSANTIAGO, 20 Mai 2011 (AFP) -Mais de 40 mil pessoas protestaram na sexta-feira no centro da capital chilena em uma segunda grande marcha contra a constru??o de cinco represas nos rios Baker e Pascua, na Patag?nia, para gerar energia hidrel?trica, aprovada por uma comiss?o ambiental.

Os manifestantes, de todas as idades, marcharam desde a pra?a It?lia at? o Palacio de La Moneda, onde se concentraram e acenderam velas como forma de protesto pac?fico.

Sob slogans como "Patag?nia sem Represas" ou "Chile n?o se vende", a manifesta??o transcorreu a maior parte do tempo sem incidentes, de forma festiva, e acompanhada de grupos de percuss?o.

No entanto, em frente ao Palacio de La Moneda, um pequeno grupo de manifestantes protagonizou dist?rbios que foram contidos pelos canh?es lan?a-?gua da pol?cia chilena.

A marcha foi convocada por v?rias organiza??es ecologistas atrav?s das redes sociais, depois que na sexta-feira passada conseguiram reunir mais de 30 mil pessoas em outra manifesta??o com o mesmo objetivo.

A constru??o das represas, atrav?s de um projeto chamado Hidroays?n, ? um empreendimento conjunto da espanhola Endesa - controlada pela italiana Enel - e a chilena Colb?n, e sup?e um investimento total de mais de 7 bilh?es de d?lares, incluindo uma extensa linha de transmiss?o de mais de 2 mil quil?metros.

Milhares de pessoas protestam na Su��a contra energia nuclear

UOL EconomiaMilhares de pessoas protestam na Su??a contra energia nuclear22/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLGenebra, 22 mai (EFE).- Uma manifesta??o pac?fica contra a energia at?mica reuniu neste domingo 14 mil pessoas nas imedia??es de Beznau (cant?o de Arg?via, na zona central da Su??a), no mais importante protesto deste tipo nos ?ltimos 25 anos.

Duas manifesta??es que haviam partido simultaneamente de locais diferentes se encontraram em frente ? central de Beznau, uma das mais antigas do mundo e que funciona desde 1969.

Quando ocorreu a jun??o das manifesta??es, teve in?cio a leitura de mensagens provenientes de Fukushima (Jap?o), Berna, Alemanha e ?ustria.

Logo ap?s estava previsto que parlamentares socialistas e do Partido Verde tomassem a palavra, segundo a ag?ncia local de not?cias "Ats".

"A participa??o supera todas as nossas expectativas", confessou um representante do comit? de organiza??o, Michael Tanner.

No ano passado, a mesma a??o mobilizou pouco mais de 4,5 mil pessoas. No plano pol?tico, o futuro da energia nuclear pode ser decidido nesta quarta-feira, para quando est? previsto que o Governo su??o tome uma decis?o a este respeito que submeter? ao Parlamento.

Uma das op??es colocadas consiste em manter a situa??o como at? agora, com uma eventual substitui??o antecipada das tr?s centrais at?micas mais antigas, que por enquanto est? previsto para encerrarem suas atividades em 2025.

Outra alternativa em debate ? que essas plantas n?o sejam substitu?das somente quando deixem de funcionar e, finalmente, que se renuncie ? energia nuclear.

S?o quatro os aspectos fundamentais pedidos para serem levados em conta pelo Governo: a seguran?a do abastecimento de eletricidade, a prote??o ambiental, pre?o aceit?vel da energia el?trica e uma produ??o segura.

O partido de extrema direita UDC prop?s que a decis?o final seja dada pelo povo por meio de um plebiscito. A Su??a tem com cinco usinas nucleares que contribuem com 40% da produ??o de eletricidade.

Manifestação contra energia nuclear na Suíça

Milhares de pessoas se manifestaram neste domingo no norte da Suíça contra a energia nuclear. O governo suíço deve tomar na quarta-feira uma decisão sobre o futuro nuclear do país.

Os manifestantes, que chegaram de todo o país, assim como de nações vizinhas (Alemanha, Áustria e França), se concentraram em Döttingen (norte), onde encontra-se a usina nuclear de Beznau, a mais velha do país (1969), afirmou o grupo "Vamos sair da energia nuclear".

"É a maior manifestação na Suíça desse tipo desde o acidente de Fukushima em março no Japão", explicou a porta-voz do grupo, Maude Pirier. "Milhares de pessoas compareceram para dar um sinal muito forte às autoridades suíças", acrescentou.

Após o acidente de Fukushima, a Suíça foi o primeiro país a anunciar, em 14 de março, a suspensão dos projetos de renovação de suas usinas nucleares.

