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24 maio 2011

Obama e Cameron quebram protocolo e jogam partida de pingue-pongue com estudantes britânicos

Obama e Cameron se esforçam para enfrentar a bolinha de pingue-pongue

Obama e Cameron se esforçam para enfrentar a bolinha de pingue-pongue (Paul Hacket/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Grã Bretanha, David Cameron, mudaram a programação prevista para a visita do americano nesta terça-feira. Eles visitaram uma escola britânica, onde conversaram com alunos e jogaram uma partida de pingue-pongue.

Mais cedo, os líderes, acompanhados de suas esposas, haviam se reunido na residência de Cameron durante 20 minutos, para um encontro informal. A reunião bilateral foi marcada para quarta-feira, no segundo dia da visita. Em seguida, os dois deixaram o local desacompanhados e visitaram a Globe Academy, escola no bairro pobre de Southwark, onde percorreram algumas salas de aula e conversaram com os alunos.

Na escola, os dois líderes resolveram jogar uma partida de duplas, contra dois estudantes. Canhotos ambos, os líderes tiveram problemas para coordenar o jogo. "Talvez seja preciso trocar as duplas. Não dá para deixar os velhos contra os mais jovens", brincou Obama, que em outro momento perguntou: "Estamos contando os pontos?". Apesar de perderem claramente a disputa, quando pontuavam, Cameron e Obama comemoravam batendo as mãos. 

Obama encerrará o dia com um jantar de estado no palácio de Buckingham, onde a rainha Elizabeth II lhe ofereceu uma cerimônia de boas-vindas e um almoço informal. 

(Com agência EFE)

22 maio 2011

Obama defende estado palestino em discurso em Washington

Barack Obama em Washington

Barack Obama em Washington, no último dia 12 (Chip Somodevilla/Getty Images)

O presidente americano Barack Obama voltou a defender firmemente neste domingo a ideia de que haja um estado palestino, além de um israelense, em discurso realizado no Comitê de Assuntos Públicos de Estados Unidos-Israel (Aipac, na sigla em inglês), em Washington. Obama havia se pronunciado na última quinta-feira, pela primeira vez, em favor da proposta, rejeitada com veemência pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O presidente americano disse ter sido "mal compreendido". 

Leia também: Obama afirma que Estados Unidos vão manter pressão sobre o Irã

A posição de Obama, explicada por ele mesmo, é de que as próprias partes, israelenses e palestinos, negociem uma fronteira diferente da que existia em 4 de junho de 1967, levando em consideração as "novas realidades demográficas no local e as necessidades das duas partes". Além disso, o presidente americano conclamou o movimento Hamas, reconciliado com o Fatah do presidente palestino, Mahmud Abbas, a "reconhecer o direito de Israel existir" e a "rejeitar a violência e a aderir a todos os acordos existentes".Essas são as condições enunciadas pelo Quarteto (EUA, UE, ONU e Rússia) para que o Hamas possa participar das negociações de paz. 

Obama ressaltou neste domingo que sua proposta sobre as fronteiras de 1967 não tem "nada de particularmente original", e que a ideia é discutida há muito tempo pelas partes.O outro objetivo do discurso na Aipac era tranquilizar Israel. No país judeu, os detalhes sobre as mudanças nos territórios e sobre o Hamas foram consideradas ausentes do discurso de Obama na quinta-feira. Já neste domingo, o presidente enviou aos cerca de 10.000 participantes do congresso os sinais esperados, confirmando o compromisso "inabalável" da América com a segurança do estado hebreu. "Que Israel esteja forte e em segurança é do interesse nacional da segurança dos Estados Unidos", disse o presidente, assegurando que "compreendia o temor dos israelenses por sua existência" como nação.

Essas afirmações parecem responder diretamente às críticas sem precedentes de "Bibi" Netanyahu na sexta-feira, quando ele alertou no Salão Oval para as "ilusões" de alguns sobre a situação regional. Em uma primeira reação, Netanyahu, que deve discursar na segunda-feira no Aipac, disse "apreciar" o discurso de Obama. 

O presidente americano também lembrou que a ajuda financeira americana à defesa de Israel havia atingido durante o seu governo "níveis recordes". Ele desejou a manutenção, com a ajuda dos Estados Unidos, da "superioridade" da força militar israelense sobre seus adversários potenciais na região. Foi em nome desses vínculos excepcionalmente estreitos que Obama reivindicou a franqueza com Israel. "Sei que o mais fácil, principalmente para um presidente preparando sua reeleição, é evitar qualquer controvérsia", disse, mas "a situação atual no Oriente Médio não permite a omissão."

