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25 maio 2011

Aumento do IOF no cartão serviu apenas para elevar arrecadação

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as compras com cartões de crédito no exterior não inibiu o consumo dos brasileiros que viajaram para fora ao longo do mês de abril. Dentro do recorde de 1,9 bilhão de dólares em gastos internacionais consta também o volume de desembolsos em compras com cartões de crédito. O valor alcançou 1,179 bilhão de dólares – o maior já registrado pela série histórica do Banco Central. O recorde anterior, verificado em março, apontava gastos de 1,077 bilhão de dólares. Já a arrecadação sentiu o impacto da medida. Segundo o relatório da Receita Federal, divulgado na última sexta-feira, o governo arrecadou 2,8 bilhões de reais com o IOF em abril – volume 47% superior ao registrado em março e 25% maior do que aquele de abril. A arrecadação de tributos federais bateu um recorde para o mês de abril e totalizou 85,155 bilhões de reais.

No final do mês de março, o Ministério da Fazenda definiu que as compras internacionais feitas por meio do plástico seriam tributadas em 6,38% (a alíquota anterior era de 2,38%). A regra passou a valer para faturas fechadas a partir de 27 de abril. Ou seja, todas as compras feitas entre o final de março e o final de abril receberam a nova tributação. O IOF, no entanto, só é cobrado se o usuário não pagar a totalidade da fatura. Assim, o débito restante se transforma em crédito rotativo e sobre ele recai o imposto.

Apesar de o chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, afirmar que os efeitos da cobrança começarão a ser sentidos em maio, os números mostram que o contribuinte brasileiro não está muito preocupado em sacrificar suas compras para pagar menos imposto. Na avaliação de economistas, as consequências da alta serão irrisórias e não conseguirão conter a entrada de dólares no país. Contudo, segundo Maciel, os números parciais deste mês mostram que a conta de viagens registra, até o dia 25, um déficit de 824 milhões de dólares, que aponta desaceleração em relação a abril (cujo déficit total foi de 1,4 bilhão de dólares). No entanto, na comparação com maio de 2010, quando o déficit foi de 748 milhões de dólares no período, o gasto de 2011 ainda se mostra alto.

Imposto estepe - O IOF existe desde 1966, mas foi nos últimos quatro anos que se tornou presença constante no noticiário. O tributo tem sido usado frequentemente como um estepe, ou seja, como uma saída de que o governo lança mão toda vez que precisa compensar perdas de arrecadação com outros impostos. Entre outubro de 2010 e março de 2011, sofreram alta não só as compras com cartões de crédito, mas também os investimentos estrangeiros de curto prazo em títulos de renda fixa e os empréstimos de curto prazo feitos por bancos brasileiros no exterior.

Veja as principais operações que, de forma recorrente, são oneradas pelo governo com um IOF maior.

22 maio 2011

Guarulhos registra aumento de pre�os e de metragens privativas

RENATA CATTARUZZI
COLABORA??O PARA A FOLHA

Ao procurar um im?vel, compradores da classe m?dia encontram nas regi?es vizinhas a S?o Paulo pre?os menores que os da capital.

Nesse cen?rio, Guarulhos (16 km ao norte) est? em alta. Mas, com o crescimento da demanda imobili?ria, o pre?o e o padr?o dos novos apartamentos atingem patamares mais elevados.

O metro quadrado m?dio de uma unidade de tr?s dormit?rios, que custava R$ 2.800 em 2010, saltou para R$ 3.600 nos primeiros meses deste ano, revela pesquisa da empresa Geoimovel feita exclusivamente para a Folha.

O tamanho m?dio desse tipo de im?vel tamb?m subiu -de 68 m? para 88 m?.

"Quanto maior a procura, maior o pre?o, e as incorporadoras est?o percebendo essa demanda", analisa Luiz Paulo Pomp?ia, diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrim?nio).

9? PIB DO PA?S
As mudan?as no setor imobili?rio tamb?m est?o ligadas ao crescimento econ?mico do munic?pio. Guarulhos hoje responde pela segunda maior economia do Estado e ocupa o nono lugar do ranking dos maiores PIBs do pa?s, de acordo com o IBGE (Funda??o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica).

Apesar da car?ncia de transporte p?blico na regi?o, h? acesso direto ? avenida Jacu-P?ssego e ?s vias Presidente Dutra e Ayrton Senna.

Neste m?s, a prefeitura entregou ? Dersa (Desenvolvimento Rodovi?rio S.A.) parecer favor?vel ? constru??o do trecho norte do Rodoanel, que trar? benef?cios a quem mora ou trabalha na cidade.

