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24 maio 2011

Timothy Garton Ash: "Os EUA não podem responder às questões do mundo árabe sem o respaldo da Europa"

Obama e Cameron se cumprimental após jogo de pingue-pongue. Conversas bilaterais serão na quarta-feira

Obama e Cameron se cumprimental após jogo de pingue-pongue. Conversas bilaterais serão na quarta-feira (Aul Hackett/WPA Pool )

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro o Reino Unido, David Cameron, realizaram um encontro informal nesta terça-feira, acompanhados de suas mulheres. A conversa bilateral de trabalho ocorrerá na quarta, dia em que Obama também fará um discurso no Salão de Westminster, uma honra geralmente restrita aos monarcas. Assuntos como os conflitos entre israelenses e palestinos, a situação no Paquistão e no Afeganistão e a “primavera árabe” devem ser os destaques tanto da reunião, quanto do pronunciamento. “É preciso que os EUA e a Europa cheguem a uma política adequada para o Oriente Médio. Este deve ser o principal elemento do discurso de Obama, amanhã à tarde”, disse ao site de VEJA Timothy Garton Ash, autor de nove livros sobre as transformações na Europa ao longo dos últimos 30 anos e colunista do jornal britânico The Guardian.

O professor de Estudos Europeus da Universidade de Oxford e integrante sênior da Universidade de Stanford ainda chamou de corajosa a atitude de Obama, na semana passada, de falar na criação de um estado palestino com base nas fronteiras de 1967. “Quando outros presidentes americanos falaram sobre isso - na verdade, sob os parâmetros do ex-presidente Bill Clinton - não havia tantos colonos israelenses do outro lado da fronteira”, afirmou. “Mas, agora há cerca de 300.000 israelenses vivendo do outro lado da fronteira de 1967. Então, é bem ousado em termos de política israelense usar isso como ponto de partida”. Confira a entrevista na íntegra.

Ralph Orlowski/Getty Images

Timothy Garton Ash Timothy Garton Ash

Qual é o propósito da viagem de Barack Obama à Europa neste momento?
Trata-se de uma viagem razoavelmente de rotina: do G-8 às visitas de estado à Irlanda – para conseguir votos dos americanos de origem irlandesa – e à Polônia. Mas, certamente a viagem foi interpretada de maneira exagerada. Eu acho que o objetivo estratégico maior é ver o que a Europa pode fazer em reposta à primavera árabe, à situação entre israelenses e palestinos, Afeganistão e Paquistão. Estas são as questões principais.

E o que a Europa poderia fazer sobre estes assuntos?
Muita coisa. Os EUA não podem responder às questões envolvendo palestinos e israelenses e à primavera árabe sem o respaldo da Europa. Este continente é mais próximo dos países envolvidos, tem grande parte do comércio com o Oriente Médio e diversos tipos de conexão. Em outras palavras, é preciso que ambos - EUA e Europa - cheguem a uma política adequada para o Oriente Médio. Este deve ser o principal elemento do discurso de Obama, amanhã à tarde, em Westminster.

O senhor acredita que ele vá pedir suporte à Europa neste sentido?
Certamente, ele vai. Acredito que o Obama esteja preocupado com as tropas americanas no Afeganistão, com o Paquistão e acho que ele sabe que os EUA não têm dinheiro para fazer um plano Marshall para o Oriente Médio.

O senhor acredita que Obama vá voltar mencionar no seu discurso de quarta-feira a criação de um estado palestino com base nas fronteiras de 1967?
Eu acho que ele já disse tudo o que tinha para dizer na semana passada. Francamente, foi um discurso muito corajoso para um presidente que vai concorrer è reeleição. Todo mundo sabe que isso é o certo a fazer. Mas, agora ele precisa do apoio europeu. O que a Europa pode fazer não é colocar pressão em Israel, porque o continente tem pouca credibilidade com esse país. Ela pode ajudar os palestinos a criar um estado viável.

Outros presidentes americanos já haviam mencionado as fronteiras, mas não tinham citado exatamente a data de 1967. Qual é a diferença e por que o senhor considera isso um ato de coragem?
Quando outros presidentes falaram sobre isso - na verdade, sob os parâmetros do ex-presidente Bill Clinton - não havia tantos colonos israelenses do outro lado da fronteira. Agora há cerca de 300.000 israelenses vivendo do outro lado da fronteira de 1967. Então, é bem ousado em termos de política israelense usar isso como ponto de partida. Digamos que é mais corajoso fazer isso agora. Na verdade, é o que se podia esperar de um candidato democrata à reeleição.

Agora que Osama bin Laden foi eliminado, o que Obama deve pedir à Europa em relação ao Paquistão e ao Afeganistão?
Eu acho que no caso do Afeganistão, ele está preocupado com todos os soldados europeus que estão desaparecendo, restando apenas soldados americanos. Quanto ao Paquistão, acredito que o principal assunto é a ajuda para o desenvolvimento e impedir que o país se torne um estado terrorista. Eu estou falando da Inglaterra, logo após ver a chegada de Obama ao Palácio de Buckingham. Aqui, o Paquistão chega a ser um assunto doméstico, já que há uma população paquistanesa enorme.

