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25 maio 2011

Esquema de segurança do G8 será reforçado na França

O esquema de segurança arquitetado para o encontro da cúpula do G8 – oito maiores economias do mundo – em Deauville, no norte da França, será ainda mais forte que nas edições anteriores, devido ao risco de atentados terroristas, e poderá custar entre 16 milhões e 20 milhões de euros ao estado francês, divulgou o diário francês Le Figaro em reportagem desta quarta-feira.

Aproximadamente 18.000 oficiais, entre policiais e militares, serão recrutados para fazer a segurança no entorno e no local do evento, delimitados por um perímetro de 35 por 15 quilômetros. Mais de 25 líderes participarão da reunião. Entre os principais estão: Barack Obama, presidente dos Estados Unidos; Ângela Merkel, chanceler da Alemanha; e Nicolas Sarkozy, presidente da França. Próximo às personalidades, poderão circular apenas policiais, jornalistas e funcionários credenciados.

A mobilização, de acordo com as autoridades francesas, não será em vão. O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henty Brandet, afirmou ao jornal Le Fígaro que a ameaça terrorista é iminente, visto que a revolução árabe e a morte de Osama bin Laden ainda estão frescas na memória da população de países do Oriente Médio. Brandet conta ainda que Deauville, local do evento, tem infraestrutura apropriada para receber um evento deste nível, o que , segundo ele, poupou investimentos excessivos, como na ocasião do encontro entre as nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Estrasburgo, França, em 2009, onde foram gastos 50 milhões de euros.

22 maio 2011

Jap�o, China e Coreia do Sul acordam maior seguran�a para usinas nucleares

UOL EconomiaJap?o, China e Coreia do Sul acordam maior seguran?a para usinas nucleares22/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLAndr?s S?nchez Braun.

T?quio, 22 mai (EFE).- Os l?deres do Jap?o, China e Coreia do Sul acordaram neste domingo cooperar para que suas usinas nucleares sejam mais seguras, depois do acidente na central japonesa de Fukushima, o mais grave nos ?ltimos 25 anos.

Esse compromisso foi o mais s?lido firmado ao fim da c?pula trilateral que encerrou neste domingo em T?quio.

Para evitar a repeti??o de um acidente at?mico similar, o primeiro-ministro do Jap?o, Naoto Kan, seu colega chin?s, Wen Jiabao, e o governante sul-coreano, Lee Myung-bak, assumiram o compromisso de que seus especialistas nucleares v?o colaborar mais estreitamente, compartilhar informa??es de normas de seguran?a e na prepara??o de resposta em situa??es de emerg?ncia.

Para estas situa??es, os tr?s pa?ses contemplar?o a possibilidade de realizar notifica??es mais ?geis ou de conseguir uma maior troca de dados que, por exemplo, ajudem a prever as trajet?rias das correntes de ar que possam conter radia??o.

Os l?deres dos tr?s pa?ses da ?sia Oriental concordaram em que a energia nuclear "continua sendo uma op??o importante para muitos pa?ses", mas destacaram a necessidade de a seguran?a ser requisito pr?vio ao desenvolvimento, segundo a declara??o conjunta publicada pela ag?ncia japonesa "Kyodo".

O apoio ? energia at?mica n?o impediu que os tr?s pa?ses reconhecessem a relev?ncia de apostar nas renov?veis, conseguir maior efici?ncia energ?tica e reduzir a depend?ncia das usinas nucleares.

Os pa?ses ressaltaram a import?ncia de basear-se em testes cient?ficos para certificar, em caso de acidente nuclear, a seguran?a dos produtos que negociam as tr?s economias.

Ap?s o in?cio da crise, China e Coreia do Sul bloquearam alimentos japoneses em suas alf?ndegas sob o argumento de que podiam conter materiais radioativos, embora o primeiro-ministro chin?s, Wen Jiabao, anunciou neste domingo que seu pa?s relaxar? estes impedimentos para alguns deles, j? que T?quio est? demonstrando que s?o seguros.

A China levantar? a proibi??o de importa??o de alimentos das prov?ncias de Yamanashi e Yamagata, embora tenha admitido que continuar? sem permitir a entrada de comida procedente de outras dez prov?ncias japonesas.

Tamb?m vai seguir pedindo certificados de inspe??o radioativa aos l?cteos, aos peixes e as verduras provenientes do restante do Jap?o.

