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29 maio 2011

Coaliz�o de Governo alem� acerta antecipar blecaute nuclear para 2022

UOL EconomiaCoaliz?o de Governo alem? acerta antecipar blecaute nuclear para 202230/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBerlim, 30 mai (EFE).- A coaliz?o de Governo comandada pela chanceler federal, Angela Merkel, acertou antecipar o blecaute nuclear na Alemanha para o ano de 2022, embora j? em 2021 ter?o sido desligadas a grande maioria das centrais at?micas da Alemanha.

A Uni?o Democrata-Crist? (CDU) de Merkel, social-crist?os b?varos (CSU) e liberais (FDP) anunciaram esta madrugada que as oito centrais cujo fechamento provis?rio foi anunciado ap?s a cat?strofe de Fukushima nunca mais voltar?o a ser conectadas ? rede.

O ministro do Meio Ambiente alem?o, Nobert R?ttgen, comunicou ? imprensa no come?o da madrugada de hoje que as tr?s usinas nucleares mais modernas atrasar?o eventualmente seu fechamento para 2022 no caso de surgirem problemas com a provis?o de energia.

Essas unidades devem ser vistas como "reserva de seguran?a", disse R?ttgen, que comentou que o acordo entre as tr?s legendas prev? que no ano de 2018 se decida se o blecaute pode ser realizado em 2021 ou um ano mais tarde.

A decis?o dos partidos da coaliz?o dirigida por Merkel sup?e um retorno ? decis?o tomada no ano de 2000 pela ent?o coaliz?o de social-democratas e verdes ?s ordens de Gerhard Schr?eder que tinha aprovado por lei o fim da era nuclear em 2021.

Merkel e sua equipe se retratam assim da lei que aprovaram no ano passado para prolongar a vida das usinas nucleares em uma m?dia de 14 anos e que atrasava para 2036 o fechamento da ?ltima usina at?mica na ativa.

28 maio 2011

Governo mexicano nega permiss�o para Telmex oferecer televis�o por assinatura

UOL EconomiaGoverno mexicano nega permiss?o para Telmex oferecer televis?o por assinatura28/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOL(Atualiza com rea??o da Telmex).

M?xico, 27 mai (EFE).- O Governo mexicano negou nesta sexta-feira ? companhia Tel?fonos de M?xico (Telmex), propriedade de Carlos Slim, o empres?rio mais rico do mundo, a permiss?o para oferecer o servi?o de televis?o por assinatura.

A Secretaria de Comunica??es e Transportes (SCT) indicou em comunicado que n?o modificou o t?tulo de concess?o da Telmex para poder entrar no setor porque a empresa n?o cumpriu com os requisitos estabelecidos no Acordo de Converg?ncia, publicado em outubro de 2006.

Em resposta ? decis?o do Governo, um porta-voz da Telmex explicou ? Ag?ncia Efe que a empresa j? recebeu a notifica??o da SCT, mas que n?o est? "de acordo com a decis?o tomada pela autoridade, que n?o respondeu ? ordem judicial".

O porta-voz explicou que o juiz ordenou ? autoridade que respondesse de maneira perempt?ria e levasse em conta a opini?o da Comiss?o Federal de Telecomunica??es (Cofetel), que j? havia afirmado que a Telmex cumprira com o Acordo de Converg?ncia.

"Consideramos que j? cumprimos as tr?s condi??es que foram impostas ? empresa", assinalou o porta-voz.

Desde o dia 18 de dezembro de 2009, a Telmex entregou ? SCT a solicita??o para que fosse modificado o t?tulo de concess?o, que impede o oferecimento do servi?o de televis?or paga, por considerar que j? cumpriram as condi??es impostas no Acordo de Converg?ncia.

H? dez dias, um juiz mexicano ordenou ?s autoridades que dessem uma resposta ? Telmex.

No entanto, a SCT argumentou nesta sexta que a Telmex n?o passou informa??o suficiente ? autoridade nem estabeleceu a interconex?o de qualidade com outros operadores, requisitos estabelecidos no acordo.

A depend?ncia afirmou que continuar? trabalhando com as concession?rias solicitantes para o cumprimento pleno das obriga??es fixadas em seus respectivos t?tulos de concess?o, e tamb?m com as tarefas administrativas que garantam que "a interconex?o se d? sobre bases n?o discriminat?rias".

Al?m disso, a SCT comunicou que garantiu o direito da Telmex e de sua concession?ria Telnor para que voltassem a solicitar a modifica??o de sua concess?o e "credenciar os requisitos exigidos pela normativa aplic?vel, em particular as previstos no Acordo de Converg?ncia".

Em 2006, o Governo estabeleceu um Acordo de Converg?ncia para que as empresas de telecomunica??es pudessem oferecer o denominado 'triplo play' (televis?o, internet e telefonia).

No entanto, embora as empresas em geral estabele?am a abertura de suas redes aos concorrentes, um dos problemas constantes foram as disputas geradas pelas altas tarifas de interconex?o.

Este inconveniente foi resolvido com a decis?o da Comiss?o Federal de Telecomunica??es de fixar uma tarifa de cerca de US$ 0,04 por minuto. Al?m disso, a Suprema Corte de Justi?a estabeleceu um acordo para que nenhum recurso legal pudesse frear a cobran?a desta tarifa.

Recentemente, a empresa de Slim afirmou que "deter o direito da Telmex n?o beneficia a concorr?ncia, mas afeta principalmente os mais de 55 milh?es de mexicanos que n?o disp?em de op??es para receber servi?os 'triplo play'".

