Mostrando postagens com marcador Caribe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caribe. Mostrar todas as postagens

22 maio 2011

'Piratas do Caribe 4' arrecada US$ 256,3 milhões no mundo

Jack Sparrow (Johnny Depp) é garantia de boas risadas no quarto filme da saga

Jack Sparrow (Johnny Depp) é garantia de boas risadas no quarto filme da saga (Divulgação/Disney)

O filme Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas conquistou o público e se tornou o maior sucesso da saga, que já teve outras três produções, com uma arrecadação mundial de 256,3 milhões de dólares, segundo a imprensa especializada.

O filme protagonizado por Johnny Depp e Penélope Cruz estreou nas salas de cinema de todo o mundo neste fim de semana com uma novidade: essa é a primeira produção da saga que pode ser vista em 3D.

De acordo com a revista Entertainment Weekly a arrecadação mundial superou os 250 milhões de dólares, mas nas bilheterias americanas o filme faturou apenas 90,1 milhões de dólares, valor abaixo do obtido com o segundo filme O Baú da Morte, de 2006, que conseguiu 135,6 milhões de dólares, e o terceiro No fim do Mundo, que reuniu 114,7 milhões de dólares em sua estreia em 2007.

No entanto, nos cinemas dos EUA a nova produção da Disney se colocou no topo da lista de bilheteria do fim de semana e se transformou, por enquanto, na melhor estreia do ano, ao superar os 86,2 milhões de dólares que obteve Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio.

Os filmes que mais arrecadaram neste fim de semana, depois de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas foram: Bridesmaids com 21,1 milhões de dólares, Thor com 15,5 milhões de dólares, Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio com 10,6 milhões de dólares, Rio, com 4,7 milhões de dólares, e Padre, com 4,6 milhões de dólares.

(Com Agência EFE)

21 maio 2011

Navegue pela saga 'Piratas do Caribe'

Sorry, I could not read the content fromt this page.

Quem é quem em 'Piratas do Caribe'

 

É o pirata mais procurado dos setes mares. E um dos mais queridos, também. Jack Sparrow tem um jeito engraçado de andar, falar e olhar. E inspira controvérsia. Malandro de carteirinha, não se importa em enganar os outros para atingir seus objetivos, mas é capaz de atos dos mais heroicos sem motivo aparente. No final das contas, é um bom homem com amigos fieis, dispostos a navegar até o fim do mundo para salvá-lo – como se viu no terceiro longa da saga. Interpretado pelo ator Johnny Depp, que recebeu uma indicação ao Oscar em 2003 pelo papel, Sparrow tem como "muso inspirador" o roqueiro Keith Richards, dos Rolling Stones.  


A sensual atriz espanhola Penélope Cruz empresta o seu charme ao quarto filme da franquia, em que dá vida à enigmática Angelica. Mestre dos disfarces, ela se graduou em malandragem com o maior professor de todos, o capitão Jack Sparrow. Os dois, inclusive, tiveram um romance, na época em que ela estava num convento na Espanha. Angelica chega a tentar se passar por Sparrow, mas logo é descoberta por ele. É uma pirata que pode empunhar uma espada, lutar e saquear o mais feroz dos marujos. Mas tem um só objetivo: salvar a alma de Barba Negra da condenação eterna, mesmo que isso lhe custe a própria vida.


Dono da alma e do coração mais frio de todos os piratas, Barba Negra é o capitão do navio Rainha Anne Vingança. Tripulado por zumbis, o navio cospe fogo para incinerar inimigos ou membros inúteis da tripulação. Barba Negra vive sob a sombra de uma profecia de morte e sua única esperança são as águas restauradoras da fonte de juventude. Com a ajuda de Angelica e de um coagido Jack Sparrow, ele empreende uma busca nos setes mares à procura de sua salvação. Coube ao ator Ian McShane dar corpo ao inescrupuloso capitão.


Um jovem ferreiro com alma apaixonada e espírito de pirata. No primeiro longa da série, para salvar a amada Elizabeth Swann, filha do governador da colônia inglesa de Port Royal, Will se une ao capitão Jack Sparrow e vive as mais diversas aventuras no mar. Mas é só no terceiro filme que eles se casam: em plena batalha contra o monstruoso capitão Davy Jones, no navio Pérola Negra. Will, inclusive, descobre que seu pai está vivo e condenado a trabalhar para Jones por toda eternidade. Determinado a resgatá-lo, ele termina assumindo o posto de capitão do navio Holandês Voador, onde vivia o terrível Jones. Quem encarna o personagem nas telas é o ator Orlando Bloom.