(Com AFP)

21 maio 2011

Prefeitura do Rio faz ação contra a dengue no Méier

 

O mosquito Aedes aegypti , que se desenvolve em água parada, é o responsável por transmitir a dengue (AFP)


A Prefeitura do Rio realizou durante p sábado mais uma ação contra a dengue na Praça Agripino Grieco, no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, os agentes comunitários de saúde vistoriaram imóveis da região e eliminaram 41 possíveis criadouros.


A atividade, que teve como objetivo acabar com potenciais focos do mosquito Aedes aegypti, contou com a participação de 30 agentes de saúde que também inspecionaram mais de 600 locais.


Cerca de 80 profissionais estiveram envolvidos no evento, entre instituições públicas e privadas que ofereceram serviços como encaminhamento para emprego, estética facial, distribuição de mudas de plantas, oficina de reciclagem, apresentações de capoeira, dança afro, alongamento e teatro.

20 maio 2011

Lindsay Lohan obtem na justiça ordem restritiva contra homem que a persegue

Lindsay Lohan em sessão de Bastardos Inglórios, de Quentin Tarentino, em Nova York, em agosto de 2009

(Getty Images)

A atriz Lindsay Lohan conseguiu na justiça americana uma ordem restritiva contra David Cocordan, um anônimo que a persegue e acredita ter um relacionamento amoroso com a atriz. Cocordan, em sua sanha perseguidora, fez mais de cem ligações para Lindsay desde 2009 e deixou dezenas de cartas, caixas de chocolate e recortes de jornais e revistas em que ela é destaque na casa da atriz.

Os recortes serviram de base para a argumentação de Lindsay junto ao tribunal de Los Angeles, na Califórnia. O juiz responsável pelo caso, sensível ao drama da atriz, garantiu a ordem de restrição que proíbe Cocordan de se aproximar da residência de Lindsay e realizar as tais incômodas chamadas telefônicas. Uma audiência foi marcada para o dia 08 de junho, onde ele terá a oportunidade de explicar seus atos.

Para a polícia de Los Angeles, Cocordan é esquizofrênico e está se abstendo de tratamento. Ele, que se diz noivo da atriz, também enviou mensagens sexuais explícitas.

A atriz foi condenada neste mês a quatro meses de prisão acusada de furtar um colar avaliado em 2.500 dólares de uma loja em Los Angeles. A pena deve ser cumprida a partir de junho e há expectativa que haja redução para apenas 16 dias de prisão domiciliar. 

19 maio 2011

Sai convocação para amistosos contra Holanda e Romênia

Nesta quinta-feira, Mano Menezes convocou os 28 jogadores que enfrentarão Holanda e Romênia

Nesta quinta-feira, Mano Menezes convocou os 28 jogadores que enfrentarão Holanda e Romênia (Divulgação/CBF)

Na manhã desta quinta-feira, o treinador Mano Menezes convocou 28 jogadores para os amistosos da seleção brasileira contra Holanda, dia 4 de junho, em Goiânia, e contra a Romênia, no dia 7 de junho, no Pacaembu, em partida que marca a despedida de Ronaldo Fenômeno.

Entre as novidades para as partidas, estão nomes como Fábio, goleiro do Cruzeiro, Fred, atacante do Fluminense, e Thiago Neves, meio-campo do Flamengo. Leandro Damião, atacante do Internacional, foi convocado mais uma vez, enquanto Ronaldinho Gaúcho continua de fora dos selecionados de Mano Menezes. 

16 maio 2011

Justiça recusa pedido do MP para arquivar ação contra ex-chefe da Polícia Civil do Rio

O Tribunal de Justiça decidiu por não acatar o pedido do Ministério Público de arquivar o inquérito contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski. O delegado foi acusado de vazar informações com “dano à administração pública” ao alertar a um policial que os telefonemas estavam sendo grampeados pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Guilhotina. O MP não encontrou provas de que Turnowski tinha conhecimento da apuração referente a policiais criminosos feita pela PF.

O Ministério Público chegou a afirmar: “Finalmente, seria ilógico que, sabendo que alguém é alvo de monitoramento, que se diga para a pessoa através do telefone que ela está sendo monitorada”.

No entanto, o juiz em exercício da 32ª Vara Criminal, Guilherme Schilling Pollo Duarte, acredita não ser o momento de arquivar o processo. “Da leitura das duas últimas manifestações ministeriais, provenientes de órgãos diversos, é possível verificar interpretações destoantes quanto aos elementos carreados no procedimento inquisitorial", disse Duarte.