Governo repudia a morte de l�der campon�s em Rond�nia

UOL EconomiaGoverno repudia a morte de l?der campon?s em Rond?nia27/05/2011Economia - Not?cias - Valor4@UOLEconomia #UOLS?O PAULO - A Secretaria-Geral da Presid?ncia da Rep?blica e a Secretaria de Direitos Humanos divulgaram nota para repudiar o assassinato do l?der do Movimento Campon?s Corumbiara, Adelino Ramos, conhecido como Dinho.
"O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total rep?dio e indigna??o", afirmaram as secretarias em comunicado conjunto, lembrando que, nesta semana, um casal de ambientalistas tamb?m foi assassinado no Par?.
"Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela persegui??o aos movimentos sociais. Essas pr?ticas n?o podem ser rotina em nosso pa?s e precisam de um basta imediato", acrescenta a nota.

Dinho morava em um assentamento do Instituto Nacional de Coloniza??o e Reforma Agr?ria (Incra). Segundo lideran?as locais, ele vinha recebendo amea?as de morte de madeireiros da regi?o por sua luta contra o desmatamento.
O l?der campon?s foi executado no munic?pio de Vista Alegre do Abun?, em Rond?nia, com seis tiros. "? necess?ria uma a??o en?rgica e exemplar. S? coibiremos essa viol?ncia absurda quando acabarmos com a impunidade", diz a nota.

Segundo levantamento conjunto da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agr?ria Nacional, j? foram registrados 71 assassinatos em Rond?nia desde 2001 motivados por quest?es agr?rias. Mais de 90% dos casos ficaram sem puni??o.

(Fernando Taquari | Valor)

27 maio 2011

Governo indiano proíbe anúncios de desodorantes em nome da 'decência'

O governo indiano proibiu a exibição de anúncios de TV de desodorantes por violar as leis destinadas a garantir a decência. Em uma carta ao Conselho Regulador de Publicidade da Índia (ASCI, na sigla em inglês), o Ministério de Informação solicitou a adoção de medidas contra as empresas que fazem esse tipo de anúncio, em que as mulheres seria vistas como "objetos de desejo".

O organismo governamental identificou cinco anúncios de desodorante que a seu entender violam as leis pertinentes do Código de Publicidade de 1994. "A representação das mulheres nestes anúncios é abertamente sexual e estão destinadas a despertar os instintos libidinosos dos homens", assinalou o Ministério em uma nota.

"Estes anúncios são indecentes, vulgares e sugestivos e, portanto, violam as disposições do artigo 7 do Código de Publicidade", disse um funcionário governamental.

O secretário-geral do ASCI, Alan Collaco, confirmou em comunicado que haviam recebido a notificação e especificou que estudam o caso seriamente. 

(Com agência EFE)

25 maio 2011

Governo diz sofrer 'ass�dio moral' de MPF em caso Belo Monte

Governo diz sofrer ass�dio de procuradoria em caso Belo Monte

Folha.com - Mercado - Governo diz sofrer ass?dio de procuradoria em caso Belo Monte - 25/05/2011Publicidade

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  Em Cima da Hora    Maior | Menor  Enviar por e-mail  Comunicar erros Link         delicious  Windows Live  MySpace  Google  digg Google Buzz   Acompanhe a Folha.com no Twitter  25/05/2011-19h37Governo diz sofrer ass?dio de procuradoria em caso Belo MontePublicidade

 

FELIPE SELIGMAN
JO?O CARLOS MAGALH?ES
DE BRAS?LIA

Sofrendo o que chamou de "ass?dio moral" do Minist?rio P?blico Federal no caso da usina de Belo Monte, o governo federal pediu ao CNMP (Conselho Nacional do Minist?rio P?blico) que delimite a utiliza??o das recomenda??es feitas por promotores e procuradores.

Segundo a AGU (Advocacia-Geral da Uni?o), essas recomenda??es por vezes cont?m "amea?as de responsabiliza??o pessoal" a servidores p?blicos, que por isso s?o submetidos a um "imp?rio do terror".

Al?m de Belo Monte, eles tamb?m usam como exemplo medidas tomadas contra as hidrel?tricas de Jirau e Santo Ant?nio, no rio Madeira, em Rond?nia.

"O que est? havendo ? amea?a. Me causa esp?cie perceber que os membros do Minist?rio P?blico usam o instrumento da recomenda??o para causar constrangimento", disse ? Folha Luis In?cio Adams, advogado-geral da Uni?o.

"Se eu digo a um advogado da Uni?o: 'Ou voc? adota determinado entendimento ou eu te demito', o que ? isso? ? ass?dio moral. E se um procurador diz: 'Ou voc? adota tal medida ou eu entro com uma a??o para demitir voc?'? Isso ? ass?dio moral tamb?m", afirmou.

"Eles simplesmente s?o contra Belo Monte por princ?pio."

No caso dessa usina, o MPF no Par? tem feito recomenda??es ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov?veis) para que a licen?a de instala??o, que permite o in?cio da obra, s? seja dada quando todas as condi??es impostas pelo pr?prio ?rg?o ambiental sejam cumpridas.

Nas recomenda??es, os procuradores lembram da possibilidade de responsabilizar, por meio de a??es individuais, os funcion?rios que assinarem atos supostamente ilegais --como uma licen?a ambiental.

No curso dos licenciamentos de Jirau, Santo Ant?nio e Belo Monte, alguns funcion?rios j? foram processados por improbidade administrativa.

