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29 maio 2011

Coaliz�o de Governo alem� acerta antecipar blecaute nuclear para 2022

UOL EconomiaCoaliz?o de Governo alem? acerta antecipar blecaute nuclear para 202230/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBerlim, 30 mai (EFE).- A coaliz?o de Governo comandada pela chanceler federal, Angela Merkel, acertou antecipar o blecaute nuclear na Alemanha para o ano de 2022, embora j? em 2021 ter?o sido desligadas a grande maioria das centrais at?micas da Alemanha.

A Uni?o Democrata-Crist? (CDU) de Merkel, social-crist?os b?varos (CSU) e liberais (FDP) anunciaram esta madrugada que as oito centrais cujo fechamento provis?rio foi anunciado ap?s a cat?strofe de Fukushima nunca mais voltar?o a ser conectadas ? rede.

O ministro do Meio Ambiente alem?o, Nobert R?ttgen, comunicou ? imprensa no come?o da madrugada de hoje que as tr?s usinas nucleares mais modernas atrasar?o eventualmente seu fechamento para 2022 no caso de surgirem problemas com a provis?o de energia.

Essas unidades devem ser vistas como "reserva de seguran?a", disse R?ttgen, que comentou que o acordo entre as tr?s legendas prev? que no ano de 2018 se decida se o blecaute pode ser realizado em 2021 ou um ano mais tarde.

A decis?o dos partidos da coaliz?o dirigida por Merkel sup?e um retorno ? decis?o tomada no ano de 2000 pela ent?o coaliz?o de social-democratas e verdes ?s ordens de Gerhard Schr?eder que tinha aprovado por lei o fim da era nuclear em 2021.

Merkel e sua equipe se retratam assim da lei que aprovaram no ano passado para prolongar a vida das usinas nucleares em uma m?dia de 14 anos e que atrasava para 2036 o fechamento da ?ltima usina at?mica na ativa.

25 maio 2011

Derretimento de combustível nuclear pode ter aberto buracos em reatores de Fukushima

Foto divulgada pela Tepco, operadora japonesa da usina de Fukushima, mostra o impacto do tsunami na usina nuclear no nordeste do Japão

Foto divulgada pela Tepco, operadora japonesa da usina de Fukushima, mostra o impacto do tsunami na usina nuclear no nordeste do Japão (Tepco/Divulgação)

Pelo menos dois reatores na usina nuclear de Fukushima podem ter buracos em seus vasos de contenção, de acordo com um relatório publicado pela Tokyo Electric Power Co. (Tepco), responsável pela usina, nesta terça-feira. Essas aberturas foram provocadas pelo derretimento de combustível nuclear. Embora os três reatores tenham sido danificados, apenas o número 2 e o número 3 formaram cavidades de sete a dez centímetros. 

A informação sobre o derretimento é baseada em análises de relatórios anteriores sobre a condição da usina. Às 20 horas de 14 de março, 77 horas depois do terremoto que causou o desastre, o núcleo do reator 2 começou a ser danificado.  No dia 13 de março, às 21 horas, o reator 3 também foi atingido. Seis horas depois, o relatório indica que houve derretimento de combustível nuclear dentro da estrutura.

A Tepco afirmou que os danos causados às estruturas foi 'limitado'. Especialistas contestaram a informação porque grandes quantidades de água radioativa vazaram para dentro do prédio. O governo japonês disse que a condição dos reatores não afeta o prazo para o fim da crise nuclear.

22 maio 2011

Merkel d� apoio a fim de energia nuclear na Alemanha

UOL EconomiaMerkel d? apoio a fim de energia nuclear na Alemanha21/05/2011Reuters - Economia4@UOLEconomia #UOL

ANDECHS, Alemanha (Reuters) - A chanceler alem?, Angela Merkel, apoiou neste s?bado propostas de fechar dentro de uma d?cada todas as 17 usinas nucleares do pa?s.

Falando durante uma reuni?o da Uni?o Social Crist? (CSU), partido irm?o do seu, Merkel afirmou que 2022, data proposta pela CSU, era um prazo apropriado para os fechamentos e que o seu governo ir? fixar uma data para que a Alemanha deixe de produzir energia nuclear.

"Acho que o cronograma que a CSU v? como uma op??o ? um cronograma apropriado", afirmou ela no evento na Bav?ria. "As pessoas querem saber sobre uma data concreta para esse fim, e n?s iremos dar essa data concreta", acrescentou. O seu governo planeja tomar a decis?o em 6 de junho.

