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11 maio 2011
Niterói tenta instituir 'Segunda sem carne'
O "Meatless Monday", surgido em 2003 nos Estados Unidos, vai ganhar uma versão brasileira. A prefeitura de Niterói lança no próximo dia 24 o projeto “Segunda Sem Carne”, aproveitando a presença no Rio de Janeiro do cantor Paul McCartney, um dos maiores entusiastas do movimento em todo o mundo. A ideia é que creches, escolas, supermercados e até churrascarias - sim, churrascarias - participem, com promoções e mudanças no cardápio.
"Todos vão sair ganhando, até as churrascarias. Além de poderem anunciar que estão ajudando nas questões climáticas e na preservação das florestas, os estabelecimentos também vão poder oferecer, pelo menos às segundas-feiras, novidades aos clientes", informa Fernando Guida, que assumiu há um mês a Secretária Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade.
O programa alimentar das creches e escolas municipais vai se adequar paulatinamente a ideia da "Segunda sem carne", respeitando os contratos já firmados com fornecedores. O secretário Guida conta que a receptividade dos donos de restaurante e supermercado têm sido boa, e acredita que muitos vão aderir à campanha.
"Pretendemos contaminar toda a cidade com esse vírus positivo. Nenhum deles se opôs à ideia até agora. Um dono de churrascaria começou a rir quando falei. Mas comecei a mostrar que poderia ser um bom negócio para ele. A imagem mais saudável será chamariz para um novo público, e ele ainda vai ganhar um certificado de estabeleciemnto amigo do meio ambiente", argumenta.
Mais do que melhorar a qualidade de vida da população no longo prazo, o secretário argumenta que a redução do consumo de carne pode ter um impacto direto na preservação das florestas brasileiras.
"Existem estudos que apontam que o ecossistema da Amazonia é mais agredido quando sobe o preço da carne para exportação. Ou seja, o consumo de carne aumenta a chance de floresta virar pasto", afirma Guida.
Guida diz que Paul McCartney será avisado de que seu nome está sendo associado à causa, mas não acredita na possibilidade do cantor se envolver no lançamento do projeto. No ano passado, McCartney emprestou sua imagem para a divulgação do documentário "Glass Walls" (Paredes de vidro), que denuncia as atrocidades da indústria da carne.
Obama tenta impulsionar a reforma da imigração nos EUA
Obama discursa sobre reforma da imigração na cidade de El Paso (Jewel Samad / AFP)
Depois de faturar eleitoralmente com a morte do terrorista Osama bin Laden - seu nível de popularidade chegou ao patamar mais alto desde novembro de 2009 -, o presidente Barack Obama dá mais um passo na corrida eleitoral. Nessa terça-feira, ele pediu uma pressão popular para que o Congresso aceite examinar a reforma da imigração, durante um discurso na cidade de El Paso, fronteira do estado americano do Texas com o México. “Nos definimos como uma nação de imigrantes, uma nação que dá as boas vindas a todos aqueles que adotam os ideais americanos”, disse o presidente.
Obama acredita que a reforma, classificada por ele como um "imperativo econômico", irá beneficiar a economia do país. “Com a mudança nas leis, não haverá uma imensa economia paralela que explore uma mão de obra barata, ao passo que torna mais baratos os salários de todos os demais", explicou o presidente.
Em seu discurso, o segundo dedicado especificamente à reforma da imigração desde que chegou ao poder, Obama garantiu que continua apoiando o Dream Act. Esse projeto, que daria uma possibilidade de legalização para estudantes que chegaram em situação irregular no país, foi rejeitado no Senado americano em 2010.
Há poucas chances de a reforma avançar, já que o presidente americano não conseguiu dar o empurrão necessário à questão nem quando os democratas controlavam a Câmara dos Deputados, e agora os republicanos são maioria. No entanto, Obama sabe que deve se manter próximo dos hispânicos, um grupo fundamental para sua reeleição em 2012, já que ele conquistou o voto de um em cada três hispânicos em 2008.
"Esta mudança tem que ser conduzida por vocês, para que nos ajudem a conseguir uma reforma integral", pediu Obama a centenas de americanos que assistiam ao discurso em El Paso. "Peços a vocês que coloquem suas vozes neste debate. Precisamos que Washington saiba que há um movimento em favor da reforma que ganha força de costa a costa. Assim conseguiremos", acrescentou o presidente, porém sem revelar nenhuma estratégia específica para avançar no debate.
Medidas - A reforma da imigração deverá incluir a segurança nas fronteiras, sanções para as empresas que empregam pessoas em situação irregular e sanções para os que estão no país sem documentos. O último passo seria reformar o sistema de imigração, que Obama considera "anacrônico".
Nos Estados Unidos, vivem cerca de 10,8 milhões de imigrantes em situação irregular, a maioria deles de origem hispânica. Segundo o Centro de Pesquisas Pew, 72% da população do país é favorável à criação de um sistema que permita a legalização de imigrantes irregulares.
(Com agência France-Presse)