Segundo a AGU, o MPF faz isso mesmo sabendo que n?o h? inten??o dos funcion?rios em assinar algo ilegal, condi??o necess?ria para caracterizar a improbidade.

Procurado, o MPF no Par? ainda n?o se pronunciou.

BRIGA

O conflito entre MPF e AGU em rela??o aos licenciamentos ambientais de usinas hidrel?tricas na Amaz?nia se aprofundou no ano passado.

Em abril, houve uma guerra jur?dica entre os dois para suspender o leil?o de Belo Monte.

Editoria de Arte/Folhapressarte - os n?meros de belo monteEditoria de Arte/FolhapressPor dentro de Jirau

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Governo Ch�vez rejeita san��o dos EUA contra PDVSA

UOL EconomiaGoverno Ch?vez rejeita san??o dos EUA contra PDVSA24/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLCaracas, 24 mai (EFE).- O Governo da Venezuela rejeitou nesta ter?a-feira a decis?o dos Estados Unidos de sancionar a petrol?fera estatal venezuelana PDVSA e afirmou que est? estudando as implica??es dessa medida a fim de dar "uma resposta mais adequada".

"O Governo Bolivariano manifesta seu mais contundente rep?dio a esta decis?o por consider?-la uma a??o hostil, que se coloca ? margem do direito internacional. Desta forma, viola os princ?pios enunciados na Carta das Na??es Unidas", declarou o chanceler venezuelano, Nicol?s Maduro.

Nesta ter?a, os EUA anunciaram san??es contra sete empresas internacionais, entre elas a PDVSA, devido ao apoio manifestado pela petrol?fera venezuelana ao setor energ?tico do Ir? - pa?s j? sancionado por Washington e pela ONU em fun??o da pol?tica nuclear de Teer?.

O subsecret?rio de Estado americano, James Steinberg, anunciou que a PDVSA n?o poder? assinar contratos com Washington nem receber financiamentos para suas opera??es de importa??o e exporta??o, por?m, a venda de petr?leo venezuelano aos EUA n?o ser? afetada.

Maduro afirmou que o Governo venezuelano "est? elaborando uma avalia??o geral da situa??o para determinar at? onde estas san??es afetam a operabilidade" de sua ind?stria petrol?fera, e, portanto, da "provis?o de 1,2 milh?es de barris de petr?leo di?rios aos EUA".

"Em fun??o dessa avalia??o, a Venezuela se reserva ? resposta mais adequada a essa agress?o imperialista", acrescentou o ministro. Segundo ele, o pa?s conta com "uma ind?stria petrol?fera forte, independente e soberana, com capacidade para operar e cumprir seus compromissos de maneira permanente".

Segundo o ministro de Energia e Petr?leo da Venezuela, Rafael Ram?rez, a pol?tica de Washington ? "espasm?dica" e "agressiva".

Ram?rez esclareceu que faz muito tempo que a Venezuela n?o tem nenhuma rela??o com o financiamento p?blico americano e revelou que Caracas est? em condi??es de garantir a provis?o a suas filiais nos EUA, mas que avaliar? o poss?vel impacto do fornecimento para outros clientes daquele pa?s.

Maduro reiterou que a Venezuela est? avaliando as medidas para ent?o decidir perante os organismos internacionais como proceder? para denunciar a pol?tica americana. Para o venezuelano, ? evidente que o Governo americano tomou um "caminho errado".

Ele reiterou ainda que as rela??es da Venezuela com o Ir? ? como "de irm?os, de paz", ao lembrar que a Rep?blica Isl?mica colabora com a ind?stria automotiva do pa?s sul-americano. "Agora, mais do que nunca, vamos aprofundar as rela??es com o Ir?", advertiu.

Câmara desafia governo e aprova mudanças no Código

Deputado Aldo Rebelo é aplaudido após aprovação do texto-base

Deputado Aldo Rebelo é aplaudido após aprovação do texto-base (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Depois de aprovar o texto-base do Código Florestal, a Câmara dos Deputados aprovou também uma emenda proposta pelo PMDB que, entre outras alterações, permite que os governos estaduais legislem sobre a ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APP). O governo era contra a aprovação do dispositivo - quer a prerrogativa de legislar sobre APPs para si -, mas foi derrotado pelos votos da oposição e da maior parte da base aliada. Foram 273 a favor, 182 contra e 2 abstenções.

A maior parte dos aliados deixou o Planalto falando sozinho na votação da emenda. Agora, o governo joga as fichas no Senado para reverter as alterações feitas pelos deputados federais. Em caso de novas mudanças, o texto volta à Câmara. Como último recurso, a presidente Dilma Rousseff já deixou claro que vetará itens que desagradem ao Planalto.

