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25 maio 2011

Governo diz sofrer ass�dio de procuradoria em caso Belo Monte

Folha.com - Mercado - Governo diz sofrer ass?dio de procuradoria em caso Belo Monte - 25/05/2011Publicidade

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FELIPE SELIGMAN
JO?O CARLOS MAGALH?ES
DE BRAS?LIA

Sofrendo o que chamou de "ass?dio moral" do Minist?rio P?blico Federal no caso da usina de Belo Monte, o governo federal pediu ao CNMP (Conselho Nacional do Minist?rio P?blico) que delimite a utiliza??o das recomenda??es feitas por promotores e procuradores.

Segundo a AGU (Advocacia-Geral da Uni?o), essas recomenda??es por vezes cont?m "amea?as de responsabiliza??o pessoal" a servidores p?blicos, que por isso s?o submetidos a um "imp?rio do terror".

Al?m de Belo Monte, eles tamb?m usam como exemplo medidas tomadas contra as hidrel?tricas de Jirau e Santo Ant?nio, no rio Madeira, em Rond?nia.

"O que est? havendo ? amea?a. Me causa esp?cie perceber que os membros do Minist?rio P?blico usam o instrumento da recomenda??o para causar constrangimento", disse ? Folha Luis In?cio Adams, advogado-geral da Uni?o.

"Se eu digo a um advogado da Uni?o: 'Ou voc? adota determinado entendimento ou eu te demito', o que ? isso? ? ass?dio moral. E se um procurador diz: 'Ou voc? adota tal medida ou eu entro com uma a??o para demitir voc?'? Isso ? ass?dio moral tamb?m", afirmou.

"Eles simplesmente s?o contra Belo Monte por princ?pio."

No caso dessa usina, o MPF no Par? tem feito recomenda??es ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov?veis) para que a licen?a de instala??o, que permite o in?cio da obra, s? seja dada quando todas as condi??es impostas pelo pr?prio ?rg?o ambiental sejam cumpridas.

Nas recomenda??es, os procuradores lembram da possibilidade de responsabilizar, por meio de a??es individuais, os funcion?rios que assinarem atos supostamente ilegais --como uma licen?a ambiental.

No curso dos licenciamentos de Jirau, Santo Ant?nio e Belo Monte, alguns funcion?rios j? foram processados por improbidade administrativa.

Segundo a AGU, o MPF faz isso mesmo sabendo que n?o h? inten??o dos funcion?rios em assinar algo ilegal, condi??o necess?ria para caracterizar a improbidade.

Procurado, o MPF no Par? ainda n?o se pronunciou.

BRIGA

O conflito entre MPF e AGU em rela??o aos licenciamentos ambientais de usinas hidrel?tricas na Amaz?nia se aprofundou no ano passado.

Em abril, houve uma guerra jur?dica entre os dois para suspender o leil?o de Belo Monte.

Editoria de Arte/Folhapressarte - os n?meros de belo monteEditoria de Arte/FolhapressPor dentro de Jirau

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19 maio 2011

Procuradoria do Equador investiga financiamento das Farc

Rafael Correa, presidente do Equador

Rafael Correa é acusado de ter recebido 400.000 dólares das Farc para sua campanha eleitoral, em 2006 (Pato Realpe/EFE)

A Procuradoria-Geral do Equador anunciou a abertura de uma investigação preliminar sobre as acusações de que o presidente Rafael Correa teria recebido financiamento para sua campanha eleitoral, em 2006, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na semana passada, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, sigla em inglês), sediado em Londres, publicou um relatório sobre o conteúdo dos discos rígidos de computadores encontrados no acampamento onde foi morto o líder das Farc, conhecido pelo codinome “Raúl Reyes”. Na relação, apareceram também informações que mostram ligações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e até do Partido dos Trabalhadores (PT), no Brasil, com as Farc. Reyes foi morto em 2008, durante uma operação militar colombiana no lado equatoriano da fronteira, provocando um conflito diplomático entre os dois países.De acordo com o IISS, os arquivos encontrados no acampamento sugerem que Correa solicitou pessoalmente e aceitou fundos ilegais das Farc em sua primeira campanha, em 2006, totalizando cerca de 400.000 dólares. O relatório impulsionou as acusações contra o financiamento das Farc ao presidente, que já haviam sido feitas no Equador.Após a abertura do inquérito da Procuradoria-Geral, Correa voltou a negar ter recebido dinheiro dos guerrilheiros e disse estar cansado do que ele chamou de “farsa” contra ele. "Mais uma vez eles levantam o tema das Farc, de que recebemos dinheiro das Farc. Agora parece que são 400.000 dólares e que fui eu que solicitei”, afirmou o presidente, que considera as acusações uma "mentira monumental". "Se alguém em nome da campanha de Rafael Correa pediu dinheiro, as Farc foram enganadas, porque nós nunca recebemos o dinheiro deles", disse o presidente.Denúncias - Além do relatório do IISS, o site Wikileaks divulgou há um mês um comunicado diplomático dos Estados Unidos, datado de janeiro de 2010, afirmando que a Venezuela e as Farc teriam financiado a campanha do atual ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, que, por sua vez, nega a informação.Em 2009, foi divulgado um vídeo do líder guerrilheiro conhecido como “Mono Jojoy” no qual se comenta a entrega de dinheiro das Farc para a campanha presidencial de Correa. O ex-secretário de governo Ignácio Chauvin foi investigado no mesmo ano por envolvimento com traficantes de drogas ligados ao grupo terrorista, mas foi absolvido.