Lembrando sua oposição à tentativa palestina de um reconhecimento de seu estado na ONU em setembro, Obama, entretanto, ressaltou que os palestinos "identificam a impaciência suscitada pelo processo de paz - ou a ausência deste". Esta impaciência aumenta, insistiu, não apenas no mundo árabe, mas (também) na América Latina, na Europa e na Ásia.

(Com agência France-Presse)

20 maio 2011

Quarteto apoia posição de Obama sobre Israel e palestinos

Construção do muro da Cisjordânia na cidade de Walaje. O muro, idealizado pelo governo israelense, passa pelo território da Cisjordânia e Jerusalém Oriental

Construção do muro da Cisjordânia na cidade de Walaje. O muro, idealizado pelo governo israelense, passa pelo território da Cisjordânia e Jerusalém Oriental (Jim Hollander/EFE)

Enquanto o presidente americano Barack Obama se reunia com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, o Quarteto para o Oriente Médio afirmou que “apoia energicamente” o discurso de Obama em relação à paz entre israelenses e palestinos. "O quarteto reitera seu forte apelo para que as partes superem os obstáculos e cheguem a negociações bilaterais diretas sem atraso ou pré condições”, indicou o grupo formado por União Europeia, Rússia, Organização das Nações Unidas e Estados Unidos em um comunicado

Abbas quer mais pressão de Obama sobre fronteiras de 1967

‘Se ficarmos unidos, teremos êxito’, aposta Abbas

Mahmoud Abbas quer que Obama continue pressionando Netanyahu (Abbas Momani / AFP)

O líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, continue pressionando Israel a aceitar as fronteiras anteriores a 1967. O apelo foi feito pouco depois do encontro entre Obama e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.Apesar de Abbas ter agradecido Obama por seu  “compromisso” com o cumprimento dos acordos internacionais, nem todos os palestinos ficaram satisfeitos com o discurso. “Como um palestino, eu estava esperando mais desse discurso. Obama adiou a questão de Jerusalém e dos refugiados palestinos”, disse à Reuters Samir Awad, um analista político da Universidade Bizeit, da Cisjordânia.Contudo, Obama também não agradou Israel com seu discurso, que provocou uma tensão entre os dois países. “Foi uma completa surpresa. Os oficiais israelenses se sentiram traídos”, disse uma fonte política próxima ao primeiro-ministro.Autoridades israelenses afirmaram que só souberam do teor do discurso no mesmo dia em que ele ocorreu. Oficiais americanos informaram à agência Associated Press que, após ter conhecimento de que Obama falaria sobre as fronteiras de 1967, Netanyahu tentou fazer com que essa parte do discurso fosse removida, e ficou “enfurecido” quando não conseguiu.(Com agências France-Presse e Reuters)

14 maio 2011

Obama: EUA aumentarão produção de petróleo para reduzir dependência

Barack Obama em Washington

Barack Obama em Washington (Chip Somodevilla/Getty Images)

Em uma estratégia para diminuir a dependência externa e reduzir os preços dos combustíveis, os Estados Unidos darão permissão para exploração de petróleo no Alasca e no Golfo do México. O anúncio foi feito neste sábado pelo presidente americano Barack Obama, em pronunciamento nacional transmitido pela TV. 

Obama pediu também que o Congresso aprove o corte de subsídios governamentais a grandes companhias de petróleo. Ele afirmou ainda que a produção americana do ouro negro em 2010 foi a mais alta dos últimos sete anos, mas que ele espera que ela aumente ainda mais. 

Segundo analistas, o pronunciamento e as medidas podem ter objetivos eleitorais, uma vez que a insatisfação dos americanos com o custo dos combustíveis pode frustrar os planos de reeleição do presidente. 

Meio ambiente – Depois do vazamento no Golfo do México do ano passado, que provocou o pior acidente ambiental da história dos EUA, Obama decretou uma moratória na exploração de petróleo no leste do Golfo. A medida deve durar até 2017, mas o presidente já afirmou que pode aumentar as concessões já feitas.

“Acredito que podemos continuar a expandir a produção de petróleo na América - mesmo se melhorarmos os padrões de segurança e ambientais", disse o presidente. Mesmo assim, como nação, deveríamos investir em fontes limpas e renováveis de energia, que são a melhor solução para os altos preços da gasolina, afirmou. Segundo Obama, a meta americana devia ser de que 80% de sua energia viesse de fontes renováveis até 2035.

13 maio 2011

Obama anuncia renúncia de George Mitchell

George Mitchell renuncia ao cargo de enviado americano para o Oriente Médio

George Mitchell renuncia ao cargo de enviado americano para o Oriente Médio (Khaled Desouki / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira a renúncia de George Mitchell, 77, enviado especial para o Oriente Médio, e reafirmou o compromisso do país de alcançar a paz entre israelenses e palestinos.

