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28 maio 2011

Hamilton é punido, perde tempo e larga em nono

O piloto britânico Lewis Hamilton foi punido pela direção de prova do Grande Prêmio de Mônaco e largará apenas na nona colocação do grid. Ele conseguiu o sétimo tempo do treino classificatório (1min15s280), mas a marca foi invalidada porque o piloto passou reto na chicane após a saída do túnel. Sebastian Vettel, da Red Bull, que largará na frente, fez o tempo de 1min13s556.

Hamilton foi um dos principais prejudicados pelo acidente do mexicano Sergio Pérez, que paralisou os treinos qualificatórios por cerca de 40 minutos na tarde de hoje. O treino foi interrompido quando Hamilton partia para sua primeira volta rápida e teve que retornar aos boxes.Quando as atividades foram retomadas, ele marcou o sétimo tempo, mas a direção de prova não validou sua marca.

O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, largará na sexta posição, após um erro no treino. "Largar em sexto em Mônaco não é brilhante, mas você precisa usar a cabeça na corrida. A largada vai ser muito importante, assim como ficar calmo e de cabeça fria volta após volta, porque qualquer erro pode te custar muito', afirmou.

Grid de largada do Grande prêmio de Mônaco

1º - Sebastian Vettel - Red Bull 
2º - Jenson Button  - McLaren 
3º - Mark Webber  - Red Bull 
4º - Fernando Alonso - Ferrari  
5º - Michael Schumacher - Mercedes 
6º - Felipe Massa - Ferrari 
7º - Nico Rosberg - Mercedes 
8º - Pastor Maldonado - Williams 
9º - Lewis Hamilton - McLaren 
10º - Sergio Pérez  - Sauber 
11º - Vitaly Petrov  - Renault  
12º - Rubens Barrichello - Williams 
13º - Kamui Kobayashi  - Sauber  
14º - Paul di Resta - Force India 
15º - Adrian Sutil - Force India 
16º - Nick Heidfeld - Renault  
17º - Sébastien Buemi - Toro Rosso 
18º - Heikki Kovalainen - Lotus 
19º - Jarno Trulli - Lotus 
20º - Jaime Alguersuari - Toro Rosso
21º - Timo Glock  - Virgin 
22º - Jerome D Ambrosio - Virgin 
23º - Narain Karthikeyan - Hispania 
24º - Vitantonio Liuzzi - Hispania

24 maio 2011

PSDB corre contra o tempo para fechar acordo sobre eleição da executiva

O presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, durante encontro com lideranças no comando central da campanha de José Serra, em São Paulo

Sérgio Guerra: muito trabalho pela frente (AE)

“A negociação vai até o último minuto do segundo tempo”, Pedro Tobias, presidente do PSDB-SP

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, corre contra o tempo para chegar à convenção nacional do partido, no próximo sábado, com o mínimo de consenso. Guerra quer evitar a reprise dos rachas ocorridos nas convenções municipais e estaduais. Na cidade de São Paulo, seis vereadores deixaram o PSDB por se sentirem excluídos do comando.  Guerra começou as conversas com lideranças regionais há duas semanas, mas ainda há muito a negociar. O maior enrosco está em São Paulo, onde o PSDB ocupa o governo do estado e onde residem caciques como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. Os paulistas exigem ao menos dois assentos na direção: a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), para Serra, e a secretaria-geral do partido. A proposta era o ex-governador Alberto Goldman na secretaria, mas os paulistas aceitam negociar a indicação, desde que a vaga fique com São Paulo. Goldman foi internado com um problema no coração e operado nesta terça. Não irá à convenção no sábado.Guerra reuniu-se na segunda-feira com a direção estadual, com Alckmin e com Fernando Henrique. Prometeu uma resposta ao pedido até quinta-feira – dois dias antes da convenção. “A situação ainda está meio encrencada”, resume o presidente do PSDB-SP, deputado Pedro Tobias. “A negociação vai até o último minuto do segundo tempo.”Os tucanos de São Paulo argumentam que, pelo peso do estado, merecem as vagas. “Quase 60% da votação para deputado veio de São Paulo”, afirma Tobias. “Sem cargo na executiva, ficamos alijados.” Grupos ligados a Serra ameaçam retirar o apoio a recondução de Guerra à presidência do PSDB caso não tenham suas exigências aceitas. “Sérgio Guerra é uma pessoa muito preparada. Pela sua inteligência, ele vai contemplar nossa demanda”, afirma o líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Orlando Morando. Dar o comando do ITV a Serra se tornou um ponto de honra para os paulistas. O nome cogitado até agora era de Tasso Jereissati. O curioso é que, há dois meses, Sérgio Guerra convidou Serra a ocupar o posto dentro da nova executiva. O ex-governador declinou. Agora, dizem aliados de Serra, ele está sim interessado no posto.“O partido deveria estar pedindo para Serra ser candidato, não o inverso”, afirma Morando. “A banana está comendo o macaco nessa história. O interesse em tê-lo como presidente do ITV deveria ser do partido.” Em jogo, está o espaço que os aliados de Serra e os aliados de Aécio Neves terão na máquina partidária. Cada grupo tenta se firmar de olho nas eleições de 2014, quando Serra e Aécio devem disputar a indicação do PSDB para que um deles seja lançado à Presidência da República.

09 maio 2011

Para chefe da Otan, 'tempo de Kadafi já está acabando'

O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, chega a um hotel de Trípoli

O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, chega a um hotel de Trípoli (Mahmud Turkia/AFP)

O secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, afirmou neste domingo que acredita que o tempo está acabando para o ditador líbio Muamar Kadafi, em meio ao longo conflito entre suas forças e os rebeldes que buscam tirá-lo do poder. "Acabou o jogo para Kadafi. Ele deve perceber que, mais cedo ou mais tarde, não haverá futuro para ele ou para seu regime", declarou Rasmussen à rede de TV americana CNN.

Rasmussen também avaliou que a guerra, que já dura cerca de dois meses, se resolverá através da política, e não militarmente. Dado "o vento de mudança" que atravessa o Norte da África e o Oriente Médio, a morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, e a crescente pressão sobre os talibãs no Afeganistão, o dinamarquês anunciou que está "muito otimista" de que Kadafi será retirado do poder depois de exercê-lo por mais de quatro décadas.

Também neste domingo, a cidade de Misrata, a 200 quilômetros da capital líbia Trípoli, voltou a ser palco de intensos combates. Na noite anterior, em Bengasi, o porta-voz político da rebelião e vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Abdel Hafiz Ghoga, afirmou que a Itália entregará armas aos rebeldes. Em Roma, fontes do ministério das Relações Exteriores informaram que a Itália entregará "material de autodefesa" aos rebeldes.

A declaração italiana tentava mostrar que a ajuda aos rebeldes não feria as ordens da ONU - no âmbito da Resolução 1973 do Conselho de Segurança, há um embargo sobre as armas, e só outros tipos de material podem ser entregues. Assim como França e Grã-Bretanha, a Itália enviou um grupo de conselheiros militares a Bengasi para tentar ajudar o comando dos rebeldes a se organizar.

(Com agência France-Presse)