A bela e destemida filha do governador de Port Royal é interpretada por Keira Knightley. Ela troca os vestidos por calças confortáveis e se assume pirata – essa parece ser a sua vocação. Chega a ser eleita a Rainha deles, quando decide declarar guerra a Lorde Beckett, o inescrupuloso presidente da Companhia da Índias Ocidentais. Elizabeth é corajosa e ousada. Para salvar a tripulação do Pérola Negra do monstro Kraken, ela condena o capitão Jack Sparrow à morte. Mas se arrepende e ajuda a trazê-lo de volta ao mundo dos vivos. Elizabeth se casa com Will e recebe o coração dele. Os dois têm um filho, mas, por conta da maldição do navio Holandês Voador, ficam condenados a só se encontrar a cada dez anos.


É o australiano Geoffrey Rush, indicado ao Oscar de coadjuvante por O Discurso do Rei, quem faz o papel de Hector Barbossa, um capitão pirata amaldiçoado do navio Pérola Negra. Sob a luz da lua, ele se transforma numa caveira assustadora. Na tentativa de livrar-se dessa maldição, Barbossa trava uma batalha contra Jack Sparrow, Will Turner e Elizabeth Swann. Mas acaba derrotado e morto. Não para sempre, contudo. Através de uma magia realizada pela feiticeira Tia Dalma, ele ressuscita e ajuda a tripulação do Pérola Negra em duas missões de grande perigo: resgatar Sparrow do mundo dos mortos e empreender uma batalha contra o capitão Davy Jones. Barbossa volta a ajudar Sparrow no quarto filme da saga, na busca pela fonte da juventude.


Interpretado por Jack Davenport, o comodoro James Norrington é um determinado perseguidor de piratas que nutre um amor não correspondido pela bela Elizabeth Swann. Norrington chega a perder sua patente após fracassar numa ferrenha busca pelo capitão Jack Sparrow e passa a viver com piratas na Ilha de Tortuga, mas acaba se alistando na tripulação do Pérola Negra e partindo em busca do precioso baú de Davy Jones, onde está o coração do capitão – quem o possui pode controlar a Jones e ao monstro Kraken. Esperto, Norrington consegue roubar o coração e entregá-lo ao Lorde Beckett, recuperando seu status em Port Royal e se tornando almirante. No terceiro filme da franquia, ele se redime de suas sujeiras e morre ao libertar Elizabeth da prisão.


É o ambicioso e cruel presidente da Companhia da Índias Ocidentais. Para assegurar sua riqueza, quer exterminar todos os piratas do mundo. Para isso, inicia uma caça brutal, condenando à forca qualquer pessoa que tenha se relacionado com um pirata. De posse do coração de Davy Jones, ele consegue não apenas controlar o malvado capitão, mas também o polvo gigante Kraken. Beckett encontra uma forte resistência dos piratas, que se unem contra ele numa grande batalha em alto-mar. No embate final contra o Pérola Negra, o Endeavour, navio de Beckett, é alvejado e naufraga, levando junto seu capitão. O inescrupuloso capitão é vivido pelo ator Tom Hollander.


Rosto de polvo e garra de caranguejo. Davy Jones, interpretado por Bill Nighty, é capitão do Holandês Voador e vilão dos mares. Impiedoso, ele prende marinheiros e os obriga a servir em seu navio por cem anos, e ainda controla, a seu bel prazer, o monstro Kraken, temido por todos os navegantes dos mares. Mas nem sempre Jones foi ruim. Desiludido, ele trancou o seu coração em um baú, após se decepcionar com seu grande amor, a deusa Calypso. Quem conseguir apunhalar o coração de Jones pode matá-lo e assumir o controle do Holandês Voador, vivendo para sempre. É o que acontece no terceiro filme da saga.


Interpretada pela atriz Naomie Harris, Tia Dalma é uma feiticeira misteriosa. Primeiro, ela ajuda o capitão Jack Sparrow e Will Turner a encontrar a chave do baú com o coração do capitão Davy Jones. Depois, embarca ao fim do mundo na tripulação do Pérola Negra para trazer Sparrow dos mortos. O misticismo de Tia Dalma, no entanto, tem uma explicação. Ela, na realidade, é a deusa Calypso, grande amor da vida de Davy Jones. Quando finalmente se livra do corpo humano, Tia Dalma se revolta contra os piratas que a aprisionaram e provoca um grande redemoinho no mar. Por pouco, não termina com o Pérola Negra e o Holandês Voador de uma só vez. 


