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28 maio 2011

Moreno aposta na educa��o e na infraestrutura para duplicar PIB regional

UOL EconomiaMoreno aposta na educa??o e na infraestrutura para duplicar PIB regional27/05/2011UOL Economia - EFE4@UOLEconomia #UOLBuenos Aires, 27 mai (EFE).- O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, exortou nesta sexta-feira em Buenos Aires aos pa?ses da Am?rica Latina para investirem e em educa??o e em infra-estrutura a fim de duplicarem a produ??o econ?mica regional para 2025.

"Se busc?ssemos duplicar nossa produ??o econ?mica regional para 2025, nossos pa?ses ingressariam ao grupo das sociedades que conseguiram garantir uma qualidade de vida decente a maioria de seus cidad?os", afirmou o presidente do BID.

Moreno disse que os pa?ses devem crescer a uma taxa de 4,8 % ao ano para duplicar o PIB regional. Por?m ele acredita que essa meta s? ? vi?vel se as na??es superarem os "cinco grandes obst?culos", a baixa produtividade, a falta de qualidade na educa??o e inova??o, as defici?ncias em infraestrutura, a viol?ncia e a criminalidade, al?m dos desafios da pol?tica macroecon?mica.

"Com exce??o da minera??o e da agricultura, a produtividade na Am?rica Latina ficou estagnada por 15 anos. Talvez a maior surpresa fosse que os servi?os, que geram 70 % dos empregos da regi?o s?o os mais atrasados quanto a produtividade", avaliou o colombiano durante a apresenta??o em um hotel da capital argentina.

Quanto ? educa??o e ? inova??o, considerou que em pa?ses como o M?xico, o Brasil e a Argentina, o gasto p?blico "? comparativamente alto", mas "o problema ? que os resultados com este investimento s?o muito pobres", advertiu.

O titular do BID tamb?m alertou sobre a diminui??o nos ?ltimos anos do investimento em projetos de infraestrutura e estimou que a Am?rica Latina deve dedicar 6 % de seu Produto Interno Bruto a este segmento a fim de "fechar estas brechas" e se adaptar "aos rigores da mudan?a clim?tica".

Sobre viol?ncia e criminalidade, disse que ? o desafio "mais dif?cil e espinhoso", embora "seja hora de reconhecer a seriedade do problema, coloc?-lo entre os primeiros temas da agenda p?blica e se apropriar de solu??es que deram certo em outras partes da regi?o".

Tamb?m "ainda tem muito que fazer com rela??o ? pol?tica macroecon?mica. O desafio consiste em elaborar mecanismos, como os fundos de estabiliza??o, que nos permitam tanto amortecer os golpes dos choques externos, como financiar os investimentos p?blicos que se deve fazer para aumentar a produtividade", reiterou.

Moreno acredita que se os pa?ses dessa regi?o enfrentarem estes desafios ser? poss?vel atingir a meta de duplicar seu PIB nos pr?ximos 15 anos e com isso multiplicar a renda per capita, reduzir a pobreza em torno de 20 % e aumentar a classe m?dia.

O colombiano disse que, apesar do crescimento alcan?ado entre 1990 e 2010, lamentou que n?o tenha diminu?do "a sensa??o de crise", mas definiu ? Am?rica Latina como "o novo motor do crescimento da economia mundial" junto com a ?sia.

Moreno explicou que em 2010 a taxa de infla??o m?dia regional ficou em 7 % na regi?o, a d?vida externa representou cerca de 10 % e a renda per capita m?dia alcan?ou US$ 11,2 mil, representando assim todos os indicadores de melhoria em compara??o a 1990.

Tamb?m reiterou "os not?veis resultados" na diminui??o da pobreza e na taxa de mortalidade infantil, no aumento de cobertura de educa??o e de ?gua pot?vel, e no crescimento do com?rcio com a ?sia frente ? redu??o de interc?mbio com os Estados Unidos.

"As grandes empresas da regi?o, que durante anos s? olhavam para o mercado interno, apostaram na globaliza??o. Tanto que hoje existem 66 empresas multilatinas, e o com?rcio entre os nossos pr?prios pa?ses, que somava apenas US$ 18 bilh?es em 1990, passou para US$ 180 bilh?es em 2010", afirmou.

27 maio 2011

Ministro da Educação diz que kit contra homofobia deve ser refeito

Fernando Haddad fala a senadores

Fernando Haddad fala a senadores (Wilson Dias / Agência Brasil)

Os vídeos do kit anti-homofobia, que foram suspensos por determinação da presidente Dilma Rousseff, poderão ser integralmente refeitos, disse nesta quinta-feira o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o ministro, Dilma entendeu que o material da forma como está não combate a homofobia. "A presidente entendeu que ele não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que pretende, que é o combate à violência, à humilhação dessas pessoas na escola, à evasão desse público", comentou o ministro.

O kit de combate à homofobia seria composto por três vídeos e um guia de orientação aos professores. Os vídeos, com duração de cinco minutos, enfocariam transexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas homossexuais. O material seria enviado a seis mil escolas de ensino médio no segundo semestre deste ano.

"Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto. Cheguei a ver (no Congresso) um material voltado para profissionais do sexo nas mãos de um deputado que dizia que o MEC ia distribuir aquilo para crianças de seis anos. Até isso eu vi", afirmou Haddad.

"Num contexto desses, em que as pessoas deixaram de lado a racionalidade e passaram a colocar a política no pior sentido do termo em primeiro lugar, é difícil fazer uma avaliação técnica. (...) Por isso que a presidente, com razão, à luz desse cenário, criou no âmbito da Secretaria de Comunicação uma comissão que vai dar a última palavra sobre esse assunto. Dentro do MEC já havia pessoas que compartilhavam da opinião da presidente, de que o material não estava desenhado de maneira a produzir aquilo para o qual foi elaborado."

De acordo com o ministro, por determinação da presidente, os materiais que tratam de "costumes" serão analisados por comissão do próprio ministério e por uma outra, da Secretaria de Comunicação da Presidente da República. "Elas (as comissões) vão fazer os apontamentos necessários para uma reformulação. (Os vídeos) Poderão ser integralmente refeitos", observou Haddad. "O problema não é o mérito (o combate à homofobia), é o caso concreto".

(Com Agência Estado)