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28 maio 2011

�lcool volta a subir na usina, e queda perde ritmo nos postos

Os combust?veis mantiveram queda nos postos de S?o Paulo nesta semana, mas em ritmo menor do que na anterior. O ?lcool hidratado recuou 3,2%, e a gasolina, 0,54%. Os dados s?o de pesquisa semanal da Folha.

No caso do ?lcool hidratado, dois motivos geraram essa perda de ritmo: o forte decl?nio acumulado nas ?ltimas semanas (23%) e o retorno das altas de pre?os nas usinas --3,2% na semana.

Os dados do Cepea indicaram que o ?lcool hidratado voltou a superar R$ 1 por litro nas usinas. A m?dia dos pre?os foi de R$ 1,017.

J? o anidro foi comercializado a R$ 1,145, em m?dia, com queda de 5,4%. Os valores de negocia??o nas usinas n?o cont?m impostos.

A recupera??o dos pre?os nas ind?strias ocorre porque no momento que a demanda por ?lcool hidratado cresce, a produtividade da cana est? inferior ? de igual per?odo do ano passado, conforme dados da Unica (Uni?o da Ind?stria de Cana-de-A??car).

A pr?pria entidade do setor prev? que, se a produtividade continuar abaixo da de 2010, a produ??o deste ano ser? ainda menor do que a do ano passado.

A pesquisa da Folha apontou R$ 1,702, em m?dia, pelo litro de ?lcool anidro nos postos, 61% do valor da gasolina, que esteve a R$ 2,771 em S?o Paulo.

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19 maio 2011

Funcionários entram no reator 3 da usina nuclear japonesa

Tepco mostra momento em que as ondas chegam à central nuclear de Fukushima

Foto divulgada pela Tepco, operadora japonesa da usina de Fukushima, mostra o momento em que o tsunami invade a usina nuclear no nordeste do Japão (Tepco/EFE)

Trabalhadores japoneses entraram no último dos três reatores afetados por derretimento de combustível na usina de Fukushima, que vive uma crise nuclear desde o terremoto e tsunami de 11 de março. O anúncio da operadora da central nuclear, Tokyo Electric Power (Tepco), foi feito nesta quinta-feira. A empresa também afirmou que irá acelerar os trabalhos de instalação do novo sistema de resfriamento do reator 2, já que detectou um aumento de radioatividade no mar próximo à planta. Em duas semanas, a Tepco espera que o sistema já esteja operando. Depois, uma operação similar será realizada nas unidades 1 e 3, também danificadas pela tragédia natural.

Funcionários com equipamentos de proteção iniciaram na noite da última quarta-feira inspeções no reator 3, que estava fechado desde o desastre de 11 de março. Além de derretimento de combustível, a unidade havia sofrido explosões de hidrogênio, que danificaram o teto. Os trabalhos visam a impedir novas detonações e colocar em funcionamento um sistema de resfriamento sustentável que estabilize os reatores. Os altos níveis de radiação, no entanto, têm prejudicado esses esforços.

Medições - Na unidade três, a mais perigosa por conter um combustível misto de urânio e plutônio, os operários mediram uma alta radiação na porta que conduz à contenção primária. A operadora quer comprovar que os níveis de radioatividade dos três primeiros reatores de Fukushima tornam possíveis os trabalhos de estabilização que contempla seu "Mapa de Caminho" para controlar a central antes do fim de janeiro.

Ao revisar os novos dados obtidos, a Tepco reconheceu nesta semana que as barras de combustível da unidade um se fundiram nos primeiros momentos após o tsunami de 11 de março e perfuraram a vasilha do reator. Além disso, acredita que um processo similar poderia ter ocorrido nos reatores dois e três, o que eleva o risco de vazamentos de radiação.

A companhia sofreu novos reveses nesta semana quando foram detectados vazamentos nos vasos de pressão de três reatores. Ainda assim, ela prometeu manter o cronograma estabelecido em abril, para estabilizar os reatores até janeiro, apesar do ceticismo de vários especialistas.

(Com agência EFE)