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24 maio 2011

Polícia Civil diz que responsáveis por acidente em barco devem ser indiciados por crime culposo

O delegado da Polícia Civil Adval Cardoso Matos, que investiga o acidente com um barco que matou ao menos seis pessoas no Lago Paranoá, disse que os responsáveis pelo ocorrido devem responder por crime culposo – quando não há intenção de matar.

Podem ser responsabilizados pelo acidente o proprietário do barco, Marlon José de Almeida, e do comandante Airton Carvalho da Silva Maciel. Eles teriam agido de forma negligenciosa, segundo o delegado.

Matos poderou que os possíveis reponsáveis só serão indiciados com o término da perícia. "Ainda dependo de um conjunto de provas para me convencer sobre quem colaborou para que o acidente ocorreresse. Com a conclusão do inquérito, vamos determinar exatamente quem são os culpados. Eles serão indiciados e o inquérito será encaminhado à Justiça."

Segundo o delegado, a possibilidade de colisão como motivo do acidente está totalmente descartada. "A única lancha identificada no local prestou os primeiros socorros às vítimas", disse. Segundo Matos, as pessoas que estavam na lancha – e que tentaram entrar na festa do barco sem serem convidadas – foram responsáveis em salvar grande parte das vítimas.

O condutor do veículo, José Carlos, disse em depoimento que fez cerca de cinco viagens de ida e volta à beira do lago levando em torno de dez pessoas de cada vez.. O condutor não tinha habilitação para guiar a lancha, fato que deve ser desconsiderado pela polícia, já que ele estava salvando vidas no momento.   

Com a colisão descartada, a polícia trabalha com a possibilidade de uma avaria. O dano teria ocorrido na parte inferior do barco e pode ter sido intensificado com a superlotação.

Depoimentos – A 10ª Delegacia de Polícia já ouviu mais de vinte pessoas, entre eles os passageiros que estavam no barco no momento do acidente, o comandante e o proprietário da embarcação. Uma das testemunhas informou que as Embaixadas dos Estados Unidos e da Nigéria teriam usado o mesmo barco para passeio no Lago Paranoá.

20 maio 2011

USP decide ampliar atuação da polícia no campus

O Conselho Gestor da Universidade de São Paulo (USP) decidiu, em reunião realizada nesta sexta-feira, que a Polícia Militar passará a atuar dentro do campus da universidade. O caráter da ação, que terá início imediatamente após a elaboração de um documento, será definido nos próximos dias. Entre os quarenta membros do conselho com direito a voto, apenas o representante do alunos foi contra a atuação da PM na universidade.

O Plano Emergencial de Segurança para a Cidade Universitária, elaborado no início do mês, foi revisto pelo conselho na reunião desta sexta-feira. O objetivo da medida é conter o surto de crime na universidade que, desde o início do ano, registrou dezenas de ocorrências de furtos e seqüestros relâmpagos.

A reunião ocorreu dois dias após o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva no estacionamento da universidade. O aluno de ciências atuariais foi baleado na cabeça na noite desta quarta-feira ao deixar o prédio da Faculdade de Economia e Administração (FEA). A quinta-feira foi marcada por homenagens e atos pedindo mais segurança na universidade. Estudantes chegaram a se reunir com o vice-reitor, Helio Nogueira da Cruz, e outros representantes da USP para discutir a questão.

Em carta aberta, o centro acadêmico que representa os 3.500 estudantes da FEA posicionou-se a favor da decisão e afirmou que esta é a vontade da ampla maioria dos alunos, “como ontem foi nitidamente verificado tanto em nossa assembléia no período diurno quanto na do noturno”. Segundo o estudante Antonio Ravióli, diretor de comunicação do CA da FEA, um encontro na tarde desta sexta-feira vai reunir representantes dos centros acadêmicos para elaborar propostas para a atuação da polícia na universidade.

Polícia prende e solta algumas horas depois suspeitos de assassinar aluno da USP

Os policiais que investigam a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, assassinado na Universidade de São Paulo (USP) na última quarta-feira, detiveram dois homens nesta sexta apontados como possíveis suspeitos de terem cometido o crime. No entanto, após serem comparados com o retrato falado e as imagens das câmeras de segurança da universidade divulgados pela polícia, ambos foram liberados por não haver indícios de que estivessem envolvidos no caso.

