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19 maio 2011

Dilma conversa com rainha da Suécia sobre exploração sexual

A presidente Dilma Rousseff e a rainha Silvia, da Suécia, encontram-se nesta quarta-feira no Palácio do Planalto para tratar do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. A rainha criou há doze anos a ONG Childhood, que atua no Brasil e em outros quinze países. Segundo a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que também participou da reunião, a organização atua em parceria com o Brasil em campanhas contra a exploração sexual e na capacitação de servidores.

A ministra afirmou que o governo vai trabalhar na formação de profissionais que estão em contato com a população, como funcionários da saúde, policiais e educadores para que identifiquem situações de violência em crianças. Se os servidores perceberem que a criança está machucada de forma suspeita, por exemplo, os servidores deverão denunciar. “Eles deverão fazer uma notificação compulsória às autoridades, aos conselhos tutelares quando se depararem com situações de violência”, disse a ministra. Ela afirmou ainda que o governo anunciará um novo plano nacional para evitar violência contra crianças.  

De acordo com a ministra, 98% dos municípios brasileiros possuem conselhos tutelares. Ela admitiu, por outro lado, que muitos têm infraestrutura precária e sem condições de atendimento.

Um levantamento feito pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado pela Agência Brasil aponta que 88% das crianças abusadas sexualmente foram molestadas por pessoas da família ou próximas a ela. De cada dez, quatro foram vítimas do próprio pai e três, do padrasto.

16 maio 2011

França chocada com acusação de abuso sexual contra Strauss-Kahn

A prisão do diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn causou choque e incredulidade na França, onde um porta-voz do governo pediu cautela e respeito, partindo do pressuposto de que todos são inocentes até que se prove o contrário.

"As notícias que recebemos de Nova York no sábado à noite vieram como um trovão", disse a líder socialista Martine Aubry, pedindo por união do partido. François Bayrou, oposicionista de centro de Strauss-Kahn, disse que "tudo isso é completamente espantoso, imensamente embaraçoso e aflitivo". "Se os fatos se provarem verdadeiros, é algo degradante para todas as mulheres. E é terrível para a imagem da França."

A líder francesa de extrema direita Marine Le Pen disse que as esperanças de Strauss-Kahn por uma candidatura à presidência francesa acabaram. Strauss-Kahn e Marine Le Pen vêm aparecendo em primeiro e segundo lugares, respectivamente, em pesquisas recentes sobre as eleições presidenciais do próximo ano, à frente do presidente conservador Nicolas Sarkozy, apesar de o diretor-gerente do FMI ainda não ter declarado sua candidatura. "O caso e as acusações marcam o fim de sua para a presidência e irão provavelmente levar o FMI a pedir que ele deixe o posto", disse.

Até mesmo aliados políticos de Strauss-Kahn estão pessimistas. "O desfecho mais provável é que o caso vai ficar na memória e mesmo se ele se declarar inocente, o que deve ocorrer, provavelmente ele não terá condições de ser o candidato Socialista para a Presidência e não será capaz de permanecer no FMI", disse o proeminente socialista Jacques Attali.

(Com agência Reuters)

14 maio 2011

Diretor do FMI é preso acusado de abuso sexual

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI (Getty Images)

Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e cotado para disputar a presidência da França, Dominique Strauss-Kahn foi detido neste sábado no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, minutos antes de embarcar para Paris. O economista de 62 anos é acusado de abusar sexualmente de uma das camareiras do hotel onde estava hospedado, em Manhattan.

Conforme denúncia relatada pelo diário New York Post, ao meio-dia deste sábado uma camareira de 32 anos entrou no quarto de Strauss-Kahn sem saber de sua presença. Ele então teria saído do banheiro completamente nu e agarrado a funcionária para forçá-la a fazer sexo oral. A camareira escapou e denunciou o hóspede a um colega de trabalho, que chamou a polícia.

Logo depois, e antes que a polícia chegasse, o diretor do FMI deixou o hotel e rumou para o aeroporto. Conforme as impressões da polícia, Strauss-Kahn partiu do hotel com bastante pressa, deixando para trás um celular e diversos outros pertences. Segundo o jornal The New York Times, Strauss-Kahn foi retirado de dentro do avião da Air France, que já manobrava na pista, e levado a se explicar à polícia de Nova York, antes de ser formalizada a acusação. A camareira foi levada a um hospital para o exame das agressões.

Entre 1997 e 1999, Strauss-Kahn foi ministro da economia da França e, em 1º de novembro de 2007, assumiu a direção do FMI. Recentemente, tornou-se o nome mais forte para disputar o governo francês contra o atual presidente, Nicolas Sarkozy.

Este não é o primeiro escândalo que o diretor do Fundo protagoniza. Casado com a repórter de um telejornal, em 2008 veio a público um caso que Strauss-Kahn teve com uma de suas subordinadas, a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do FMI na África. Na ocasião, Strauss-Kahn pediu desculpas à mulher, Anne Sinclair, e aos funcionários do FMI e obteve apoio para seguir no cargo.