O que David Cameron e Obama deveriam dizer sobre a primavera árabe?
É  necessário chegar a uma resposta sobre como persuadir ditadores, como Muamar Kadafi na Líbia e Bashar Al Assad na Síria, a deixarem o poder. É necessário ver como ajudar esses países em transição a criar uma economia de mercado e colocá-los no caminho rumo à democracia. Criar acesso ao mercado europeu, à ajuda europeia e ao mercado de trabalho europeu é absolutamente crucial. O mundo árabe tem milhares de pessoas com menos de 30 anos. E o vizinho da porta ao lado é a rica Europa.

Sobre a Líbia, onde há uma operação da coalizão internacional ocorrendo, o que deve ser dito?
É uma operação que está sendo liderada pelos britânicos e franceses. O problema é que, até agora, não se conseguiu tirar Kadafi do país. Não há dúvidas de que os líderes estão pensando em como se livrar dele, sem atacá-lo diretamente. Mas ninguém tem uma boa resposta para isso. Acho que eles vão tentar olhar concretamente as possibilidades. Os britânicos e os franceses disseram que vão usar helicópteros de ataque contra as forças de Kadafi. E os EUA  têm aeronaves poderosas.

22 maio 2011

'Piratas do Caribe 4' arrecada US$ 256,3 milhões no mundo

Jack Sparrow (Johnny Depp) é garantia de boas risadas no quarto filme da saga

Jack Sparrow (Johnny Depp) é garantia de boas risadas no quarto filme da saga (Divulgação/Disney)

O filme Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas conquistou o público e se tornou o maior sucesso da saga, que já teve outras três produções, com uma arrecadação mundial de 256,3 milhões de dólares, segundo a imprensa especializada.

O filme protagonizado por Johnny Depp e Penélope Cruz estreou nas salas de cinema de todo o mundo neste fim de semana com uma novidade: essa é a primeira produção da saga que pode ser vista em 3D.

De acordo com a revista Entertainment Weekly a arrecadação mundial superou os 250 milhões de dólares, mas nas bilheterias americanas o filme faturou apenas 90,1 milhões de dólares, valor abaixo do obtido com o segundo filme O Baú da Morte, de 2006, que conseguiu 135,6 milhões de dólares, e o terceiro No fim do Mundo, que reuniu 114,7 milhões de dólares em sua estreia em 2007.

No entanto, nos cinemas dos EUA a nova produção da Disney se colocou no topo da lista de bilheteria do fim de semana e se transformou, por enquanto, na melhor estreia do ano, ao superar os 86,2 milhões de dólares que obteve Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio.

Os filmes que mais arrecadaram neste fim de semana, depois de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas foram: Bridesmaids com 21,1 milhões de dólares, Thor com 15,5 milhões de dólares, Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio com 10,6 milhões de dólares, Rio, com 4,7 milhões de dólares, e Padre, com 4,6 milhões de dólares.

(Com Agência EFE)

21 maio 2011

São Paulo está em sexto lugar entre as cidades com o maior número de bilionários no mundo, informa revista

 

Vista aérea da cidade de São Paulo (Raul Junior)


Na última terça-feira, 17, São Paulo foi condecorada com um título primoroso: figura na sexta posição da lista de cidades com o maior número de bilionários no mundo. São 21 magnatas paulistanos, informa o ranking divulgado pela revista americana Forbes. O número é idêntico em Mumbai, na Índia, o que obriga a capital paulista a dividir o mérito. A diferença é que os bilionários de São Paulo têm patrimônio estimado em 85 bilhões de dólares, enquanto a fortuna dos 21 indianos soma107 bilhões de dólares.


A lista coloca a cidade brasileira à frente de megalópoles como Los Angeles, na Califórnia, que aparece em oitavo lugar, Pequim, que também aparece em oitavo, e San Francisco, que aparece em 11º. O ponto do globo em que é mais provável esbarrar num bilionário, contudo, fica na Rússia: com 79 bilionários, Moscou empurrou Nova York e seus 59 magnatas para o segundo lugar. A ex-capital do comunismo registrou uma assombrosa escalada na lista da Forbes. Só em 2010, 58 russos entraram para o seleto grupo de bilionários. Londres, com 41, ficou em terceiro.


Entre os habitantes de mais alta renda de Moscou figuram magnatas que tiraram das commodities e de derivados suas principais fontes de renda. Um exemplo é Vladimir Lisin, o homem mais rico do país, que atua no segmento siderúrgico. A fortuna dele combinada com a dos outros bilionários supera 375 bilhões de dólares, um valor muito maior do que a receita de qualquer cidade do mundo.