O capitão Teague não é um homem de muitas palavras. Mas também não precisa ser. Na pele do pai de Jack Sparrow, está ninguém menos do que o roqueiro Keith Richards, dos Rolling Stones. Ele contracena com Sparrow no terceiro e quarto filme da franquia – respectivamente na reunião em que apresenta o código dos piratas e num bar onde explica para Jack o ritual da fonte da juventude. Teague dispara sua arma apenas uma vez, contra um oficial inglês que queria matar o filho. Amigo de Keith Richards, o ator Johnny Depp (que faz Jack Sparrow), confessou que se inspirou no roqueiro para compor seu pirata nada convencional. Não podia ter dado mais certo. 



Leia também:


Piratas do Caribe: um negócio de US$ 4,2 bi para a Disney


Teste: Quem é você em Piratas do Caribe?


Teste 2: O que você sabe sobre a saga?


Jack Sparrow assume de vez o comando em Piratas do Caribe

'Piratas do Caribe': um negócio de US$ 4,2 bi para a Disney

Premiére do filme Piratas do Caribe na Disneyland, Califórnia

Premiére do filme Piratas do Caribe na Disneyland, Califórnia (Kevin Winter/Getty Images)

Responsável pelo sucesso da franquia, Johnny Depp recebe estimados R$ 84 milhões pelo novo filme da série

Piratas do Caribe nasceu pronto para o fracasso. Apesar dos grandes nomes que formavam o elenco e dos 140 milhões de dólares – cerca de 225 milhões de reais pelo câmbio atual – investidos pela Disney, em 2003 executivos do estúdio temiam que o filme afundasse tal qual um dos navios exibidos na fita. A temática de aventuras no alto-mar havia sido banida de Hollywood por razões justas – uma sucessão de amargas bilheterias, incluindo a de Piratas, do renomado e polêmico Roman Polanski. A própria ideia para o longa-metragem, derivada de um brinquedo do Disney World - fonte inspiradora do fracasso Ursos em Beary e os Ursos Caipiras -, não tinha muito apelo. Para piorar, um dos personagens principais do longa era um excêntrico capitão de dreadlocks, olhos pintados e trejeitos afeminados. Jack Sparrow, chegou a dizer um diretor da Disney, colocaria tudo a perder.

Teste: Quem é você em Piratas do Caribe?

Teste 2: O que você sabe sobre a saga?

Infográfico: navegue pela saga Piratas do Caribe

O resultado, nem os mais otimistas poderiam prever. O longa-metragem deu início a uma saga que quebraria recordes de bilheteria – ao todo, os três filmes da série arrecadaram 2,6 bilhões de dólares em todo o mundo, além de 1,6 bilhão em licenciamento de produtos, leia mais abaixo – e se transformaria num fenômeno cultural. E tudo isso graças, justamente, ao carisma daquele desacreditado protagonista. E, é claro, ao talento e à ousadia de Johnny Depp, que o colore com trejeitos de Keith Richards. E que recebe, com justiça, estimados 84 milhões de reais (ou 32 milhões de libras, segundo o jornal Daily Mail) apenas pelo quarto longa da série.

À parte as parcerias com o amigo Tim Burton (A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e A Fantástica Fábrica de Chocolate, entre outras), esta foi a primeira experiência de Depp em um filme de orçamento superior a 100 milhões de dólares. O valor do projeto e sua ligação com um estúdio grande e tradicional não intimidaram o ator. Sorte de quem acompanha a série.


Franquia – O primeiro filme da saga tem um roteiro simples, mas eficiente – clique aqui para relembrar cada filme no infográfico especial sobre a série. Calcado na fórmula de ação e mistério, A Maldição do Pérola Negra conta a história de William Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e Jack Sparrow (Johnny Depp). Ela é a filha do governador de uma colônia inglesa no Caribe e apaixonada desde infância por Will. Ele, um ferreiro que foi resgatado do mar quando criança, usa o tempo livre para testar suas habilidades com a espada. Juntos com o pirata malandro Jack Sparrow, o casal protagoniza lutas em alto-mar e em terra firme contra os desmandos do capitão Barbossa (Geoffrey Rush), um pirata amaldiçoado que, como a sua tripulação, assume a forma de uma monstruosa caveira sob a luz da lua.

