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27 maio 2011

Japão tem inflação pela primeira vez em 28 meses

Após dois anos e quatro meses, o Japão voltou a registrar inflação. O índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em abril, em relação ao mesmo mês do ano anterior, confirmando expectativas dos analistas de mercado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo governo japonês.

A primeira alta do indicador em 28 meses se deveu em boa parte ao aumento dos preços da energia, especialmente gasolina e eletricidade, que subiram, respectivamente, 13,2% e 26,1% na comparação anualizada.

Mas o ministro da Economia, Kaoru Yosano, ressaltou que os dados de abril não indicam que o país tenha superado a persistente deflação e que o desaquecimento econômico continua preocupando.

Afetada pelo terremoto de 11 de março e a decorrente crise nuclear na usina de Fukushima, a economia japonesa entrou em recessão com o anúncio, na semana passada, de que o PIB do país encolheu pelo segundo trimestre consecutivo.

(com EFE)

20 maio 2011

Dilma gerencia primeira grande crise em cinco meses

Há pouco mais de um mês a presidente Dilma Rousseff estava nas nuvens: seu governo havia sido aprovado por mais da metade dos brasileiros na primeira pesquisa de opinião após a cerimônia de posse. Mas a paz que reinava sobre o Palácio do Planalto sofreu grandes abalos nos últimos dias. A semana começou com a oposição tentando convocar na Câmara dos Deputados o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e terminou com a ameaça de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o aumento do patrimônio do número dois do Planalto.

Uma coisa é certa entre os governistas: já existe uma crise a ser contornada. Até agora, essa função está a cargo da assessoria da Casa Civil – que, aliás, terceirizou o serviço. A agência FSB é especializada em gerenciamento de crises. A Presidência, por enquanto, não cogita realizar nenhum tipo de pesquisa de opinião sobre o provável abalo na aprovação do governo diante das reportagens que têm afetado a imagem de Palocci.  

Por coincidência ou não, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, esteve nesta sexta-feira com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada. Franklin já havia se deparado com crises no governo anterior e, neste quesito, tem mais experiência politica do que a atual ministra Helena Chagas. Ela, aliás, não foi chamada ao encontro. Oficialmente, a reunião foi para tratar de questões pessoais.

No Congresso Nacional, os governistas também lançam suas armas em defesa de Palocci. O deputado Eduardo Cunha (PMDB -RJ), por exemplo, vai argumentar em plenário na próxima semana que os requerimentos semelhantes ao rejeitado na Casa para convocação de Palocci sejam prejudicados. Ele ainda é daqueles que negam abalos no governo. “Não há nenhuma crise”, avalia.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), pensa exatamente o contrário: “Há uma crise instalada no governo que se agravou com o caso Palocci, mas que já era objeto de desalinhamento do entendimento da base governista”. Alvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, faz coro. “São as primeiras turbulências do novo mandato. O caso Palocci certamente tirou a paz da presidente, que terá dificuldades de blindar o ministro e mantê-lo na função”. 

Para a semana que vem, os líderes governistas terão mais uma tarefa: impedir a instalação da CPI. Levando-se em conta que o governo tem maioria na Casa, não será uma função difícil. De qualquer jeito, o movimento da oposição tem dado muito trabalho ao Planalto. 

11 maio 2011

Japão conta quase 25 mil vítimas 2 meses após terremoto

Dois meses após a tragédia provocada por um terremoto seguido de tsunami, em 11 de março, o Japão conta 14.949 mortos e 9.880 desaparecidos. O balanço ainda é parcial, mas a polícia acredita já estar perto do número final, conforme noticiou a emissora japonesa NHK. Nesta terça-feira, foram confirmadas mais 30 mortes.

A províncias de Miyagi foi a mais afetada pela tragédia, com 8.941 mortes, seguida por Iwate, com 4.400 vítimas. Na província de Fukushima, onde o desastre atingiu um complexo nuclear e provocou a pior crise desde Chernobyl, 25 anos atrás, o número de mortos chegou a 1.544. Os imperadores do Japão, Akihito e Michiko, já visitaram Iwate e Miyagi e são esperados nesta quarta-feira em duas cidades de Fukushima.

O total de desaparecidos, que chegou a 17.600, continua em queda. Nesta terça-feira, mais três pessoas foram retiradas da lista. A queda é devida em parte à identificação dos mortos, em parte à confirmação do registro de desabrigados.

Cerca de 117 mil pessoas estão alojadas em 2.500 abrigos espalhados pelo país. Só o tsunami destruiu 68 mil casas. Já a zona de exclusão traçada em torno da usina de Fukushima, por causa do vazamento de radioatividade, expulsou 80 mil moradores.

Do orçamento de 4 trilhões de ienes (80 bilhões de reais) aprovado para a reconstrução, cerca de 25% deve ser destinado a residências provisórias. Cerca de 30 mil delas ficam prontas até o fim deste mês. O restante do orçamento será dirigido à reconstrução de povoados - alguns por inteiro -, obras de infraestrutura, retirada de 25 milhões de toneladas de escombros, indenização de vítimas e estímulos econômicos.