Neste sentido, Kan afirmou que a visita de s?bado de Wen e Lee a Miyagi e Fukushima, onde a crise ainda segue aberta, "foi a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que o Jap?o ? seguro e que a comida procedente do Jap?o tamb?m o ?".

O primeiro-ministro do Jap?o agradeceu os l?deres visitantes em v?rias ocasi?es por terem aceitado acompanh?-lo as duas prov?ncias mais devastadas pela cat?strofe para mostrar pessoalmente seu apoio aos afetados.

Durante o encontro, os tr?s governantes falaram ainda em refor?ar seus esfor?os conjuntos para prevenir e diminuir os efeitos dos desastres naturais, e Wen Jiabao prop?s organizar durante a segunda metade deste ano um simp?sio sobre terremotos entre pa?ses da ?sia oriental.

Decidiram tentar concluir antes do fim de 2011, um ano antes do previsto inicialmente, a an?lise pr?via sobre um poss?vel tratado de livre-com?rcio trilateral, o que facilitaria o come?o das negocia??es oficiais.

Por ?ltimo, Kan, Wen e Lee expressaram sua preocupa??o pelo desenvolvimento do programa at?mico da Coreia do Norte e seu desejo de retomar o di?logo de seis lados para a desnucleariza??o do regime de Kim Jong-il, embora concordaram sobre a necessidade de um ambiente mais prop?cio para retomar as negocia??es.

Em nenhum momento da c?pula fez-se men??o expl?cita ? viagem que o l?der norte-coreano est? fazendo desde sexta-feira ? China, onde n?o se sabe se ir? reunir-se com o presidente Hu Jintao.

As reuni?es deste tipo entre os l?deres dos tr?s pa?ses asi?ticos t?m ocorrido uma vez por ano desde 2008 e est? previsto que a pr?xima ocorra na China em 2012.

13 maio 2011

Forças de segurança abrem fogo contra manifestantes

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli

Manifestantes protestam no nordeste da Síria, na cidade de Qamishli (AFP)

Forças de segurança da Síria abriram fogo contra milhares de manifestantes nesta sexta-feira, matando pelo menos seis em Homs, Damasco e em um vilarejo perto de Deraa. Soldados ocuparam mesquitas e bloquearam o acesso a praças em várias destas cidades. As mobilizações foram  convocadas pelo site The Syrian Revoution 2011, criado por jovens opositores do regime, em homenagem às mulheres sírias presas em protestos. Os manifestantes também pediam o fim do regime do presidente Bashar Al Assad. As marchas saíram de mesquitas, em várias partes do país, após as tradicionais orações de sexta-feira. De acordo com a agência de notícias Associated Press, citando um ativista, três manifestantes foram mortos em Homs, dois em Damasco e um em um vilarejo próximo a Deraa, a cidade na fronteira com a Jordânia onde os protestos começaram em meados de março. O ativista pediu para não ser identificado porque teme represálias do governo.Em Damasco ocorreram pelo menos três manifestações, juntando o maior número de oposicionistas na capital desde o início das mobilizações. Os manifestantes, contudo, foram invariavelmente recebidos a tiros, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes pela polícia.Em Homs, um opositor disse que as forças de segurança primeiro atiraram para o alto, mas quando viram que a multidão prosseguia a marcha, atiraram diretamente nas pessoas. Um porta-voz da comissão de direitos humanos da ONU afirmou que 850 pessoas já morreram em dois meses de enfrentamentos na Síria. O comitê internacional da Cruz Vermelha também informou que milhares de pessoas foram presas.Reação internacional -  A crise deixa o país cada vez mais isolado internacionalmente. O ministério das Relações Exteriores britânico anunciou nesta sexta-feira a convocação do embaixador da Síria e ameaçou impor mais sanções, se o regime não acabar com a repressão dos protestos. "A menos que o governo sírio ponha fim às mortes de manifestantes e liberte os presos políticos, o Reino Unido, junto com seus parceiros da União Europeia, tomará as medidas para colocar o regime diante de suas responsabilidades", afirmou o ministério em um comunicado.Na quinta, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia condenado os ataques contra civis e disse que a violência mostra a debilidade do presidente. "Tratar assim seu próprio povo é, na verdade, um sinal de grande debilidade", comentou.Apesar da pressão internacional e das sanções, Assad, de 45 anos, parece determinado a continuar a inibir com truculência os protestos. O governo dele lidera uma das repressões mais brutais, dentro da onda de revoltas populares no mundo árabe. (Com agências France-Presse e Estado)