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11 maio 2011

Governo anuncia aumento para professores na quarta

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na tarde desta terça-feira que anunciará nesta quarta o reajuste salarial dos servidores da rede estadual de ensino. Alckmin não informou o percentual que será concedido, mas a expectativa é de que seja apresentada uma política salarial, ou seja, um sistema de aumento escalonado ao longo dos quatro anos de mandato.

Uma política salarial para os profissionais do ensino - professores e demais servidores - é um dos principais projetos do secretário de Educação, Herman Voorwald, que tem defendido, desde sua indicação ao cargo, a instituição de medidas de valorização dos docentes. A rede estadual tem hoje 220.000 professores.

"O foco do governo é educação", disse o governador. "É aluno mais tempo na escola. É investir no professor, na valorização do professor, no estímulo do professor", afirmou, após a inauguração da Escola Técnica Estadual (Etec) de Barueri, cidade da região metropolitana de São Paulo.

(Com Agência Estado)

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Dilma promete a prefeitos aumento de 26% nos repasses

A presidente Dilma Rousseff prometeu nesta terça-feira, durante abertura da 14ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, aumento de 26% de repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) este ano em relação a 2010. Entre janeiro e abril de 2011, a União transferiu quase 17 bilhões de reais aos municípios, um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A arrecadação está crescendo com repercussão positiva para todos nós”, disse. Mais de 4.000 pessoas participam da marcha, entre prefeitos, vereadores e outras autoridades. O evento vai até esta quinta-feira em Brasília. Dilma também anunciou a liberação de recursos financeiros pela Caixa Econômica Federal para pagamentos das obras já iniciadas nas prefeituras. “Serão 750 milhões de reais que garantirão continuidade das obras. O Ministério da Fazenda vai liberar 520 milhões de reais imediatamente e no dia 6 de junho serão liberados mais 230 milhões de reais”, disse.

A presidente afirmou ainda que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, coordenará um grupo durante a marcha para rever os ritos dos convênios a fim de desburocratizar a tramitação dos projetos. A medida pode dificultar a fiscalização do andamento das obras, facilitando irregularidades como superfaturamentos.

Dilma não atendeu, contudo, a reinvindicação dos prefeitos contra o corte de recursos nas obras que ainda não tiveram início e a favor do pagamento dos “restos a pagar” - verbas ainda não liberadas. O presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Carlos Coser, disse em discurso que os prefeitos querem mais recursos para os municípios. “Os municípios brasileiros estão perdendo capacidade de investimentos e estão mais dependentes da União. Uma grande notícia seria a garantia do pagamento dos restos a pagar. Temos centenas de obras públicas paralisadas dependendo desses recursos”, defendeu. “Precisamos de uma solução, nós temos a receber 25 bilhões do Executivo”, completou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkosk.

Pré-sal – Dilma também desviou o foco ao falar da partilha dos royalties do pré-sal entre estados e municípios, uma das reinvindicações dos prefeitos. Disse apenas que o fundo social foi elaborado para que distribuir de forma equânime os recursos do pré-sal. “Penso que as entidades municipalistas podem sim cumprir papel importante na construção de proposta que aprimore distribuição dos recursos do pré-sal, mas junto com essa possibilidade vem também grande responsabilidade: é preciso debater como usar recursos da melhor maneira.”

Dilma não comentou o fato dos prefeitos prometem pressionar o Congresso Nacional nesta quarta-feira a derrubar o veto do ex-presidente Lula à forma de distribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados e municípios. O projeto prevê partilha dos royalties de acordo com as cotas dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.

A marcha defende ainda a regulamentação da Emenda 29, que exige percentuais mínimos de recursos na área de saúde. Dilma disse que concorda com a medida, mas lembrou que o Ministério da Saúde está empenhado na liberação de recursos e irá apoiar municípios nas reformas das unidades básicas de saúde.

A presidente anunciou ainda a assinatura de uma Medida Provisória que prevê verbas para manutenção de novas creches. “O governo federal vai garantir recursos para custeio dessas unidades, enquanto as crianças não estiverem computadas no Fundeb”, disse.

Inflação – Dilma voltou a prometer o combate à inflação, estabilidade fiscal e o crescimento em ritmo elevado. “Estamos trabalhando para garantir retorno da inflação no centro da meta no menor prazo possível”, disse. O governo admite que só conseguirá atingir a meta em 2012.

Antes de discursar, Dilma justificou o baixo tom de voz: “Vou falar um pouco mais baixo porque estou na fase final de recuperação de uma pneumonia, Então a garganta não está lá essas coisas”. Ela engastou e perdeu a voz em alguns momentos durante o discurso.

Também participaram do encontro vários ministros de estado, o vice-presidente, Michel Temer, e os presidentes da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.