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29 maio 2011

Bombas matam 10 no dia da posse do presidente da Nigéria

O novo presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, toma posse em Abuja

O novo presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, toma posse em Abuja (AFP)

Pelo menos dez pesssoas morreram vítimas de um atentado cometido em um mercado localizado dentro de uma base militar em Bauchi, no norte da Nigéria, horas depois da posse, na capital Abuja, do novo presidente nigeriano, Goodluck Jonathan. Segundo a polícia, foram três explosões provocadas por bombas artesanais. Um segundo ataque nos arredores da capital nigeriana também deixou feridos.

Eleito com 59% dos votos no mês passado, Goodluck Jonathan tomou posse neste domingo com o desafio de promover reformas e tentar sanar divisões regionais no país mais populoso da África.

Apontada a mais justa eleição das últimas décadas no país, a eleição de Jonathan evidenciou as divisões religiosas e étnicas da Nigéria. Cristão do sul do país, Jonathan foi vitorioso em sua região natal, mas seu rival, o ex-ditador militar Muhammadu Buhari, teve ampla vantagem no norte do país, de maioria muçulmana. Buhari contesta os resultados da eleição e foi um dos poucos ex-chefes de Estado ausentes da cerimônia de posse deste domingo.

Desde o anúncio da vitória de Jonathan, cerca de 800 pessoas foram mortas em tumultos e conflitos sectários em cidades do norte. De acordo com a entidade Human Rights Watch, casas, igrejas e mesquitas foram destruídas.

22 maio 2011

Presidente de Honduras assina acordo que permite volta de Zelaya

O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya pode voltar ao país com todas as garantias e direitos, assegurou neste domingo seu sucessor, Porfirio Lobo, ao chegar em Cartagena (Colômbia) para fechar tal acordo.

"O presidente Zelaya pode ir a Honduras e vai gozar dos direitos e garantias que a Constituição concede", disse Lobo. "Por parte do estado, não há nenhum tipo de perseguição contra ninguém".

Lobo explicou que a Suprema Corte da Justiça hondurenha anulou todos as acusações contra Zelaya.

"Tanto a Promotoria do Estado como a Procuradoria Geral da República desistiram de apresentar qualquer apelação a estas decisões da Corte, de forma que os julgamentos estão totalmente anulados", acrescentou Lobo.

Em relação às garantias e à proteção que Zelaya deve ter em Honduras, o atual presidente disse: "Qualquer ex-presidente de Honduras tem direito a isso, e nós garantimos com toda a responsabilidade porque foram eleitos pelo povo e merecem o nosso respeito".

Zelaya foi deposto e deportado no dia 28 de junho de 2009 por uma aliança político-militar-empresarial, que motivou a suspensão de Honduras da Organização dos Estados Americanos (OEA), que exige como requisito a reabilitação e o retorno do ex-presidente.

Lobo chegou nesta cidade caribenha às 13h20 horas locais (15h20 em Brasília) para fechar um acordo com Zelaya, que além de permitir o regresso do ex-presidente, possibilita a reintegração do país na OEA, segundo informou a Presidência da Colômbia.

A cerimônia contou com a presença do presidente colombiano Juan Manuel Santos e do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, assim como de representantes dos dois países mediadores do acordo.

(Com Agência Frace Presse)

14 maio 2011

Michel Martelly é empossado presidente do Haiti

Martelly recebe a faixa presidencial das mãos do presidente da Assembleia Nacional, Rodolphe Joazile

Martelly recebe a faixa presidencial das mãos do presidente da Assembleia Nacional, Rodolphe Joazile (AFP)

O ex-cantor Michel Martelly foi proclamado neste sábado presidente do Haiti, em uma cerimônia realizada nos arredores do Parlamento da nação, sucedendo a René Préval. Martelly, 56º presidente na história do Haiti, recebeu a faixa das mãos do presidente da Assembleia Nacional, Rodolphe Joazile.

A cerimônia ocorreu em meio a um inesperado blecaute, no salão construído nos últimos dias para acolher o ato oficial. Antes, o novo governante pronunciou o juramento perante Joazile: "Juro por Deus e pela nação observar fielmente a Constituição e as leis da República".