Ameaça - Em plenário, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que a posição de seu partido não significa uma traição: "Eu não sou um aliado do governo. Eu sou governo. Não aceito que digam que estamos derrotando o governo. Como, se a proposta é nossa?" O líder do governo na casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), subiu à tribuna em seguida, com a difícil tarefa de reverter o quadro, que prenunciava uma derrota. E apelou abertamente à autoridade da presidente: "A Casa fica sob ameaça quando o governo é derrotado. Nós fomos eleitos na mesma chapa da presidente Dilma em que estava o Henrique Eduardo Alves", afirmou.Segundo Vaccarezza, a presidente Dilma Rousseff achou uma "vergonha" a proposta que a Câmara tendia a aprovar. Aldo Rebelo (PC do B-SP) pediu que o presidente Marco Maia (PT-RS) interpelasse o líder do governo para que confirmasse a declaração. Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB, também reagiu: "Vergonha é o governo esconder seus representantes de primeiro escalão suspeitos de ter aumentado 20 vezes o seu patrimônio", afirmou, em referência ao ministro Antonio Palocci.Ao contrário da última tentativa de votação do Código, desta vez a intervenção de Vaccarezza não convenceu a base aliada. O governo sai da votação do Código Florestal desgastado e com incertezas sobre o tamanho real de sua bancada na Câmara.Repercussão - Após a sessão, que durou 14 horas e acabou pouco depois da meia-noite desta terça-feira, Vaccarezza disse não ter visto problemas na declaração em que citou a presidente Dilma. Negou ter agido de forma autoritária e voltou a criticar a emenda aprovada pela Casa: "O texto abre brechas para o desmatamento", afirmou, lembrando que o Planalto deve vetar propostas que beneficiem desmatadores e que permitam a ocupação descontrolada de áreas de preservação.O relator Aldo Rebelo considerou previsível a divisão da base aliada: "Era natural que houvesse polêmica em torno dos destaques". Mas o líder do DEM, ACM Neto (BA), não tem dúvidas: a posição de Vaccarezza pesou na decisão final dos deputados: "O discurso do líder do governo gerou um extremo desgaste. Ele usou termos ameaçadores."

O atual Código Florestal brasileiro está em vigor desde 1965, quando o país estava sob o regime ditatorial. Alguns artigos foram alterados, mas, ainda assim, o texto é considerado fora da realidade tanto por ambientalistas quanto por ruralistas. A renovação do código é discutida desde 1999 no Congresso Nacional

O Código Florestal determina as regras ambientais a serem seguidas por produtores rurais no Brasil. A primeira versão foi criada em 1934, por decreto, quando surgiram as definições iniciais de áreas de vegetação natural a serem preservadas em propriedades privadas. Em setembro de 1965, durante o regime militar, o código que está em vigência atualmente foi instituído pela lei 4.771. Ele criou, entre outras coisas, as delimitações de Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP). Desde então, passou por diversas modificações pontuais feitas por medidas provisórias e leis específicas, que restringiram as áreas de desmatamento em florestas e tornaram crime ambiental o que até então era considerado infração.

No final dos anos 90, as discussões sobre uma mudança completa no código se intensificaram no Congresso Nacional. Em 1999, o deputado Sérgio Carvalho apresentou o projeto 1.876, que reformularia os principais pontos da lei. Nos 12 anos seguintes, a proposta teve dez outros projetos apensados e foi analisado por todas as comissões permanentes pelas quais deveria passar. Em 2009, foi criada uma comissão especial para analisar o projeto a fundo. Após 67 audiências públicas em todo o país, o substitutivo final foi elaborado pelo relator Aldo Rebelo (PC do B – SP). Em junho de 2010, o texto foi aprovado pelos integrantes da comissão e, desde então, está pronto para entrar na pauta de votação do plenário.

Quando estava em campanha pela presidência da Câmara, no início de 2011, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) prometeu a ambientalistas e ruralistas que colocaria o código em votação o mais rápido possível. Após eleito, criou uma câmara de negociação, com integrantes de ambos os lados e fez nova promessa: o texto seria votado até o fim de março. As audiências públicas sobre o tema e as discussões, que dividiam até representantes do alto escalão do governo, renderam mais que o esperado. O grupo recebeu 55 sugestões de mudanças do texto de Aldo Rebelo e somente.

Os maiores interessados em agilizar a votação do projeto são os agricultores e pecuaristas, que estão com a corda no pescoço por causa do decreto 7.029/2009. De acordo com a determinação, a partir de 12 de junho de 2011, propriedades rurais que não registrarem em cartório a existência de uma reserva legal com o percentual mínimo exigido pela legislação em vigor serão consideradas irregulares e ficarão sujeitas a multa diária, inviabilizando um setor vital da economia brasileira. Segundo ruralistas, 90% das propriedades do país não conseguiram se adequar à regra porque já haviam desmatado mais quando a lei assim permitia. O novo código poderá isentar de punições os pequenos proprietários e os que desmataram além do permitido até julho de 2008, data da primeira versão do decreto.

24 maio 2011

Governo é derrotado e Código Florestal vai a plenário sem consenso

Agora é para valer: o Código Florestal deve ser votado nesta terça-feira pela Câmara dos Deputados. A garantia foi dada tanto por representantes da base aliada quanto da oposição depois de uma reunião dos líderes da casa. O acordo não significa que o Planalto ficou satisfeito com a proposta que vai a plenário: o Executivo não conseguiu incluir na medida dispositivos que considerava importantes. E o projeto vai para deliberação assim mesmo: "Naquilo que não tem acordo, o plenário decide", resumiu o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), antes do início da votação.

O governo quer garantias de que haverá punição para desmatadores reincidentes, pede que pequenos agricultores sejam obrigados a recompor ao menos uma parte da chamada reserva legal e cobra que a expressão "regularização" seja substituída por "recomposição", nos itens que tratam da situação de agricultores que desmataram. Até agora, não conseguiu. A saída foi tolerar a votação do texto e concentrar forças na votação no Senado, onde o texto deve passar por novas mudanças. 

Mas o texto-base de Aldo Rebelo é só metade do problema. Além da proposta original, a Câmara deve votar um destaque global apresentado pelo PMDB e aceito pela ampla maioria de líderes da casa. A modificação permite que estados e municípios legislem sobre a regularização ambiental de produtores rurais, o que o Planalto não aceita. Além disso, o governo vê na proposta uma brecha para a consolidação de áreas desmatadas. Por isso, a orientação para a bancada é pelo voto contrário ao destaque.

