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05 junho 2011

Na contramão da mudança diplomática, Dilma não receberá nobel da paz iraniana

Shirin Ebadi: "Por que Lula não visitou líderes de sindicatos nas prisões?"

Shirin Ebadi: "Por que Lula não visitou líderes de sindicatos nas prisões?" (Paulo Vitale)

A bandeira dos direitos humanos levantada durante as eleições presidenciais por Dilma Rousseff, ativista na luta contra a ditadura militar brasileira, será temporariamente guardada durante esta semana em nome da diplomacia. A presidente decidiu não se encontrar com a advogada iraniana e Nobel da Paz Shirin Ebadi, que chega ao Brasil na terça-feira. Ela, que é a principal voz da oposição a Teerã no exílio, será recepcionada no Palácio do Planalto apenas pelo assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Coincidentemente, nesta segunda-feira, Dilma terá um encontro capaz de causar urticárias em quem defende questões ligadas aos direitos humanos. Chega a Brasília o ditador venezuelano Hugo Chávez, que enfrenta, em seu país, uma crise que desgasta sua popularidade.

Shirin falará na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo e em uma audiência na Câmara dos Deputados. Ela terá ainda um almoço em Porto Alegre com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). Em 2003, ela ganhou o Nobel da Paz por sua atuação em Teerã, mas, com a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, o cerco a dissidentes iranianos fechou-se ainda mais e Shirin partiu para o exílio. Hoje ela vive entre a Grã-Bretanha, os EUA e o Canadá. Esta será a primeira vez de Shirin no Brasil.

"Se Dilma defende os direitos humanos e as mulheres, ela me receberá", disse a iraniana em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. O governo brasileiro, porém, acredita que receber a ativista enviaria "a mensagem errada".

A decisão do Planalto dá novo rumo à diplomacia para os direitos humanos que Dilma vinha conduzindo até agora. Antes de tomar posse, a presidente criticou publicamente a abstenção do Itamaraty em uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU condenando o apedrejamento de mulheres no Irã. Dilma chamou de "ato bárbaro" a lapidação, posição reiterada em entrevista ao jornal Washington Post.

Em março, Dilma rompeu com o padrão de voto do governo Lula nas Nações Unidas e apoiou a criação de um relator especial para o Irã - sob críticas do ex-chanceler Celso Amorim. Uma semana depois, Shirin foi convidada a um jantar na embaixada do Brasil em Genebra.

Oficialmente, o Planalto justifica que, pelo protocolo, a presidente recebe apenas chefes de Estado e de governo. Nos bastidores, porém, o governo diz que receber Shirin seria colocar o Brasil dentro de uma disputa interna delicada pelo fato de, desde janeiro, terem chegado ao país alguns dissidentes.

(Com Agência Estado)

25 maio 2011

Dilma mostra programas contra pobreza ao Nobel da Paz Muhammad Yunus

UOL EconomiaDilma mostra programas contra pobreza ao Nobel da Paz Muhammad Yunus25/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBras?lia, 25 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira o Pr?mio Nobel da Paz Muhammad Yunus e mostrou a ele os programas contra a pobreza impulsionados por seu Governo, informou a Presid?ncia da Rep?blica em comunicado.

Yunus disponibilizou t?cnicas utilizadas nos programas de microcr?ditos que ele desenvolveu em Bangladesh com o Grameen Bank, sua institui??o.

Dilma explicou os programas de transfer?ncia de renda liderados por seu Governo e as pol?ticas p?blicas para impulsionar os cr?ditos concedidos ? popula??o de baixa renda.

Conhecido como "banqueiro dos pobres" e agraciado com o Nobel da Paz em 2006, Yunus fundou o Graeem Bank em 1983 e, com essa institui??o, concedeu cr?ditos para 8,3 milh?es de bengaleses, em sua maioria, mulheres.