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29 maio 2011

De olho no FMI, Christine Lagarde visita Brasil na segunda

Christine Lagarde diz que acompanhará de perto transição

Christine Lagarde diz que acompanhará de perto transição (Eric Piermont/AFP)

A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, iniciará nesta segunda-feira, no Brasil, visitas a países emergentes como parte de sua campanha para o posto de diretora-presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela disse que iniciará as viagens pelo Brasil porque o país foi o primeiro a responder à sua solicitação.

Lagarde deve chegar a Brasília na manhã desta segunda-feira. Em seguida, ela almoça com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. À tarde, será recebida pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

"Eu decidi visitar todos os países emergentes", declarou a ministra no domingo à emissora de rádio francesa Europe 1. "Eu pedi para visitar o Brasil, a China, a Índia e alguns países da África", afirmou, acrescentando que provavelmente fará um giro também pelas nações do Oriente Médio.

Os países emergentes "são aqueles que expressam atualmente uma preocupação e uma frustração. Eles querem que seus interesses e sua situação econômica sejam reconhecidos e expressados na direção dos órgãos internacionais", declarou a ministra francesa. "Querem saber se os candidatos (à direção do FMI) têm vocação universal."

As nações que compõem o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm criticado o controle dos europeus sobre o cargo de diretor-gerente do FMI. Contudo, ainda não foram capazes de entrar em acordo sobre um candidato consensual.

O diretor do FMI é tradicionalmente um europeu, enquanto os americanos ocupam o cargo principal do Banco Mundial. Christine Lagarde confirmou sua candidatura à direção do FMI após a renúncia do também francês Dominique Strauss-Kahn, que reponde a acusações de violência sexual em Nova York.

(Com AFP)

25 maio 2011

Mantega anuncia visita de Agust�n Carstens ao Brasil

UOL EconomiaMantega anuncia visita de Agust?n Carstens ao Brasil25/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBras?lia, 25 mai (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que conversou por telefone com o presidente do banco central do M?xico, Agust?n Carstens, candidato ? dire??o do Fundo Monet?rio Internacional (FMI), e anunciou que ele visitar? o Brasil na semana que vem.

Mantega n?o precisou a data da visita e reafirmou que o Brasil ainda n?o tem um candidato para as elei??es do sucessor do franc?s Dominique Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo de diretor-gerente do FMI ap?s ser preso por envolvimento em um esc?ndalo sexual.

O ministro reiterou que o Governo brasileiro propor? que o candidato eleito para ocupar a vaga de Strauss-Kahn complete o atual mandato, que expira em 2012, para que s? ent?o seja escolhido o sucessor definitivo.

Mantega tamb?m espera que haja mais de um candidato, pois isso, segundo ele, garantiria mais pluralismo e que n?o ser? uma elei??o tranquila, "dessas decididas entre quatro paredes".

Os analistas consideram que o mais forte aspirante ao cargo ? a atual ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, que conta com o apoio da grande maioria da Europa, continente de onde, por tradi??o, sempre procede o diretor-gerente do FMI.

Carstens, o primeiro latino-americano que aspira ? vaga deixada por Strauss-Kahn, j? foi subdiretor-gerente do Fundo entre 2003 e 2006 e solicitou respaldo aos pa?ses emergentes, pedindo que "n?o se atomizem" e "apoiem um candidato ?nico".

Na Am?rica Latina, no entanto, pode surgir outro candidato, j? que o Governo do Chile estuda a possibilidade de lan?ar o ex-ministro das Rela??es Exteriores Alejandro Foxley.

Tamb?m ? discutido o nome do governador do Banco Nacional do Cazaquist?o, Grigori Marchenko, que j? foi respaldado pela R?ssia e pelos outros dez membros da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) - organismo formado pelos pa?ses da antiga Uni?o Sovi?tica.

Mantega insistiu que o Brasil continuar? pressionando por um papel mais ativo dos pa?ses emergentes no FMI, mas enfatizou que o Governo brasileiro n?o escolher? seu candidato a suceder Strauss-Kahn em fun??o de sua "nacionalidade", mas sim do "projeto" que oferecer para o organismo.

07 maio 2011

Anúncio de demissões faz presidente alemão desmarcar visita a siderúrgica no Rio de Janeiro

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, cancelou a sua visita agendada à siderúrgica ThyssenKrupp, na baía de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro. O motivo foi o anúncio de que 35 mil empregados serão cortados dos quadros da empresa. As demissões fazem parte do programa de reestruturação da siderúrgica.

Na agenda de Wulff, constava a ida a fábrica, neste sábado, antes de voltar para a Alemanha. Seria o seu último compromisso após visitar a América Latina. Segundo a agencia de notícias DAPD, o gabinete do presidente informou que ele optou por desmarcar o compromisso por causa desse aviso de reestruturação da empresa, cujos "efeitos ainda não podem ser avaliados".

Na quinta-feira, a companhia alemã com sede em Essen anunciou planos de cindir ou vender várias unidades, incluindo as de aço inoxidável. Segundo a ThyssenKrupp, o programa poderá afetar cerca de 35 mil funcionários, de um total de quase 177 mil.


(Agência Estado)