Nas duas situações, a Polícia Militar chegou aos até então suspeitos por meio de denúncias anônimas. O primeiro foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que cuida das investigações, e liberado já no meio da tarde. Por volta de 15 horas, outro homem foi detido na favela Real Parque e encaminhado para a 34ª Delegacia de Polícia.

O homem de 30 anos já havia ficado preso por três anos por roubo e foi encontrado na casa dos pais sozinho. Os policiais coletaram informações e o fotografaram, além de reter um documento de seu irmão, também considerado suspeito e com passagens pela polícia.

No fim da tarde, três agentes da DHPP compareceram à delegacia para comparar o rosto do homem detido com o retrato falado indicado por uma testemunha. Após pouco mais de meia hora, eles deixaram o local descartando o envolvimento do rapaz com o crime e o liberaram. Ainda assim, é possível que apresentem a foto dele às testemunhas do assassinato.

Caso - O estudante foi encontrado morto com um tiro na cabeça no estacionamento da faculdade, na noite de quarta-feira. Os investigadores garantem haver fortes indícios de que Felipe tenha reagido a um assalto.  A chave do carro estava quebrada – provavelmente porque o estudante tentou entrar nele para se proteger - e testemunhas afirmam que o jovem havia sacado dinheiro de um caixa eletrônico minutos antes.

De acordo com afirmações de familiares da vítima dadas à imprensa, Felipe havia sido assaltado outras vezes e passou a andar com o veículo blindado para evitar que o caso se repetisse.

Na quinta-feira, a polícia divulgou imagens do circuito interno da universidade em que aparecem dois homens identificados por outro aluno como sendo os mesmos que tentaram assaltá-lo pouco antes da morte de Felipe. Testemunhas dizem que eles ficaram rondando a Faculdade de Economia e Administração (FEA) por pelo menos uma hora.

Por causa do crime, a USP definiu, nesta sexta-feira, que vai autorizar a Polícia Militar a fazer rondas no campus.

17 maio 2011

Polícia do Rio registra primeira apreensão de oxi

Considerada a pior e mais preocupante novidade no mundo das drogas, o oxi chegou ao Rio de Janeiro. A primeira apreensão de que se tem notícia no estado ocorreu na manhã desta terça-feira, em Niterói, cidade da região metropolitana.

A droga estava em poder de um homem preso por policiais da 79ª DP (Jurujuba), que detiveram o suspeito em uma colônia de pescadores no bairro. O próprio acusado disse aos policiais que tratava-se do oxi, mas a confirmação virá do exame a ser feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), para onde foram enviadas as 18 pedras da nova droga.

Considerada mais letal que o crack, o oxi tem, segundo especialista, uma fórmula que proporciona efeitos – e danos – 40 vezes mais fortes que as pedras já comumente encontradas nas bocas de fumo e entre menores de rua nas cidades brasileiras.

A droga apreendida na manhã desta terça-feira estava em uma mochila e seria de Fábio da Silva Costa, do Morro do Preventório. Na mochila havia também cerca de 50 pedras de crack, 200 sacolés de cocaína, 50 trouxinhas de maconha e munições.

16 maio 2011

Justiça recusa pedido do MP para arquivar ação contra ex-chefe da Polícia Civil do Rio

O Tribunal de Justiça decidiu por não acatar o pedido do Ministério Público de arquivar o inquérito contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski. O delegado foi acusado de vazar informações com “dano à administração pública” ao alertar a um policial que os telefonemas estavam sendo grampeados pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Guilhotina. O MP não encontrou provas de que Turnowski tinha conhecimento da apuração referente a policiais criminosos feita pela PF.

O Ministério Público chegou a afirmar: “Finalmente, seria ilógico que, sabendo que alguém é alvo de monitoramento, que se diga para a pessoa através do telefone que ela está sendo monitorada”.

No entanto, o juiz em exercício da 32ª Vara Criminal, Guilherme Schilling Pollo Duarte, acredita não ser o momento de arquivar o processo. “Da leitura das duas últimas manifestações ministeriais, provenientes de órgãos diversos, é possível verificar interpretações destoantes quanto aos elementos carreados no procedimento inquisitorial", disse Duarte.

O juiz determinou que o processo seja enviado ao Procurador Geral da Justiça. Para o magistrado, o parecer da Procuradoria considerou que havia indícios suficientes para justificar uma apuração mais detalhada da suposta violação do sigilo profissional. Por isso, Duarte considerou o pedido de arquivamento destoante da manifestação da própria Procuradoria.