Merkel j? reverteu uma decis?o de ampliar o per?odo de atividade de usinas alem?s, depois que terremoto e tsunami no Jap?o afetaram reatores nucleares.

A energia nuclear ? h? muito tempo impopular na Alemanha, e a decis?o anterior de Merkel, tomada no ano passado, de prolongar as atividade de usinas, foi um fator importante para o seu partido perder poder na Bav?ria.

Milhares de pessoas protestam na Su��a contra energia nuclear

UOL EconomiaMilhares de pessoas protestam na Su??a contra energia nuclear22/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLGenebra, 22 mai (EFE).- Uma manifesta??o pac?fica contra a energia at?mica reuniu neste domingo 14 mil pessoas nas imedia??es de Beznau (cant?o de Arg?via, na zona central da Su??a), no mais importante protesto deste tipo nos ?ltimos 25 anos.

Duas manifesta??es que haviam partido simultaneamente de locais diferentes se encontraram em frente ? central de Beznau, uma das mais antigas do mundo e que funciona desde 1969.

Quando ocorreu a jun??o das manifesta??es, teve in?cio a leitura de mensagens provenientes de Fukushima (Jap?o), Berna, Alemanha e ?ustria.

Logo ap?s estava previsto que parlamentares socialistas e do Partido Verde tomassem a palavra, segundo a ag?ncia local de not?cias "Ats".

"A participa??o supera todas as nossas expectativas", confessou um representante do comit? de organiza??o, Michael Tanner.

No ano passado, a mesma a??o mobilizou pouco mais de 4,5 mil pessoas. No plano pol?tico, o futuro da energia nuclear pode ser decidido nesta quarta-feira, para quando est? previsto que o Governo su??o tome uma decis?o a este respeito que submeter? ao Parlamento.

Uma das op??es colocadas consiste em manter a situa??o como at? agora, com uma eventual substitui??o antecipada das tr?s centrais at?micas mais antigas, que por enquanto est? previsto para encerrarem suas atividades em 2025.

Outra alternativa em debate ? que essas plantas n?o sejam substitu?das somente quando deixem de funcionar e, finalmente, que se renuncie ? energia nuclear.

S?o quatro os aspectos fundamentais pedidos para serem levados em conta pelo Governo: a seguran?a do abastecimento de eletricidade, a prote??o ambiental, pre?o aceit?vel da energia el?trica e uma produ??o segura.

O partido de extrema direita UDC prop?s que a decis?o final seja dada pelo povo por meio de um plebiscito. A Su??a tem com cinco usinas nucleares que contribuem com 40% da produ??o de eletricidade.

Manifestação contra energia nuclear na Suíça

Milhares de pessoas se manifestaram neste domingo no norte da Suíça contra a energia nuclear. O governo suíço deve tomar na quarta-feira uma decisão sobre o futuro nuclear do país.

Os manifestantes, que chegaram de todo o país, assim como de nações vizinhas (Alemanha, Áustria e França), se concentraram em Döttingen (norte), onde encontra-se a usina nuclear de Beznau, a mais velha do país (1969), afirmou o grupo "Vamos sair da energia nuclear".

"É a maior manifestação na Suíça desse tipo desde o acidente de Fukushima em março no Japão", explicou a porta-voz do grupo, Maude Pirier. "Milhares de pessoas compareceram para dar um sinal muito forte às autoridades suíças", acrescentou.

Após o acidente de Fukushima, a Suíça foi o primeiro país a anunciar, em 14 de março, a suspensão dos projetos de renovação de suas usinas nucleares.

(Com AFP)

19 maio 2011

Funcionários entram no reator 3 da usina nuclear japonesa

Tepco mostra momento em que as ondas chegam à central nuclear de Fukushima

Foto divulgada pela Tepco, operadora japonesa da usina de Fukushima, mostra o momento em que o tsunami invade a usina nuclear no nordeste do Japão (Tepco/EFE)

Trabalhadores japoneses entraram no último dos três reatores afetados por derretimento de combustível na usina de Fukushima, que vive uma crise nuclear desde o terremoto e tsunami de 11 de março. O anúncio da operadora da central nuclear, Tokyo Electric Power (Tepco), foi feito nesta quinta-feira. A empresa também afirmou que irá acelerar os trabalhos de instalação do novo sistema de resfriamento do reator 2, já que detectou um aumento de radioatividade no mar próximo à planta. Em duas semanas, a Tepco espera que o sistema já esteja operando. Depois, uma operação similar será realizada nas unidades 1 e 3, também danificadas pela tragédia natural.

