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13 maio 2011

Forças de segurança abrem fogo contra manifestantes

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli (AFP)

Forças de segurança da Síria abriram fogo contra milhares de manifestantes nesta sexta-feira, matando pelo menos seis em Homs, Damasco e em um vilarejo perto de Deraa. Soldados ocuparam mesquitas e bloquearam o acesso a praças em várias destas cidades. As mobilizações foram  convocadas pelo site The Syrian Revoution 2011, criado por jovens opositores do regime, em homenagem às mulheres sírias presas em protestos. Os manifestantes também pediam o fim do regime do presidente Bashar Al Assad. As marchas saíram de mesquitas, em várias partes do país, após as tradicionais orações de sexta-feira. De acordo com a agência de notícias Associated Press, citando um ativista, três manifestantes foram mortos em Homs, dois em Damasco e um em um vilarejo próximo a Deraa, a cidade na fronteira com a Jordânia onde os protestos começaram em meados de março. O ativista pediu para não ser identificado porque teme represálias do governo.Em Damasco ocorreram pelo menos três manifestações, juntando o maior número de oposicionistas na capital desde o início das mobilizações. Os manifestantes, contudo, foram invariavelmente recebidos a tiros, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes pela polícia.Em Homs, um opositor disse que as forças de segurança primeiro atiraram para o alto, mas quando viram que a multidão prosseguia a marcha, atiraram diretamente nas pessoas. Um porta-voz da comissão de direitos humanos da ONU afirmou que 850 pessoas já morreram em dois meses de enfrentamentos na Síria. O comitê internacional da Cruz Vermelha também informou que milhares de pessoas foram presas.Reação internacional -  A crise deixa o país cada vez mais isolado internacionalmente. O ministério das Relações Exteriores britânico anunciou nesta sexta-feira a convocação do embaixador da Síria e ameaçou impor mais sanções, se o regime não acabar com a repressão dos protestos. "A menos que o governo sírio ponha fim às mortes de manifestantes e liberte os presos políticos, o Reino Unido, junto com seus parceiros da União Europeia, tomará as medidas para colocar o regime diante de suas responsabilidades", afirmou o ministério em um comunicado.Na quinta, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia condenado os ataques contra civis e disse que a violência mostra a debilidade do presidente. "Tratar assim seu próprio povo é, na verdade, um sinal de grande debilidade", comentou.Apesar da pressão internacional e das sanções, Assad, de 45 anos, parece determinado a continuar a inibir com truculência os protestos. O governo dele lidera uma das repressões mais brutais, dentro da onda de revoltas populares no mundo árabe. (Com agências France-Presse e Estado)

09 maio 2011

Governo iemenita usa até granadas propelidas por foguetes contra manifestantes

Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz

Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz (AFP)

Forças de segurança do Iêmen dispararam nesta segunda-feira contra manifestantes e lançaram granadas propelidas por foguetes contra um prédio de escritórios, em meio à repressão a um protesto na cidade de Taiz, no sul do país. Quatro pessoas morreram, segundo testemunhas e médicos. Os ataques ocorreram um dia após manifestantes realizarem um novo ato em uma das principais vias da cidade e em meio ao aumento da tensão no país entre o contestado presidente Ali Abdullah Saleh e manifestantes que exigem sua saída.  

As forças de segurança abriram fogo contra manifestantes e usaram jatos d'água e gás lacrimogêneo para dispersá-los, disseram testemunhas. O médico Sadeq al-Shujah afirmou que quatro militantes foram mortos e dezenas ficaram feridos. O estado de seis deles é grave.

As forças de segurança também perseguiram as pessoas que se escondiam em ruas laterais. Elas lançaram granadas contra um edifício de escritórios onde manifestantes estariam escondidos, disse o ativista Nouh al-Wafi. A explosão iniciou um incêndio, mas não há registros sobre mortes nesse local.

Histórico - O Iêmen enfrenta há quase três meses protestos exigindo a saída de Saleh. No poder há mais de três décadas, Saleh intensificou a repressão aos protestos e recusou uma oferta de mediação regional. Mais de 140 pessoas morreram desde o início das manifestações.

O acordo para Saleh renunciar, negociado pelo Conselho para a Cooperação do Golfo, parecia perto do sucesso há uma semana. O presidente, porém, recuou, dizendo que não assinaria o texto. O impasse ameaça piorar o quadro atual de instabilidade no Iêmen. 

(Com agência Estado)