A listagem da Forbes considera como referência o endereço principal dos 1.210 bilionários da lista, com base em valores convertidos para o dólar norte-americano. Os demais endereços dos bilionários não são levados em consideração. Mas vários residentes de Moscou possuem um segundo endereço em Nova York, incluindo o magnata dos fertilizantes e do carvão Andrey Melnichenko, cuja esposa comprou recentemente uma cobertura de US$ 12,2 milhões com janelas voltadas para o Central Park.


Moscou não é a única cidade com ligações com o comunismo que aparece na lista. Três cidades chinesas também estão no topo em concentração de bilionários. Hong Kong aparece em quarto lugar, com 40 bilionários; Pequim, em décimo, com 19. Xangai, na 13ª posição, conta com 16 pessoas capazes de colocar um Bugatti Veyron na garagem sem comprometer o orçamento.


Confira as cidades que figuram no topo da lista:


1. Moscou - 79 bilionários


2. Nova York - 59 bilionários


3. Londres - 41 bilionários


4. Hong Kong - 40 bilionários


5. Istambul - 36 bilionários


6. São Paulo - 21 bilionários


6. Mumbai - 21 bilionários


8. Taiwan - 19 bilionários


8. Los Angeles - 19 bilionários


8. Pequim - 19 bilionários


11. San Francisco - 17 bilionários


11. Dallas - 17 billionários


(Com Agência Estado)

19 maio 2011

Lady Gaga já é a celebridade mais poderosa do mundo, segundo a revista 'Forbes'

Lady Gaga

Lady Gaga: mais poderosa também que Justin Bieber (Fernando Aceves/EFE)

A cantora americana Lady Gaga conseguiu tirar da apresentadora Oprah Winfrey o posto da celebridade mais poderosa do mundo, segundo uma lista divulgada nesta quarta-feira pela revista Forbes em seu site. Oprah, que conquistou esse título em quatro ocasiões, ficou relegada ao segundo lugar do ranking que reúne cem estrelas do cinema, televisão, música e esporte. Gaga alcançou a liderança não apenas pelos 90 milhões de dólares que ganhou nos últimos doze meses, mas também por seu poder nas redes sociais.

A intérprete de Telephone, que possui 32 milhões de admiradores no Facebook e um recorde de 10 milhões de seguidores no Twitter, alcançou a marca de 1 milhão de downloads do single Born This Way em apenas cinco dias. O fato que a puxou do posto número 4 em 2010 ao topo da lista da Forbes deste ano, mesmo que ainda esteja muito distante dos 290 milhões de dólares que Oprah Winfrey ganhou no último ano.

A apresentadora mais famosa da televisão americana segue como a celebridade mais rica do ranking elaborado com base nos lucros relacionados ao mundo do espetáculo e à exposição que seus protagonistas alcançaram nos meios de comunicação entre maio de 2010 e maio de 2011. 

A chegada de Lady Gaga ao topo da lista da Forbes demonstra o crescente poder das redes sociais no mundo dos famosos. A presença do astro juvenil Justin Bieber, estreando já na terceira posição, reforça ainda mais essa tendência. Com um lucro de 53 milhões de dólares nos últimos doze meses, Bieber se tornou a celebridade mais jovem a integrar a lista, uma vez que, com apenas 17 anos, conseguiu que o vídeo de Baby obtivesse 500 milhões de visualizações no YouTube - um recorde para o portal.

O quarto lugar do ranking da Forbes ficou com a banda irlandesa U2, que, no mesmo período, ganhou 195 milhões de dólares. Na quinta posição aparece o cantor Elton John, seguido pelo golfista Tiger Woods, a cantora Taylor Swift, o vocalista Bon Jovi, o produtor e jurado de programas de TV Simon Cowell, e o astro da NBA LeBron James.

O primeiro ibero-americano a aparecer no ranking da revista é o jogador português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, seguido pelo tenista espanhol Rafael Nadal (46) e o dominicano Alex Rodríguez (49), jogador de beisebol do New York Yankees. Também estão na lista a modelo brasileira Gisele Bündchen (60), o jogador argentino Lionel Messi (62), e as atrizes Jennifer López (50) e Eva Longoria (81). Entre os novatos da lista, destacam-se a cantora Katy Perry (12), o diretor de cinema Christopher Nolan (47), a atriz Natalie Portman (75) e o ator Mark Harmon (98).

Uma surpresa foi a ascensão no ranking do magnata do ramo imobiliário Donald Trump, que, em apenas doze meses, passou do número 32 ao 17 graças a sua constante presença na mídia por conta da possibilidade de se candidatar às próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Entre as quedas, destacam-se a da cantora Britney Spears, que não consta na lista deste ano, mesmo tendo ocupado o sexto lugar no ano passado, e a de Beyoncé Knowles, que caiu do segundo posto para o de número 29. Mesmo com duas mulheres liderando a lista da Forbes, os homens ocupam 67 das 100 posições do ranking e são responsáveis por 73% do total de 4,5 bilhões de dólares movimentados por essas celebridades.

(Com agência EFE)