Funcionários com equipamentos de proteção iniciaram na noite da última quarta-feira inspeções no reator 3, que estava fechado desde o desastre de 11 de março. Além de derretimento de combustível, a unidade havia sofrido explosões de hidrogênio, que danificaram o teto. Os trabalhos visam a impedir novas detonações e colocar em funcionamento um sistema de resfriamento sustentável que estabilize os reatores. Os altos níveis de radiação, no entanto, têm prejudicado esses esforços.

Medições - Na unidade três, a mais perigosa por conter um combustível misto de urânio e plutônio, os operários mediram uma alta radiação na porta que conduz à contenção primária. A operadora quer comprovar que os níveis de radioatividade dos três primeiros reatores de Fukushima tornam possíveis os trabalhos de estabilização que contempla seu "Mapa de Caminho" para controlar a central antes do fim de janeiro.

Ao revisar os novos dados obtidos, a Tepco reconheceu nesta semana que as barras de combustível da unidade um se fundiram nos primeiros momentos após o tsunami de 11 de março e perfuraram a vasilha do reator. Além disso, acredita que um processo similar poderia ter ocorrido nos reatores dois e três, o que eleva o risco de vazamentos de radiação.

A companhia sofreu novos reveses nesta semana quando foram detectados vazamentos nos vasos de pressão de três reatores. Ainda assim, ela prometeu manter o cronograma estabelecido em abril, para estabilizar os reatores até janeiro, apesar do ceticismo de vários especialistas.

(Com agência EFE)

07 maio 2011

Protesto contra energia nuclear reúne 10.000 no Japão

Os manifestantes se reuniram em um parque de Shibuya, distrito de Tóquio

Os manifestantes se reuniram em um parque de Shibuya, distrito de Tóquio (Yoshikazu Tsuno/ AFP )

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado, em um distrito de Tóquio, para exigir uma mudança na política do Japão sobre energia nuclear, após o terremoto e o tsunami que provocaram a pior catástrofe atômica mundial desde Chernobyl, há 20 anos.

Sob uma garoa, os manifestantes se encontraram em um parque de Shibuya. Muitos seguravam cartazes com os dizeres: "nuclear é passado" e "queremos mudanças na política energética".

O protesto ocorreu um dia após o primeiro-ministro, Naoto Kan, pedir a paralisação das operações de uma usina nuclear, situada a sudoeste de Tóquio, por ela estar próxima a uma falha geológica. O premiê teme um desastre como o que ocorreu na unidade de Fukushima, em março.

"Estou feliz de ver o primeiro-ministro finalmente tomando uma atitude", disse Manami Inoue, uma jovem de 28 anos, que escreveu um "não" com as cores preta e amarela em seu pescoço."Mas eu quero saber quando a usina realmente terá suas operações encerradas", completou.

Um outro manifestante, Shinji Matsushita, de 59 anos, disse: "Estou muito frustrado porque os políticos ainda não se posicionaram claramente se são contra ou a favor da energia nuclear". Mais de 10.000 pessoas estiveram presentes no protesto, estimou a rede de TV NHK, depois que os organizadores divulgaram o evento nas redes sociais.

Contexto - Kan pediu na sexta-feira a suspensão das operações na usina de Hamaoka, a 200 quilômetros de Tóquio, enquanto medidas são adotadas no país contra os danos causados pelo terremoto e o tsunami. A imprensa local informou que a paralisação pode durar cerca de dois anos. A Chubu Electric Power, empresa responsável pela usina, realizou uma reunião neste sábado, mas não decidiu que atitude tomar após as declarações do primeiro-ministro.

Pobre em recursos naturais, o Japão depende essencialmente do petróleo do Oriente Médio e da energia nuclear. O governo disse que irá rever a política para este tipo de recurso após o vazamento de radiação da usina de Fukushima, forçando a retirada de 85.000 pessoas que moravam na região. Contudo, os políticos disseram que não irão descartar a energia nuclear.

A tragédia - O terremoto de 9 graus na escala Richter, em 11 de março, causou um devastador tsunami. A gravíssima crise nuclear, provocada pelo abalo, ainda não foi superada. No total, 14.841 pessoas morreram e outras 10.063 estão desaparecidas por causa do desastre, que devastou boa parte das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima. 

(Com agência France-Presse)