Kevin Winter/Getty Images

Premiére do filme Piratas do Caribe na Disneyland, Califórnia Première do filme Piratas do Caribe na Disneyland, Califórnia

Os efeitos especiais e os cenários paradisíacos são bons atrativos da série. No segundo longa-metragem, O Baú da Morte, Will Turner e Elizabeth Hurley são condenados à forca por ajudar na fuga de Jack Sparrow, o pirata mais procurado do Caribe. É quando entram em cena o inescrupuloso Lorde Beckett (Tom Hollander), a feiticeira misteriosa Tia Dalma (Naomie Harris) e o assustador capitão Davy Jones (Bill Nighy). O foco da trama é a procura de Sparrow pelo baú com o coração de Davy Jones. Quem encontrar o baú terá controle sobre o capitão e também sobre Kraken, monstro do mar que só Jones é capaz de libertar. O longa apresenta vários enredos paralelos e tem pouco mais de 2h30 de duração.

À medida que cresce o sucesso da saga, aumenta a duração de seus filmes. No Fim do Mundo, o terceiro da série, tem exaustivas 2h40 de ação. A maior parte de seus personagens é conhecida do público. Aqui, sob o comando do capitão Barbossa e do casal Will e Elizabeth, os marujos de Sparrow navegam até a terra dos mortos para resgatar a ele e a seu navio, o Pérola Negra. Enquanto isso, Lorde Beckett empreende uma caça aos piratas, que logo se unem para detê-lo. A boa nova fica por conta da participação do roqueiro Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, no papel do pai de Jack Sparrow.

Richards volta a interpretar o capitão Teague no quarto filme da saga, Navegando em Águas Misteriosas, nos cinemas desde sexta-feira. A busca pela fonte da juventude é o mote da nova aventura de Sparrow, que desta vez contracena com a bela Penélope Cruz.

Bilheteria – Os números são impressionantes. O segundo filme da saga, O Baú da Morte (2006), quebrou dois grandes recordes de bilheteria. Logo no primeiro dia em cartaz, fez 55,5 milhões de dólares (cerca de 88 milhões de reais), ultrapassando a marca que um dia foi de Guerra nas Estrelas – A Vingança dos Sith, de George Lucas, que recolheu 50 milhões de dólares (cerca de 80 milhões de reais). E, ao longo do final de semana de estreia nos Estados Unidos, desbancou o Homem-Aranha, ao arrecadando 132 milhões de dólares (cerca de 212 milhões de reais).

No total, A Maldição da Pérola Negra (2003) amealhou 653 milhões de dólares (1,2 bilhão de reais) em todo o mundo. O Baú da Morte (2006) foi o de maior bilheteria, com 1,1 bilhão de dólares (2,2 bilhões de reais), seguido por No Fim do Mundo (2007), com 847 milhões de dólares (cerca de 1,3 bilhão de reais).

"Quando três filmes fazem 2,6 bilhões de dólares em todo o mundo, você logo entende a mensagem que o público está passando para você", declarou um orgulhoso (e endinheirado) produtor Jerry Bruckheimer em entrevista concedida durante o lançamento do quarto filme. "Os números são maravilhosos, mas o que é melhor ainda é que eles dizem algo sobre o que esses filmes significaram para o público. As pessoas se apaixonaram pelo gênero pirata novamente, depois de mais de três décadas, e com certeza se apaixonaram por Johnny Depp como Jack Sparrow."

Outra prova de que Bruckheimer tem razão: só em mercadorias, principalmente brinquedos, a franquia de Piratas do Caribe já rendeu aos cofres da Disney a marca de 1,6 bilhão de dólares (2,5 bilhões de reais), até fevereiro deste ano. O quarto filme, Navegando em Águas Misteriosas, chega aos cinemas sob a expectativa de mais cifras astronômicas. E o estúdio promete que vai continuar assim. Já contratou roteirista para o quinto longa da série, previsto para o fim de 2012. 

Teste: Quem é você em Piratas do Caribe?

Teste 2: O que você sabe sobre a saga?

Infográfico: navegue pela saga Piratas do Caribe

19 maio 2011

Jack Sparrow assume de vez o comando em 'Piratas do Caribe 4'

Johnny Depp reina sozinho, mas Penélope Cruz dá frescor a 'Piratas 4' (620)

  Johnny Depp reina sozinho, mas Penélope Cruz dá frescor a 'Piratas 4' (Divulgação)

A afeição de Johnny Depp pelo capitão Jack Sparrow salta aos olhos no quarto filme da franquia Piratas do Caribe. A cada andar dançante, trejeito e olhar sugestivo de seu personagem, ele parece se deliciar. Para a felicidade de seu público. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas chega aos cinemas nesta sexta-feira sustentado, mais que os longas anteriores da série, na atuação impecável do ator preferido de Hollywood, que agora já não tem o casal William Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) para dividir atenções. Jack é protagonista absoluto, aparece em mais cenas e diálogos inspirados e divertidos, que por si só, valem o ingresso para mais um filme da série - pela primeira vez, em formato 3D -, ainda que peque pela sensação de déjà vu que transmite em diversos pontos de seu roteiro.

