Mostrando postagens com marcador reforma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reforma. Mostrar todas as postagens

16 maio 2011

Lula reúne aliados em SP para debater reforma política

Com o pretexto de discutir a reforma política, líderes do PT e de partidos da base aliada, como PSB, PC do B e PDT se reuniram nesta segunda-feira, em São Paulo. Sob a batuta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é pouco provável que tenham deixado de tratar das eleições municipais de 2012 no encontro, a portas fechadas, em um hotel na zona sul da capital. A reunião foi a primeira de Rui Falcão à frente da presidência do partido com legendas aliadas.

O discurso oficial é o de que o PT só vai tratar do pleito do ano que vem após a reunião do diretório nacional da legenda, em junho. Foi o que disse Falcão ao término do evento, nesta segunda. Mas o ex-presidente, é notório, já começou a dar seus palpites na disputa em São Paulo, por exemplo, como a preferência pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na disputa pela prefeitura.

Consenso - Lula deixou o hotel sem dar entrevistas. Segundo Falcão, o próprio ex-presidente pediu para participar de reuniões em que sejam discutidos assuntos de interesse da população, como a reforma política. Nos bastidores, sabe-se que, mais do que participar, Lula vai se manifestar publicamente sobre o tema quando o PT e as legendas da base chegarem a um consenso – o que ainda não existe em relação a determinados pontos, como a lista fechada. “Vamos seguir debatendo a reforma porque alguns pontos ainda carecem de amadurecimento”, disse o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE).

Indagado sobre as recentes declarações do vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), de que poderia haver dificuldades de tramitação da matéria no Congresso, Falcão respondeu: “Se não tivéssemos a opinião de que a reforma política é possível não estaríamos aqui”.

Após a reunião, Eduardo Campos afirmou que caberá ao diretório estadual do PSB decidir se vai pedir ou não na Justiça o mandato do deputado federal Gabriel Chalita de volta. Ele deixou o PSB para integrar o PMDB de Temer.

11 maio 2011

Obama tenta impulsionar a reforma da imigração nos EUA

Obama discursa sobre reforma da imigração na cidade de El Paso

Obama discursa sobre reforma da imigração na cidade de El Paso (Jewel Samad / AFP)

Depois de faturar eleitoralmente com a morte do terrorista Osama bin Laden - seu nível de popularidade chegou ao patamar mais alto desde novembro de 2009 -, o presidente Barack Obama dá mais um passo na corrida eleitoral. Nessa terça-feira, ele pediu uma pressão popular para que o Congresso aceite examinar a reforma da imigração, durante um discurso na cidade de El Paso, fronteira do estado americano do Texas com o México. “Nos definimos como uma nação de imigrantes, uma nação que dá as boas vindas a todos aqueles que adotam os ideais americanos”, disse o presidente.

Obama acredita que a reforma, classificada por ele como um "imperativo econômico", irá beneficiar a economia do país. “Com a mudança nas leis, não haverá uma imensa economia paralela que explore uma mão de obra barata, ao passo que torna mais baratos os salários de todos os demais", explicou o presidente.

Em seu discurso, o segundo dedicado especificamente à reforma da imigração desde que chegou ao poder, Obama garantiu que continua apoiando o Dream Act. Esse projeto, que daria uma possibilidade de legalização para estudantes que chegaram em situação irregular no país, foi rejeitado no Senado americano em 2010.

Há poucas chances de a reforma avançar, já que o presidente americano não conseguiu dar o empurrão necessário à questão nem quando os democratas controlavam a Câmara dos Deputados, e agora os republicanos são maioria. No entanto, Obama sabe que deve se manter próximo dos hispânicos, um grupo fundamental para sua reeleição em 2012, já que ele conquistou o voto de um em cada três hispânicos em 2008.

"Esta mudança tem que ser conduzida por vocês, para que nos ajudem a conseguir uma reforma integral", pediu Obama a centenas de americanos que assistiam ao discurso em El Paso. "Peços a vocês que coloquem suas vozes neste debate. Precisamos que Washington saiba que há um movimento em favor da reforma que ganha força de costa a costa. Assim conseguiremos", acrescentou o presidente, porém sem revelar nenhuma estratégia específica para avançar no debate.

Medidas - A reforma da imigração deverá incluir a segurança nas fronteiras, sanções para as empresas que empregam pessoas em situação irregular e sanções para os que estão no país sem documentos. O último passo seria reformar o sistema de imigração, que Obama considera "anacrônico".

Nos Estados Unidos, vivem cerca de 10,8 milhões de imigrantes em situação irregular, a maioria deles de origem hispânica. Segundo o Centro de Pesquisas Pew, 72% da população do país é favorável à criação de um sistema que permita a legalização de imigrantes irregulares.

(Com agência France-Presse)