O juiz determinou que o processo seja enviado ao Procurador Geral da Justiça. Para o magistrado, o parecer da Procuradoria considerou que havia indícios suficientes para justificar uma apuração mais detalhada da suposta violação do sigilo profissional. Por isso, Duarte considerou o pedido de arquivamento destoante da manifestação da própria Procuradoria.

Marina Silva vai pedir ao MPF que investigue acusações contra o marido

A ex-ministra e ex-candidata à Presidência Marina Silva (PV-AC) divulgou um vídeo em seu site pessoal afirmando que vai pedir ao Ministério Público Federal que apure as acusações contra seu marido, Fábio Vaz de Lima. Ele é suspeito de envolvimento na doação de madeira clandestina apreendida na Amazônia a uma organização não-governamental. O caso teria ocorrido quando Marina era ministra do Meio Ambiente (2003-2008). 

A ex-ministra comenta que, em encontro com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nesta segunda-feira, entregará a representação solicitando a abertura de investigação das denúncias feitas contra o casal. “É fundamental que cada denúncia possa ser investigada para ser comprovada a inocência ou a culpa”, destacou. Na época, um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a apontar irregularidades na transferência de madeira, mas Marina afirma que o Ministério Público Federal acompanhou o processo e não encontrou qualquer problema.

O tema veio à tona no plenário da Câmara dos Deputados, durante a tentativa de votação do Código Florestal, na última semana. O comentário feito por Marina no Twitter de que o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) teria inserido “pegadinhas” no projeto causou a ira do parlamentar. Irritado, ele subiu no púlpito e disse que, quando era líder do governo, atendeu a um pedido da ex-ministra para convencer os demais deputados a não convocarem seu marido para depor sobre o possível crime ambiental. 

Marina considerou as denúncias levianas e vazias e disse estar divulgando documentos aos poucos em seu site para comprovar sua inocência e a de seu marido. “As pessoas que se sentiram contrariadas em seus negócios espúrios, contrários ao interesse público, começaram uma campanha de difamação produzindo dossiês apócrifos distribuídos nos corredores do Congresso e a jornalistas”, relata. “Não acreditava que o deputado fosse capaz de fazer tamanha leviandade e ele sabe que essas acusações não são verdadeiras.”

França chocada com acusação de abuso sexual contra Strauss-Kahn

A prisão do diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn causou choque e incredulidade na França, onde um porta-voz do governo pediu cautela e respeito, partindo do pressuposto de que todos são inocentes até que se prove o contrário.

"As notícias que recebemos de Nova York no sábado à noite vieram como um trovão", disse a líder socialista Martine Aubry, pedindo por união do partido. François Bayrou, oposicionista de centro de Strauss-Kahn, disse que "tudo isso é completamente espantoso, imensamente embaraçoso e aflitivo". "Se os fatos se provarem verdadeiros, é algo degradante para todas as mulheres. E é terrível para a imagem da França."

A líder francesa de extrema direita Marine Le Pen disse que as esperanças de Strauss-Kahn por uma candidatura à presidência francesa acabaram. Strauss-Kahn e Marine Le Pen vêm aparecendo em primeiro e segundo lugares, respectivamente, em pesquisas recentes sobre as eleições presidenciais do próximo ano, à frente do presidente conservador Nicolas Sarkozy, apesar de o diretor-gerente do FMI ainda não ter declarado sua candidatura. "O caso e as acusações marcam o fim de sua para a presidência e irão provavelmente levar o FMI a pedir que ele deixe o posto", disse.

Até mesmo aliados políticos de Strauss-Kahn estão pessimistas. "O desfecho mais provável é que o caso vai ficar na memória e mesmo se ele se declarar inocente, o que deve ocorrer, provavelmente ele não terá condições de ser o candidato Socialista para a Presidência e não será capaz de permanecer no FMI", disse o proeminente socialista Jacques Attali.

(Com agência Reuters)

14 maio 2011

Djokovic derrota Murray e faz nova final contra Nadal

Novak Djokovic

Novak Djokovic já ultrapassou o suíço Roger Federer e assumiu o segundo lugar do ranking dos melhores do mundo (Dani Pozo/AFP)

É a terceira final em que os dois se enfrentam, sendo que Djokovic ganhou todas até agora

Foi bastante sofrido e difícil, mas Novak Djokovic segue invicto na temporada. Neste sábado, o tenista sérvio somou a sua 36ª vitória em 2011 ao derrotar o escocês Andy Murray e passou para a final do Masters 1000 de Roma, na Itália. Assim, ele terá neste domingo um novo encontro com o espanhol Rafael Nadal na decisão de um título.