Esgotadas as tentativas de negociação, o Executivo agora sinaliza abertamente com o veto em caso de fracasso também no Senado: "Se nós perdermos, a presidente não hesitará em exercer suas prerrogativas constitucionais", disse o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), após a reunião desta terça-feira que permitiu o acordo para a votação. A ameaça de Vaccarezza é um sinal da preocupação do Planalto com uma perspectiva de derrota no plenário da Câmara: o destaque global conta com o apoio dos partidos da oposição, do PMDB e de parte importante da base aliada. 

Segundos antes de entrar em plenário para o início da votação, Vaccarezza recebeu um último telefonema de Dilma Rousseff. Durante a conversa, que durou cerca de três minutos, a presidente exibiu insegurança sobre o resultado da votação: "Ela está preocupada", confidenciou Vaccarezza. A petista deu ainda um último recado para o líder do governo levar a Marco Maia, presidente da Câmara. A ordem foi seguida imediatamente, mas o conteúdo do pedido foi mantido em sigilo.

Governo francês confirma resgate de mais 29 corpos do acidente da Air France

As equipes de resgate da França já retiraram 29 corpos dos restos do avião da Air France  que caiu no oceano Atlântico em 2009. A informação foi confirmada em nota  pelo representante especial do governo francês junto às famílias das vítimas do voo AF 447, o diplomata Philippe Vinogradoff. Na época do acidente, 50 corpos haviam sido resgatados.

Segundo o representante francês, os peritos têm se esforçado para encontrar as vítimas do acidente. “Todas as peças do avião necessárias à investigação tendo sido recuperadas, a operação agora concentra-se exclusivamente sobre o resgate dos corpos”, afirma. A busca por corpos foi retomada em abril, quando o governo da França autorizou o navio enviado para recuperar pedaços do avião para facilitar na investigação da causa do acidente a tentar encontrar também restos mortais no fundo do mar.

Vinogradoff afirma ainda que o Escritório de Investigações e Análises (BEA), responsável por analisar as caixas-pretas do avião, poderá comunicar, nesta sexta-feira, a sequência de eventos que resultaram no acidente, primeiramente para os familiares dos 228 mortos. “Será apenas uma descrição, sem qualquer análise dos fatos e menos ainda das causas”, destaca o diplomata. “Quanto à determinação das responsabilidades, ela é da alçada exclusiva da investigação judiciária que decorre em paralelo".

Confira a íntegra da nota:

Aos familiares e amigos das vítimas do acidente do voo AF 447.

1- Após a permutação em Dakar da tripulação e das equipes técnicas, o navio "Ile de Sein" chegou ao local do acidente no sábado 21 de maio, e o resgate dos corpos começou no próprio dia. Os peritos fazem todo o possível para resgatar os corpos que podem sê-lo, conforme os compromissos expressos pelos juízes encarregados da investigação na carta às famílias de 10 de maio passado. Até hoje, (nesta etapa) 29 vítimas puderam ser resgatadas.

Todas as peças do avião necessárias à investigação tendo sido recuperadas, a operação agora concentra-se exclusivamente sobre o resgate dos corpos.

2- O Bureau de Investigações e de Análises (BEA) declarou que poderá comunicar na sexta-feira 27 de maio a sequência dos eventos que resultaram no acidente. A comunicação do BEA será divulgada em prioridade às famílias das vítimas.

Será apenas uma descrição, sem qualquer análise dos fatos e menos ainda das causas, posto que a determinação das causas requer uma análise longa e complexa para chegar a recomendações de segurança. Quanto à determinação das responsabilidades, ela é da alçada exclusiva da investigação judiciária que decorre em paralelo.

Philippe Vinogradoff - Representante especial junto às famílias das vítimas do voo AF 447

Governo do Rio dará bolsa de até 12 mil reais para atletas de alto desempenho

Flávia Ribeiro, do Rio de JaneiroMárcia Lins, secretária de Esporte do Rio: meta é estimular atletas e ampliar chances de medalhas

Márcia Lins, secretária de Esporte do Rio: meta é estimular atletas e ampliar chances de medalhas (AE)

“É mais um incentivo para que esses atletas se mantenham no topo. E, se caírem, para voltarem logo. O foco é o atleta que pode trazer uma medalha olímpica”, afirmou a secretária estadual de Esporte do Rio, Márcia Lins

Aprovado em fevereiro pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o programa que dará bolsa-atleta para o esporte de alto desempenho no estado do Rio já tem nome e valores definidos. Nos moldes do Time Rio, da Prefeitura, o Força-RJ vai beneficiar atletas que treinem no estado e que estejam entre os primeiros 25 colocados do ranking mundial de suas categorias.

Dependendo da colocação, esses homens e mulheres, olímpicos e paraolímpicos, poderão ganhar de R$ 8 mil a R$ 12 mil mensais – eles serão divididos entre os ranqueados de 1º a 5º lugar, 6º a 10º e assim por diante, com renovação semestral do contrato. O decreto do governador Sérgio Cabral já está pronto e será enviado para a Casa Civil nos próximos dias.

“O Time Rio só beneficia atletas da capital. No Força RJ qualquer atleta do estado poderá ser beneficiado. Por exemplo, o Bimba treina em Búzios, não pode ser do Time Rio. Mas pode ser do Força RJ”, comentou a secretária estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins.

