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03 junho 2011

Egípcio acusado de abusar de camareira em NY é solto

Mahmoud Abdel Salam Omar, ex-presidente do Banco do Egito, preso nesta terça-feira por abusar sexualmente de uma empregada do hotel The Pierre em Nova York

Mahmoud Abdel Salam Omar, ex-presidente do Banco do Egito, preso nesta terça-feira por abusar sexualmente de uma empregada do hotel The Pierre em Nova York (AP)

O empresário Mahmoud Abdel-Salam Omar foi libertado nesta sexta-feira, após pagar fiança de 25.000 dólares. Ele é acusado de abusar sexualmente de uma camareira do luxuoso Hotel Pierre de Nova York. Omar, de 74 anos, é ex-presidente do Banco da Alexandria e presidente da El-Mex Salines Company, a maior produtora de sal no Egito e no Oriente Médio. Ele foi preso na última segunda, logo após a vítima registrar sua denúncia.

A camareira, uma mulher negra de 44 anos, disse ter sido chamada para levar lençóis ao quarto do ex-banqueiro, no domingo, dia 29 de maio. No local, Omar a teria agarrado, impedindo que deixasse o quarto. O empresário foi indiciado por duas acusações de abuso sexual e uma de coerção física. Sua advogada, Liz Beal, disse à corte que seu cliente nega as acusações e quer provar sua inocência. 

O caso - A procuradora Nicole Blumberg disse que, assim que a vítima entrou no quarto, o réu a agarrou, a beijou nos lábios e no pescoço e disse repetidas vezes que gostava dela, antes de apalpar seus seios. Blumberg disse ainda que a faxineira tentou sair do quarto, mas Omar a agarrou novamente, pressionando sua virilha contra a perna dela. A moça contou aos seus superiores sobre o ataque, mas foi aconselhada a esperar até a manhã seguinte para relatar o crime ao diretor de segurança, que chamou a polícia na segunda-feira.

Omar passou quatro dias na prisão da ilha de Rikers, antes de pagar a fiança. "Eu acho que foi um grande teste e uma experiência horrível para ele", disse outro advogado de Omar, Lori Cohen. A denúncia apareceu semanas após o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, protagonizar caso semelhante, que o levou à renúncia. Strauss-Kahn é acusado de abusar sexualmente da camareira do Hotel Sofitel, em Manhattan, no último dia 18. Ele aguarda julgamento em prisão domiciliar, depois de pagar uma fiança de 1 milhão de dólares mais 5 milhões em caução.

(Com agência Reuters)

14 maio 2011

Diretor do FMI é preso acusado de abuso sexual

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI

Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI (Getty Images)

Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e cotado para disputar a presidência da França, Dominique Strauss-Kahn foi detido neste sábado no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, minutos antes de embarcar para Paris. O economista de 62 anos é acusado de abusar sexualmente de uma das camareiras do hotel onde estava hospedado, em Manhattan.

Conforme denúncia relatada pelo diário New York Post, ao meio-dia deste sábado uma camareira de 32 anos entrou no quarto de Strauss-Kahn sem saber de sua presença. Ele então teria saído do banheiro completamente nu e agarrado a funcionária para forçá-la a fazer sexo oral. A camareira escapou e denunciou o hóspede a um colega de trabalho, que chamou a polícia.

Logo depois, e antes que a polícia chegasse, o diretor do FMI deixou o hotel e rumou para o aeroporto. Conforme as impressões da polícia, Strauss-Kahn partiu do hotel com bastante pressa, deixando para trás um celular e diversos outros pertences. Segundo o jornal The New York Times, Strauss-Kahn foi retirado de dentro do avião da Air France, que já manobrava na pista, e levado a se explicar à polícia de Nova York, antes de ser formalizada a acusação. A camareira foi levada a um hospital para o exame das agressões.

Entre 1997 e 1999, Strauss-Kahn foi ministro da economia da França e, em 1º de novembro de 2007, assumiu a direção do FMI. Recentemente, tornou-se o nome mais forte para disputar o governo francês contra o atual presidente, Nicolas Sarkozy.

Este não é o primeiro escândalo que o diretor do Fundo protagoniza. Casado com a repórter de um telejornal, em 2008 veio a público um caso que Strauss-Kahn teve com uma de suas subordinadas, a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do FMI na África. Na ocasião, Strauss-Kahn pediu desculpas à mulher, Anne Sinclair, e aos funcionários do FMI e obteve apoio para seguir no cargo.