Djokovic e Nadal já se enfrentaram três vezes nesta temporada, sempre em finais de torneios da série Masters 1000. O sérvio ganhou todas: Indian Wells, Miami e Madri. Já no histórico de confronto entre os dois, o espanhol leva vantagem. São 16 vitórias em 26 jogos disputados. Neste domingo, um novo capítulo será escrito.

Com seis títulos conquistados em 2011 (Aberto da Austrália, Dubai, Belgrado, Indian Wells, Miami e Madri), Djokovic já ultrapassou o suíço Roger Federer e assumiu o segundo lugar do ranking. Agora, ele pressiona Nadal para ser o número 1, mas a presença na final em Roma mantém o espanhol no posto.

Também neste sábado, Nadal ganhou do francês Richard Gasquet por 7/5 e 6/1. Djokovic, por sua vez, teve muito mais trabalho nas semifinais em Roma. Contra Murray, que ocupa o quarto lugar no ranking mundial, ele precisou de 3 horas e 2 minutos para vencer por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 3/6 e 7/6 (7/2).

(Com Agência Estado)

13 maio 2011

Forças de segurança abrem fogo contra manifestantes

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli (AFP)

Forças de segurança da Síria abriram fogo contra milhares de manifestantes nesta sexta-feira, matando pelo menos seis em Homs, Damasco e em um vilarejo perto de Deraa. Soldados ocuparam mesquitas e bloquearam o acesso a praças em várias destas cidades. As mobilizações foram  convocadas pelo site The Syrian Revoution 2011, criado por jovens opositores do regime, em homenagem às mulheres sírias presas em protestos. Os manifestantes também pediam o fim do regime do presidente Bashar Al Assad. As marchas saíram de mesquitas, em várias partes do país, após as tradicionais orações de sexta-feira. De acordo com a agência de notícias Associated Press, citando um ativista, três manifestantes foram mortos em Homs, dois em Damasco e um em um vilarejo próximo a Deraa, a cidade na fronteira com a Jordânia onde os protestos começaram em meados de março. O ativista pediu para não ser identificado porque teme represálias do governo.Em Damasco ocorreram pelo menos três manifestações, juntando o maior número de oposicionistas na capital desde o início das mobilizações. Os manifestantes, contudo, foram invariavelmente recebidos a tiros, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes pela polícia.Em Homs, um opositor disse que as forças de segurança primeiro atiraram para o alto, mas quando viram que a multidão prosseguia a marcha, atiraram diretamente nas pessoas. Um porta-voz da comissão de direitos humanos da ONU afirmou que 850 pessoas já morreram em dois meses de enfrentamentos na Síria. O comitê internacional da Cruz Vermelha também informou que milhares de pessoas foram presas.Reação internacional -  A crise deixa o país cada vez mais isolado internacionalmente. O ministério das Relações Exteriores britânico anunciou nesta sexta-feira a convocação do embaixador da Síria e ameaçou impor mais sanções, se o regime não acabar com a repressão dos protestos. "A menos que o governo sírio ponha fim às mortes de manifestantes e liberte os presos políticos, o Reino Unido, junto com seus parceiros da União Europeia, tomará as medidas para colocar o regime diante de suas responsabilidades", afirmou o ministério em um comunicado.Na quinta, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia condenado os ataques contra civis e disse que a violência mostra a debilidade do presidente. "Tratar assim seu próprio povo é, na verdade, um sinal de grande debilidade", comentou.Apesar da pressão internacional e das sanções, Assad, de 45 anos, parece determinado a continuar a inibir com truculência os protestos. O governo dele lidera uma das repressões mais brutais, dentro da onda de revoltas populares no mundo árabe. (Com agências France-Presse e Estado)

11 maio 2011

Ministro dos Transportes vai à Justiça contra Cid Gomes

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, informou nesta terça-feira, em nota divulgada pela sua assessoria, em Brasília, que vai entrar, até quarta, com uma queixa-crime junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), "a fim de que Cid Gomes (governador do Ceará, do PSB) responda pelas acusações que lhe tem imputado indevidamente".

O governador fez novamente nesta terça-feira, em Fortaleza, críticas a Nascimento. "É inepto, incompetente e desonesto. Com esse ministro eu não trato mais", repetiu, pondo a culpa no Ministério dos Transportes pelo estado das rodovias federais que cortam o Ceará.

"Digo ao cidadão do Ceará que os problemas das estradas serão revertidos. Nosso trabalho será retomado em junho", disse Nascimento. "Ao governador, reservo o meu silêncio. Ele que se entenda com a Justiça", completou.