Se um atleta cair para 26º do ranking e não se recuperar a tempo da renovação, perde o benefício. “É mais um incentivo para que esses atletas se mantenham no topo. E, se caírem, para voltarem logo. O foco é o atleta que pode trazer uma medalha olímpica”, completou.

O Força RJ será a sexta gradação de bolsa-atleta oferecida pelo estado do Rio. Já estão em vigor as bolsas nas categorias Descoberta, Futuro, Potência Estadual, Potência Nacional e Potência Internacional, com valores de 850 a 1.250 reais.

22 maio 2011

Governo do Brasil reduz previs�o de crescimento do PIB para 4,5%

UOL EconomiaGoverno do Brasil reduz previs?o de crescimento do PIB para 4,5%21/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLS?o Paulo, 21 mai (EFE).- O Governo revisou para baixo a previs?o de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2011 para 4,5%, meio ponto menos que h? dois meses, ao mesmo tempo em que elevou para 5,7% a previs?o de infla??o.

No relat?rio elaborado bimestralmente pelo Minist?rio do Planejamento, divulgado neste s?bado pela imprensa, a previs?o para infla??o durante o ano aumentou em 0,7%, para 5,7%.

Os dados do ?ndice de Pre?os ao Consumidor Amplo (IPCA) mant?m dentro da margem "compat?vel" com a meta da pol?tica monet?ria, que situa a meta da infla??o em 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Pelo relat?rio, a taxa m?dia anual de c?mbio do real frente ao d?lar ficar? em 1,61%, inferior ao percentual de 1,70% previsto anteriormente, devido ao processo de forte valoriza??o da moeda brasileira.

As previs?es do Executivo s?o mais otimistas do que as do Banco Central que considera que o PIB brasileiro dever? acelerar neste ano ao ritmo de 4%.

Supera tamb?m a estimativa da Confedera??o Nacional da Ind?stria (CNI) que calcula crescimento da economia do pa?s de 3,5%.

O PIB brasileiro cresceu 7,5% em 2010 e alcan?ou sua maior expans?o em quase tr?s d?cadas.

21 maio 2011

Oposição muda estratégia e desafia governo no Congresso

Era noite de terça-feira. Fim de uma sessão em que a oposição pressionara, com sucesso, pelo adiamento da votação da Medida Provisória 517 (que cria incentivos tributários), o primeiro item da pauta na Câmara dos Deputados. Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na casa, saúda Ivan Valente (PSOL-SP): “Ivanzinho! Ivanzinho! A oposição é pequena, mas dá trabalho!”. O improvável aliado apenas sorriu e acenou de volta.

Em pontas opostas do espectro político, DEM e PSOL atuam juntos quando é preciso somar forças contra a maioria governista. É uma nova realidade. A derrota nas últimas eleições diminuiu o tamanho de PSDB, DEM e PPS. Minoritários, estes partidos têm aprendido a se movimentar para barrar a maioria governista.

Nas últimas sessões do plenário funcionou. Durante a votação do Código Florestal, por exemplo, o DEM apresentou um destaque que alterava o texto bancado pelo Executivo e tinha potencial para atrair votos da bancada ruralista. A base aliada teve de recuar em cima da hora e adiar a votação, sob o risco de uma derrota inesperada.

A diminuição numérica nas últimas eleições forçou a bancada oposicionista a mudar o jogo: a cada proposta importante em pauta é preciso encontrar uma estratégia diferente para rachar a base aliada. Dependendo do tema em pauta, os aliados de ocasião podem ser os sindicalistas do PDT, os radicais do PSOL ou a bancada ruralista.

O DEM já tinha tentado seguir este caminho na votação do salário mínimo. Enquanto o PSDB batia na tecla dos 600 reais e o governo oferecia 545, os democratas buscaram um meio-termo para atrair o voto de sindicalistas: propuseram 560 reais. Conseguiram roubar alguns votos de governistas, mas um desentendimento com o PDT prejudicou o resultado final: vitória ampla da base.

Com o Código Florestal, na semana retrasada, a prática se aprimorou: a emenda do DEM propunha anistia a produtores que desmataram (em vez de uma suspensão das punições, como propunha o governo). A proposta atraiu a bancada ruralista. Com a jogada da oposição, a liderança do governo teve que sentar-se novamente à mesa com os outros partidos e negociar a elaboração de novas mudanças no texto. Uma delas, resultado de acordo entre os líderes, vai contra o que o governo queria e não limita à União a prerrogativa de definir quais cultivos poderiam permanecer em Áreas de Proteção Ambiental (APAs).

A oposição também conseguiu barrar na última semana a votação de medidas provisórias – entre elas, a que flexibiliza regras para licitações. Disse que queria votar primeiro o Código Florestal.  E conseguiu: a votação foi marcada para a próxima terça-feira.

Palocci - DEM, PPS e PSDB também aproveitaram o flanco aberto pelo escândalo envolvendo o ministro da Casa Civil. Depois da manobra que impediu a votação de requerimentos de convocação de Antonio Palocci nas comissões, a oposição correu ao plenário e conseguiu levar o caso à tribuna. O requerimento foi derrubado, como provavelmente seria nas comissões. Mas a exposição na tribuna e o debate gerado pelos requerimentos causou mais desgaste ao governo.

“O governo está enfrentando dificuldades que não deveria estar pelo número de parlamentares que tem”, avalia o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). O presidente do PPS, o deputado federal Roberto Freire (SP), tem uma posição mais crua sobre o assunto: “Faltará soro fisiológico para o governo. O soro fisiológico é fundamental para que ele mantenha essa base. O quadro não é bom. Parte das emendas parlamentares não está sendo paga”, analisa.