Não foi à toa que Sparrow se tornou rei em definitivo da saga. É a esse carismático pirata – aliás, capitão – que se deve o sucesso de bilheteria do gênero capa-espada junto às mais diversas faixas etárias. Com trejeitos de Keith Richards, “muso inspirador” de Depp, Sparrow ajudou a Disney a arrecadar algo em torno de 2,6 bilhões de dólares (cerca de 4,2 bilhões de reais) com a franquia, valor prestes a ser ampliado com os salgados preços das sessões em 3D, a nova febre cinematográfica. O que era apenas um brinquedo da Disney World se transformou numa das sequências mais lucrativas da história do cinema e promete continuar assim: o estúdio já contratou roteirista para o quinto longa da série, previsto para o fim de 2012.




Navegando em Águas Misteriosas, o filme que estreia agora, cumpre o seu papel de veículo do impagável Jack Sparrow e funciona como entretenimento despretensioso. Mas deixa a desejar no quesito originalidade. Calcado na desgastada fórmula que combina mistério e ação, o filme não escapa dos clichês e receitas prontas, que jorram na tela sob a forma de um capitão malvado (Barba Negra, interpretado pelo ótimo Ian McShane), de um romance sofrido entre a sereia Syrena (Astrid Bergès-Frisbey) e o missionário religioso Philip (Sam Claflin), de marujos com aparência de monstros, de um contramestre feiticeiro e profecias a serem cumpridas.

Bastante familiar, não? Quem assistiu aos outros filmes se lembra de episódios com as mesmíssimas características. Até o mote da vez já havia sido revelado antes, nas cenas finais do terceiro filme (No Fim do Mundo), quando Sparrow, sozinho em alto-mar e de posse de um mapa, diz que sua próxima aventura será buscar a fonte da juventude.

Outro detalhe chama a atenção e parece ser mais que coincidência no longa dirigido por Rob Marshall (de Memórias de uma Gueixa e do musical Chicago). As deslumbrantes sereias receberam dentes afiados e, de tão pálidas, lembram outro modismo em alta - o dos vampiros.

Penépole Cruz – As novidades ficam por conta da mudança de paisagem – a saga deixa o Caribe pela Inglaterra, Espanha e pequenas ilhas, com filmagens no Havaí – e do elenco. Fica a cargo da bela e talentosa Penépole Cruz dar frescor ao quarto Piratas. Ela interpreta Angelica, um antigo romance de Sparrow que aprendeu tão bem suas artimanhas a ponto de se passar por ele. De personalidade misteriosa, mas com certa carência enrustida, ela é sagaz e habilidosa com a espada e, com seu inconfundível sotaque espanhol, confere uma grata dose de emoção ao filme.

Divulgação

Johnny Depp e Penélope Cruz em 'Piratas 4' (pequena)

Outras presenças não menos importantes são as do já consagrado capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush, indicado ao Oscar de coadjuvante este ano por O Discurso do Rei), mais cômico do que nunca, e do marujo Joshamee Gibbs (Kevin R. McNally), fiel escudeiro de Sparrow. Sem falar no maravilhoso Keith Richards. O guitarrista dos Rolling Stones volta a assumir o papel do capitão Teague, pai de Sparrow, em duas ou três cenas que, apesar de curtas (como em No Fim do Mundo, terceiro longa da franquia), seguramente abrirão sorrisos na plateia.

Depp já declarou ter se inspirado no roqueiro "nada família" para moldar o seu Jack Sparrow. E foi o maior incentivador para que Richards participasse da série. "Depois de ter Keith no último filme, eu sabia que ele tinha que voltar. Falei com Jerry (Bruckheimer, o produtor) e com os roteiristas logo no início e todos concordaram. A reação global à presença de Keith como capitão Teague foi monumental", afirmou em coletiva de imprensa.

Richards, por sua vez, com a irreverência que lhe é peculiar, falou sobre a participação com bom humor. "Johnny arquitetou tudo. Ele me perguntou: 'Você topa?' E eu respondi, 'Me dá a roupa, baby'. É muito divertido."

O detalhe curioso da história é que foi justamente pelo balanço nada convencional do roqueiro que o capitão Sparrow chegou a ser desacreditado pelos executivos da Disney, quando, em 2003, o primeiro Piratas do Caribe foi lançado. Um sujeito de ares esquisitos e, por vezes, tão afeminado, estava fadado ao fracasso, imaginaram. Não podiam estar mais equivocados. Deu tão certo que hoje ele assumiu o comando pleno da franquia.