Ainda na nota, o ministro informa que sua última audiência com o governador do Ceará ocorreu no dia 29 de outubro de 2008. "De lá para cá, o governador não fez nenhum pedido de reunião. Também não há registro de telefonemas do governador para Alfredo Nascimento, ou seu antecessor."

Segundo o governador, ele e seus assessores já procuraram Nascimento diversas vezes, sem êxito, para discutir a situação das rodovias no estado. A manifestação do ministro ocorre após Cid Gomes criticá-lo, no sábado, em Sobral, região norte do Ceará.

(Com Agência Estado)

09 maio 2011

EUA não vão pedir desculpas por operação contra Osama

Em Abbottabad, destroços de helicóptero militar americano que foi derrubado após a ação que matou o terrorista Osama bin Laden

Em Abbottabad, destroços de helicóptero militar americano que foi derrubado após a ação que matou o terrorista Osama bin Laden (EFE)

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira que não vão "se desculpar" por realizar o ataque que matou Osama bin Laden em solo paquistanês. Na última terça-feira, o governo de Islamabad queixou-se sobre o "unilateralismo" da ação americana. A morte do terrorista foi um balde de água fria para os serviços de inteligência paquistaneses, colocando em evidência sua incompetência e acendendo suspeitas de cumplicidade com terroristas.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que Washington levou a sério as queixas do Paquistão, mas acrescentou que a Casa Branca não se desculpará pela decisão que o presidente tomou. Ele afirmou que Barack Obama estava convencido de que tinha o "direito e o dever" de preparar o ataque. Carney lembrou da promessa de Obama, durante a campanha, de que iria agir para pegar bin Laden, mesmo que fosse no território do aliado Paquistão.

O representante do governo também disse que os Estados Unidos ainda estão buscando cooperação de Islamabad para ter acesso às três viúvas do líder da Al Qaeda que se encontram sob custódia do Paquistão e podem ter informações vitais sobre o grupo terrorista.

Rixas - Mais cedo, o ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, afirmou, em entrevista ao canal Al-Arabiya, que foi informado sobre a operação americana que matou bin Laden cerca de 15 minutos depois do início da missão - mas não foi comunicado de que o objetivo das tropas era eliminar o chefão da Al Qaeda. "Fui avisado da operação 15 minutos depois do início, mas não acreditava que este era o objetivo", disse o ministro.

É a primeira vez que alguma autoridade paquistanesa revela ter sido informada sobre a missão enquanto ela ainda estava ocorrendo - antes, acreditava-se que os Estados Unidos só tinham alertado os paquistaneses sobre a ação em seu território com a ação já encerrada. Bin Laden foi morto no último domingo, em seu esconderijo na cidade de Abbottabad, nos arredores de Islamabad.

(Com Agência France-Presse) 

Governo iemenita usa até granadas propelidas por foguetes contra manifestantes

Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz

Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz (AFP)

Forças de segurança do Iêmen dispararam nesta segunda-feira contra manifestantes e lançaram granadas propelidas por foguetes contra um prédio de escritórios, em meio à repressão a um protesto na cidade de Taiz, no sul do país. Quatro pessoas morreram, segundo testemunhas e médicos. Os ataques ocorreram um dia após manifestantes realizarem um novo ato em uma das principais vias da cidade e em meio ao aumento da tensão no país entre o contestado presidente Ali Abdullah Saleh e manifestantes que exigem sua saída.  

As forças de segurança abriram fogo contra manifestantes e usaram jatos d'água e gás lacrimogêneo para dispersá-los, disseram testemunhas. O médico Sadeq al-Shujah afirmou que quatro militantes foram mortos e dezenas ficaram feridos. O estado de seis deles é grave.

As forças de segurança também perseguiram as pessoas que se escondiam em ruas laterais. Elas lançaram granadas contra um edifício de escritórios onde manifestantes estariam escondidos, disse o ativista Nouh al-Wafi. A explosão iniciou um incêndio, mas não há registros sobre mortes nesse local.

Histórico - O Iêmen enfrenta há quase três meses protestos exigindo a saída de Saleh. No poder há mais de três décadas, Saleh intensificou a repressão aos protestos e recusou uma oferta de mediação regional. Mais de 140 pessoas morreram desde o início das manifestações.

O acordo para Saleh renunciar, negociado pelo Conselho para a Cooperação do Golfo, parecia perto do sucesso há uma semana. O presidente, porém, recuou, dizendo que não assinaria o texto. O impasse ameaça piorar o quadro atual de instabilidade no Iêmen. 

(Com agência Estado)