Eduardo Cunha (RJ), voz influente da bancada do PMDB, diz que as dificuldades do governo foram exceção: “Foi uma semana atípica, sem o presidente da Câmara e sem os dois líderes dos maiores partidos. E coincidiu com uma agenda política do Código Florestal que tumultuou a pauta. Semana que vem volta tudo ao normal”.

Se a reação oposicionista foi só um sopro no Congresso ou se o governo Dilma Rousseff não terá vida fácil como se pensava, a resposta virá logo. O caso Palocci vai colocar, novamente, a  capacidade da oposição de minar a solidez da base. A criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o episódio depende da assinatura de 171 deputados e 27 senadores. Juntos, PSDB, DEM, PPS e PSOL têm 111 deputados e 19 senadores.

(Colaborou Luciana Marques)

16 maio 2011

À ONU, governo líbio volta a prometer trégua

Tarja para o tema Líbia 2

O regime líbio voltou a afirmar que está pronto para uma trégua com os rebeldes em troca da suspensão dos ataques aéreos da Otan, ao receber neste domingo o enviado especial da ONU, Abdel al-Khatib.

Três meses após o início da revolta contra o regime de Muamar Kadafi, o chefe de governo, Bagdadi Mahmudi, disse ao representante da ONU que o regime quer "um cessar-fogo imediato acompanhado pelo fim dos bombardeios", reproduzindo discurso de Kadafi, que em abril foi à TV dizer estar pronto para um cessar-fogo. "Mas o cessar-fogo não pode ser de uma só parte", disse o ditador na ocasião.

Abdel al Khatib chegou neste domingo a Trípoli para discutir uma solução política para o conflito na Líbia.

O regime líbio acusa a Otan de querer assassinar Kadhafi, e durante a visita de Abdel al Khatib, o ministro das Relações Exteriores, Abdelati Al-Obeidi, relatou ao enviado da ONU "a magnitude dos abusos e das violações graves cometidas pela Aliança Atlântica", segundo a Jana.

A visita de Al Khatib foi decidida em 10 de maio, pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, como forma de manter algum diálogo com Trípoli. A ONU não informou se Al Khatib se encontrará em Bengazi com os líderes da rebelião. Neste domingo, várias explosões sacudiram o leste da capital líbia, alvo quase cotidiano dos ataques da Otan.

(com AFP)

13 maio 2011

Governo líbio afirma que Kadafi está vivo

A TV estatal líbia divulgou imagens de Kadafi na quarta-feira para provar que o ditador está vivo

A TV estatal líbia divulgou imagens de Kadafi na quarta-feira para provar que o ditador está vivo (Mahmud Turkia / AFP)

O porta-voz do governo líbio, Musa Ibrahim, afirmou nesta sexta-feira que o ditador Muamar Kadafi está na capital, Trípoli, e goza de “boa saúde”. No mesmo dia, a televisão estatal transmitiu uma gravação em áudio na qual Kadafi diz que está escondido em um lugar onde não será encontrado e afirma que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) faz uma “cruzada covarde”. Esta semana, a aliança militar chegou a dizer que não sabia se o coronel ainda estava vivo. As declarações de Kadafi foram ao ar depois que o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que ele provavelmente havia sido ferido pelos ataques aéreos da Otan e que havia deixado Trípoli. Já Ibrahim afirmou, em uma coletiva de imprensa, que o ditador tem um "bom estado de ânimo e está com um excelente humor".Ataques - A televisão estatal da Líbia também afirmou que um ataque da Otan na cidade de Brega matou pelo menos 16 civis e feriu 40. Porém, a informação ainda não pôde ser verificada de forma independente.Em contrapartida, forças leais a Kadafi realizaram ataques com mísseis contra rebeldes, na cidade de Misrata, deixando dez mortos e 20 feridos, de acordo com um médico local. "Cinco casas foram destruídas e dois bebês foram mortos", disse ele. Na quarta-feira, os rebeldes haviam avançado significativamente sobre a cidade ao tomar o controle do aeroporto.Ajuda internacional -Também nesta sexta-feira, os rebeldes se encontraram com altos funcionários da Casa Branca em Washington. O objetivo deles é conseguir dinheiro e legitimidade diplomática a fim de continuar a batalha para derrubar o regime do coronel líbio.Estados Unidos, Grã-Bretanha e França dizem que vão manter sua campanha aérea liderada pela Otan até Kadafi ser afastado do poder. Contudo, os rebeldes afirmam que precisam também de dinheiro para conseguir manter suas posições em terra.(Com agências France-Presse e Reuters)

11 maio 2011

Governo anuncia aumento para professores na quarta

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na tarde desta terça-feira que anunciará nesta quarta o reajuste salarial dos servidores da rede estadual de ensino. Alckmin não informou o percentual que será concedido, mas a expectativa é de que seja apresentada uma política salarial, ou seja, um sistema de aumento escalonado ao longo dos quatro anos de mandato.

Uma política salarial para os profissionais do ensino - professores e demais servidores - é um dos principais projetos do secretário de Educação, Herman Voorwald, que tem defendido, desde sua indicação ao cargo, a instituição de medidas de valorização dos docentes. A rede estadual tem hoje 220.000 professores.

"O foco do governo é educação", disse o governador. "É aluno mais tempo na escola. É investir no professor, na valorização do professor, no estímulo do professor", afirmou, após a inauguração da Escola Técnica Estadual (Etec) de Barueri, cidade da região metropolitana de São Paulo.