Após a cerimônia, o novo líder deixou o salão e ouviu os acordes do hino presidencial, interpretado do lado de fora pela Orquestra da Polícia Nacional. Lá, acompanhado da esposa, Sophia Saint-Remy, o presidente recém-empossado se dirigiu ao museu do Panteão Nacional para deixar flores em homenagem aos heróis da nação haitiana. "Hoje me sinto como ontem, só que agora tenho o comando da nação", disse o novo governante, antes de partir rumo ao museu.

Histórico - Michel Martelly, de 50 anos, chega à presidência do Haiti após uma longa crise que começou com o pleito presidencial de novembro de 2010. Entre os dezoito candidatos que participaram da eleição, três levaram vantagem: Martelly, na época um cantor famoso no país, a ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o governista Jude Célestin.

Resultados oficiais anunciaram, na ocasião, que o segundo turno seria disputado por Manigat e Célestin. Os números, no entanto, foram contestados por partidários de Martelly, que saíram às ruas exigindo a recontagem dos votos. A tese de fraude eleitoral recebeu, mais tarde, o endosso de órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA). Com o aumento das pressões, o partido de Celéstin retirou sua candidatura. No segundo turno, no dia 20 de março, Martelly venceu com 67,57% dos votos a sua oponente.

O Haiti, país mais pobre das Américas, ainda se recupera do devastador terremoto de janeiro de 2010, e acaba de enfrentar uma epidemia de cólera. Politicamente, a situação também se complicou nos últimos meses com o retorno ao país do ex-ditador Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc.

(Com agência EFE)

13 maio 2011

Presidente da Câmara Municipal do Rio susta aquisição de carros oficiais

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro

A reação da população do Rio, contrária à compra de uma frota de carros de luxo para os vereadores da capital fluminense, levou o presidente da casa a sustar a aquisição. Cada automóvel modelo Jetta, um sedã de luxo da Volkswagen, custaria aos cofres públicos quase 70 mil reais. A Câmara, que já havia desembolsado 2,3 milhões de reais com a compra direto da montadora, estuda uma forma de atender melhor aos interesses dos vereadores e da população.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva, nesta sexta-feira, do presidente do legislativo municipal, Jorge Felippe, do PMDB. Como os carros ainda não foram emplacados, será decidido pelo ressarcimento da compra ou pela troca dos automóveis por veículos maiores, como microônibus ou vans, que seriam utilizados pelas comissões permanentes ou quando o projeto câmara itinerante for lançado.

Na próxima terça-feira, Jorge Felippe fará uma reunião com todos os vereadores para definir o destino dessa verba. Na coletiva, o presidente da Câmara criticou a postura de seus colegas. Em março, na reunião com 43 vereadores, ficou acertado que os carros seriam comprados. Na ocasião, cinco deles se manifestaram contra a medida.

Com a repercussão negativa da compra de carros com bancos de couro, sensores de estacionamento, câmbio automático, sistema de som sofisticado e itens aos quais a maioria da população não tem acesso, triplicou a lista dos “contra”.

07 maio 2011

Anúncio de demissões faz presidente alemão desmarcar visita a siderúrgica no Rio de Janeiro

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, cancelou a sua visita agendada à siderúrgica ThyssenKrupp, na baía de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro. O motivo foi o anúncio de que 35 mil empregados serão cortados dos quadros da empresa. As demissões fazem parte do programa de reestruturação da siderúrgica.

Na agenda de Wulff, constava a ida a fábrica, neste sábado, antes de voltar para a Alemanha. Seria o seu último compromisso após visitar a América Latina. Segundo a agencia de notícias DAPD, o gabinete do presidente informou que ele optou por desmarcar o compromisso por causa desse aviso de reestruturação da empresa, cujos "efeitos ainda não podem ser avaliados".

Na quinta-feira, a companhia alemã com sede em Essen anunciou planos de cindir ou vender várias unidades, incluindo as de aço inoxidável. Segundo a ThyssenKrupp, o programa poderá afetar cerca de 35 mil funcionários, de um total de quase 177 mil.


(Agência Estado)