"Nos últimos dois anos e meio, George Mitchell trabalhou de maneira incansável para a paz como emissário especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio", disse Obama em um comunicado. "Como nação, seguimos comprometidos em alcançar a paz no Oriente Médio e em continuar com o trabalho de George para chegar a este objetivo", explicou.

O diplomata renunciou ao cargo pouco antes do esperado discurso de Obama dirigido ao mundo islâmico sobre a estratégia dos Estados Unidos na região, que deve acontecer na próxima quarta-feira. O novo embaixador americano em Israel será Daniel Shapiro, alto assessor que ajudou Obama a delinear a resposta às revoltas populares no mundo islâmico.

Perfil – George Mitchell, reconhecido por ter ajudado no processo de paz do conflito da Irlanda do Norte, foi um dos primeiros membros da equipe de Obama a ser apontado para a função de enviado para o Oriente Médio com o objetivo de mediar negociações.

Nos últimos dois anos, o diplomata ficou encarregado da árdua tarefa de negociar a paz entre Israel e os palestinos, mas os esforços foram em vão. "(Mitchell) assumiu um dos trabalhos mais difíceis e trabalhou durante horas muito duras para alcançar a paz", comentou Obama no comunicado.

As negociações de paz ficaram estagnadas em setembro de 2010 depois que Israel se negou a prolongar a moratória parcial sobre a construção de colônias na Cisjordânia, expandindo aos assentamentos judaicos na região também habitada por palestinos. Diante do impasse, os Estados Unidos passaram a tentar retomar o diálogo, e, desde então, Mitchell não retornou à região.

(Com agência France-Presse)

11 maio 2011

Obama tenta impulsionar a reforma da imigração nos EUA

Obama discursa sobre reforma da imigração na cidade de El Paso

Obama discursa sobre reforma da imigração na cidade de El Paso (Jewel Samad / AFP)

Depois de faturar eleitoralmente com a morte do terrorista Osama bin Laden - seu nível de popularidade chegou ao patamar mais alto desde novembro de 2009 -, o presidente Barack Obama dá mais um passo na corrida eleitoral. Nessa terça-feira, ele pediu uma pressão popular para que o Congresso aceite examinar a reforma da imigração, durante um discurso na cidade de El Paso, fronteira do estado americano do Texas com o México. “Nos definimos como uma nação de imigrantes, uma nação que dá as boas vindas a todos aqueles que adotam os ideais americanos”, disse o presidente.

Obama acredita que a reforma, classificada por ele como um "imperativo econômico", irá beneficiar a economia do país. “Com a mudança nas leis, não haverá uma imensa economia paralela que explore uma mão de obra barata, ao passo que torna mais baratos os salários de todos os demais", explicou o presidente.

Em seu discurso, o segundo dedicado especificamente à reforma da imigração desde que chegou ao poder, Obama garantiu que continua apoiando o Dream Act. Esse projeto, que daria uma possibilidade de legalização para estudantes que chegaram em situação irregular no país, foi rejeitado no Senado americano em 2010.

Há poucas chances de a reforma avançar, já que o presidente americano não conseguiu dar o empurrão necessário à questão nem quando os democratas controlavam a Câmara dos Deputados, e agora os republicanos são maioria. No entanto, Obama sabe que deve se manter próximo dos hispânicos, um grupo fundamental para sua reeleição em 2012, já que ele conquistou o voto de um em cada três hispânicos em 2008.

"Esta mudança tem que ser conduzida por vocês, para que nos ajudem a conseguir uma reforma integral", pediu Obama a centenas de americanos que assistiam ao discurso em El Paso. "Peços a vocês que coloquem suas vozes neste debate. Precisamos que Washington saiba que há um movimento em favor da reforma que ganha força de costa a costa. Assim conseguiremos", acrescentou o presidente, porém sem revelar nenhuma estratégia específica para avançar no debate.

Medidas - A reforma da imigração deverá incluir a segurança nas fronteiras, sanções para as empresas que empregam pessoas em situação irregular e sanções para os que estão no país sem documentos. O último passo seria reformar o sistema de imigração, que Obama considera "anacrônico".

Nos Estados Unidos, vivem cerca de 10,8 milhões de imigrantes em situação irregular, a maioria deles de origem hispânica. Segundo o Centro de Pesquisas Pew, 72% da população do país é favorável à criação de um sistema que permita a legalização de imigrantes irregulares.

(Com agência France-Presse)