(Com Agência Estado)

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09 maio 2011

Governo iemenita usa até granadas propelidas por foguetes contra manifestantes

Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz

Iemenitas fogem de bombas de gás lacrimogêneo em Taiz (AFP)

Forças de segurança do Iêmen dispararam nesta segunda-feira contra manifestantes e lançaram granadas propelidas por foguetes contra um prédio de escritórios, em meio à repressão a um protesto na cidade de Taiz, no sul do país. Quatro pessoas morreram, segundo testemunhas e médicos. Os ataques ocorreram um dia após manifestantes realizarem um novo ato em uma das principais vias da cidade e em meio ao aumento da tensão no país entre o contestado presidente Ali Abdullah Saleh e manifestantes que exigem sua saída.  

As forças de segurança abriram fogo contra manifestantes e usaram jatos d'água e gás lacrimogêneo para dispersá-los, disseram testemunhas. O médico Sadeq al-Shujah afirmou que quatro militantes foram mortos e dezenas ficaram feridos. O estado de seis deles é grave.

As forças de segurança também perseguiram as pessoas que se escondiam em ruas laterais. Elas lançaram granadas contra um edifício de escritórios onde manifestantes estariam escondidos, disse o ativista Nouh al-Wafi. A explosão iniciou um incêndio, mas não há registros sobre mortes nesse local.

Histórico - O Iêmen enfrenta há quase três meses protestos exigindo a saída de Saleh. No poder há mais de três décadas, Saleh intensificou a repressão aos protestos e recusou uma oferta de mediação regional. Mais de 140 pessoas morreram desde o início das manifestações.

O acordo para Saleh renunciar, negociado pelo Conselho para a Cooperação do Golfo, parecia perto do sucesso há uma semana. O presidente, porém, recuou, dizendo que não assinaria o texto. O impasse ameaça piorar o quadro atual de instabilidade no Iêmen. 

(Com agência Estado)

07 maio 2011

Governo desengaveta estudo para defender MP da Copa

Governo desengaveta estudo para defender MP da Copa - politica - Estadao.com.br .dv-pag-not{clear:both; display:block; width:630px; margin: 0 auto;}.dv-pag-not ul{margin:0px auto; padding:0px; text-align:center; border-right:1px solid #E2E2E2; display:table;}.dv-pag-not ul li{margin:0px; padding:2px 5px; border:none; border-left:1px solid #E2E2E2; display:inline;}.dv-pag-not ul li a{color:#ccc;}.dv-pag-not .pag-atual a{color:#999; font-weight:bold;}.dv-pag-not .pag-inicio {width: 90px; display:inline; float:left;}.dv-pag-not .pag-fim {width: 90px; display:inline; float:right;}.dv-pag-not .pag-inicio a{color:#999; float:left;}.dv-pag-not .pag-fim a{color:#999; float:right;} if(typeof(titleSEO) == "undefined"){if(url){titleSEO = url.split(",")[1];}}hitNota(203567, OAS_sitepage, titleSEO, Formatos.TEXTO, 'Política'); ir para o conteúdoLoginWebmail  • 

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Ministro da Defesa visita o Complexo do Alemão

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Militantes do Talibã atacam alvos do governo no Afeganistão

Soldados talibãs na província de Nangarhar, no Afeganistão

Soldados talibãs na província de Nangarhar, no Afeganistão (Stringer/Reuters)

Militantes do Talibã executaram, neste sábado, uma série de ataques contra edifícios do governo afegão na cidade de Kandahar, no sul do país. Pelo menos 24 pessoas ficaram feridas. As ações ocorrem um dia depois dos radicais divulgarem um comunicado, dizendo que a morte do de Osama bin Laden estimulará a insurgência contra os Estados Unidos e as forças internacionais. No mesmo dia, a Al Qaeda confirmou a morte do terrorista mais procurado do mundo e também prometeu novos ataques.

Os atentados deste sábado começaram pouco depois do meio dia, no horário local, com uma explosão perto do complexo do governador Tooryalai Wesa, no centro da cidade, que é extremamente vigiado. Várias outras explosões foram ouvidas logo depois em diferentes áreas de Kandahar, no que aparentou ser um ataque coordenado, informaram testemunhas à agência de notícias Reuters . Os escritórios do prefeito da cidade, da agência de inteligência local, uma base de forças especiais estrangeiras e uma base da polícia afegã também foram atacados. 

O Talibã afirmou que um grande número de seus militantes se dirigiu a Kandahar com o objetivo de atacar os prédios do governo. "Muitas pessoas foram mortas", disse um dos porta-vozes do grupo Yousef Ahmadi. Contudo, o governo local não confirmou as informações de que os ataques teriam deixado mortos.

Bin Laden - Segundo o comunicado do Talibã, divulgado na última sexta-feira, a morte de bin Laden vai dar um "novo ímpeto" à luta contra os invasores estrangeiros do Afeganistão. "O emirado islâmico acredita que o martírio do xeque Osama bin Laden dará um novo ímpeto à jihad em andamento contra os invasores nesta fase crítica da jihad", diz a nota divulgada por um outro porta-voz do grupo Tariq Ghazniwal. 

O Talibã governou o Afeganistão de 1995 até a invasão do país pelos EUA e seus aliados, em novembro de 2001, dois meses depois dos ataques terroristas da Al Qaeda em Nova York e Washington. Durante aquele período, o governo deu refúgio ao saudita Bin Laden e à sua organização. Desde o início da invasão ao país, morreram 2.445 soldados da coalizão, sendo 1.571 americanos. 

(Com agências Estado e Reuters)