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22 maio 2011

Obama defende estado palestino em discurso em Washington

Barack Obama em Washington

Barack Obama em Washington, no último dia 12 (Chip Somodevilla/Getty Images)

O presidente americano Barack Obama voltou a defender firmemente neste domingo a ideia de que haja um estado palestino, além de um israelense, em discurso realizado no Comitê de Assuntos Públicos de Estados Unidos-Israel (Aipac, na sigla em inglês), em Washington. Obama havia se pronunciado na última quinta-feira, pela primeira vez, em favor da proposta, rejeitada com veemência pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O presidente americano disse ter sido "mal compreendido". 

Leia também: Obama afirma que Estados Unidos vão manter pressão sobre o Irã

A posição de Obama, explicada por ele mesmo, é de que as próprias partes, israelenses e palestinos, negociem uma fronteira diferente da que existia em 4 de junho de 1967, levando em consideração as "novas realidades demográficas no local e as necessidades das duas partes". Além disso, o presidente americano conclamou o movimento Hamas, reconciliado com o Fatah do presidente palestino, Mahmud Abbas, a "reconhecer o direito de Israel existir" e a "rejeitar a violência e a aderir a todos os acordos existentes".Essas são as condições enunciadas pelo Quarteto (EUA, UE, ONU e Rússia) para que o Hamas possa participar das negociações de paz. 

Obama ressaltou neste domingo que sua proposta sobre as fronteiras de 1967 não tem "nada de particularmente original", e que a ideia é discutida há muito tempo pelas partes.O outro objetivo do discurso na Aipac era tranquilizar Israel. No país judeu, os detalhes sobre as mudanças nos territórios e sobre o Hamas foram consideradas ausentes do discurso de Obama na quinta-feira. Já neste domingo, o presidente enviou aos cerca de 10.000 participantes do congresso os sinais esperados, confirmando o compromisso "inabalável" da América com a segurança do estado hebreu. "Que Israel esteja forte e em segurança é do interesse nacional da segurança dos Estados Unidos", disse o presidente, assegurando que "compreendia o temor dos israelenses por sua existência" como nação.

Essas afirmações parecem responder diretamente às críticas sem precedentes de "Bibi" Netanyahu na sexta-feira, quando ele alertou no Salão Oval para as "ilusões" de alguns sobre a situação regional. Em uma primeira reação, Netanyahu, que deve discursar na segunda-feira no Aipac, disse "apreciar" o discurso de Obama. 

O presidente americano também lembrou que a ajuda financeira americana à defesa de Israel havia atingido durante o seu governo "níveis recordes". Ele desejou a manutenção, com a ajuda dos Estados Unidos, da "superioridade" da força militar israelense sobre seus adversários potenciais na região. Foi em nome desses vínculos excepcionalmente estreitos que Obama reivindicou a franqueza com Israel. "Sei que o mais fácil, principalmente para um presidente preparando sua reeleição, é evitar qualquer controvérsia", disse, mas "a situação atual no Oriente Médio não permite a omissão."

Lembrando sua oposição à tentativa palestina de um reconhecimento de seu estado na ONU em setembro, Obama, entretanto, ressaltou que os palestinos "identificam a impaciência suscitada pelo processo de paz - ou a ausência deste". Esta impaciência aumenta, insistiu, não apenas no mundo árabe, mas (também) na América Latina, na Europa e na Ásia.

(Com agência France-Presse)

13 maio 2011

“Estava na hora de impor limites à Argentina”, defende Skaf

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, defendeu a decisão do Brasil de dificultar a importação de automóveis. Desde terça-feira, o país não concede de forma automática a licença para circulação dos veículos em território nacional. Sem essa autorização, a entrada dos produtos no país pode demorar até dois meses. Todos os países que exportam veículos para o Brasil foram impactados pela medida, mas o principal objetivo do governo brasileiro é retaliar os argentinos, que têm adotado barreiras para dificultar a entrada de produtos brasileiros no país.

Ele claramente defendeu a medida como resposta brasileira ao descumprimento da promessa de autoridades argentinas para a normalização do desembaraço de mercadorias brasileiras no prazo de 60 dias. A promessa foi feita em fevereiro. No caso dos automóveis, Argentina e Brasil respondem pela metade dos veículos estrangeiros que entram em cada país. Para Paulo Skaf, o Brasil foi tolerante por tempo demais com a Argentina. “Sempre que a balança fica desfavorável para o lado deles, em algum produto, são criadas dificuldades. Estava na hora de impor alguns limites”, disse Skaf, durante um congresso com empresários chineses na sede da federação.

O presidente da Fiesp lembrou que este tipo de situação não é incomum e que, nas relações comerciais, os países devem buscar o equilíbrio. Ele citou a Embraer, que teve a produção do jato de passageiros da família 190 impedida na China, para não oferecer concorrência a um produto similar chinês.

Sobre as críticas da secretária da Indústria argentina, Débora Giorgi, sobre a decisão brasileira, ele brincou. “Ela é minha amiga faz tempo, mas posso lembrar de uma lista de episódios em que fez coisas assim”. Na quinta-feira, ela enviou uma carta ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, rechaçando a decisão.

Skaf avalia ainda que o episódio não irá azedar de vez o Mercosul, já que tudo "deve se normalizar". “O tratado é maior que isso. Se não fosse, já teria acabado há muito tempo”.