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19 maio 2011

Mais um efeito do terremoto: Japão entra em recessão

Economia japonesa recua pelo segundo trimestre consecutivo

Economia japonesa recua pelo segundo trimestre consecutivo (Yoshikazu Tsuno/AFP)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão caiu 0,9% no primeiro trimestre de 2011 em comparação com o trimestre anterior. Segundo comunicado do governo, a queda da atividade econômica se deve aos prejuízos gerados pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março. É o segundo trimestre consecutivo de retração, o que analistas de mercado tomam tecnicamente por recessão econômica.

Os dados divulgados nesta quinta indicam uma retração de janeiro a março superior ao que analistas esperavam. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 3,7%, quando o mercado esperava algo em torno de 2%. No trimestre anterior, o recuo foi de 1,1% em taxa anualizada e de 0,8% com relação ao período de julho a setembro.

Caíram os investimentos das empresas e os gastos dos consumidores. Foi a primeira queda nos investimentos das companhias em seis trimestres, devido em parte à brusca detenção da produção causada pelo terremoto de 11 de março.

As despesas de capital das empresas japonesas recuaram 0,9% no período janeiro-março, enquanto o consumo privado retrocedeu 0,6%. A demanda privada se contraiu 1,2% no primeiro trimestre de 2011, os gastos das famílias caíram 0,6% e os investimentos de capital retrocederam 1,3%. No entanto, entre janeiro e março, as exportações tiverem leve alta de 0,7%, ao passo que as importações aumentaram 2%. 

Atrás dos Estados Unidos e recém superado pela China, o Japão é a terceira maior economia do mundo.

(com EFE e AFP)

16 maio 2011

Terremoto de magnitude 6,3 no Atlântico deixa Natal em alerta

Um terremoto de 6,0 graus na Escala de Momento (MMS) – correspondente a 6,3 graus na Escala Richter – registrado no oceano Atlântico entre o Brasil e a África levou o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Natal a declararem estado alerta neste domingo. Boatos de tsunami chegaram a ser difundidos em Natal em função do tremor, segundo nota no site do governo estadual. O tipo de sismo registrado, porém, não provoca ondas gigantes, de acordo com Joaquim Mendes Ferreira, coordenador do laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Nenhum incidente foi registrado.

"Para se gerar um tsunami é necessário que o movimento seja vertical, quando a água do mar pode ser empurrada abruptamente. E não foi o que aconteceu", disse Mendes em comunicado. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor foi registrado às 10h08 (horário de Brasília) a 1.276 quilômetros de distância de Natal, com epicentro a uma profundidade de 10 quilômetros. O tremor ocorreu praticamente na metade do caminho entre Natal e Cabo Verde, na África, de acordo com dados do serviço dos EUA. A ação dos bombeiros em Natal foi normalizada após a confirmação de que não havia riscos em função do tremor.

Brasília – O último tremor de terra registrado no Brasil foi em outubro de 2010, em Brasília. De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, a magnitude do abalo chegou a 4,5 pontos na Escala Richter, considerado leve. Moradores da cidade que estavam em prédios mais altos chegaram a sentir a trepidação.

(Com agências Reuters e France-Presse)

13 maio 2011

Terremoto de magnitude 6 atinge a Costa Rica

Um terremoto de magnitude 6 atingiu a Costa Rica na tarde desta sexta-feira, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Não havia relatos imediatos de vítimas.

O epicentro do tremor foi em uma região, cerca de 25 quilômetros a oeste da capital, San José, com profundidade de 70 quilômetros. O abalo, que ocorreu às 16h47 do horário local (19h47 de Brasília), foi intenso nos bairros de Escazú e Santa Ana, onde moram diversos executivos de empresas estrangeiras e diplomatas.

A imprensa do país noticiou que as redes de telefonia e de celular foram interrompidas. Em 8 de janeiro de 2009, um terremoto 6,1 graus deixou 20 mortos na região central da Costa Rica. 

11 maio 2011

Japão conta quase 25 mil vítimas 2 meses após terremoto

Dois meses após a tragédia provocada por um terremoto seguido de tsunami, em 11 de março, o Japão conta 14.949 mortos e 9.880 desaparecidos. O balanço ainda é parcial, mas a polícia acredita já estar perto do número final, conforme noticiou a emissora japonesa NHK. Nesta terça-feira, foram confirmadas mais 30 mortes.

A províncias de Miyagi foi a mais afetada pela tragédia, com 8.941 mortes, seguida por Iwate, com 4.400 vítimas. Na província de Fukushima, onde o desastre atingiu um complexo nuclear e provocou a pior crise desde Chernobyl, 25 anos atrás, o número de mortos chegou a 1.544. Os imperadores do Japão, Akihito e Michiko, já visitaram Iwate e Miyagi e são esperados nesta quarta-feira em duas cidades de Fukushima.

O total de desaparecidos, que chegou a 17.600, continua em queda. Nesta terça-feira, mais três pessoas foram retiradas da lista. A queda é devida em parte à identificação dos mortos, em parte à confirmação do registro de desabrigados.

Cerca de 117 mil pessoas estão alojadas em 2.500 abrigos espalhados pelo país. Só o tsunami destruiu 68 mil casas. Já a zona de exclusão traçada em torno da usina de Fukushima, por causa do vazamento de radioatividade, expulsou 80 mil moradores.

Do orçamento de 4 trilhões de ienes (80 bilhões de reais) aprovado para a reconstrução, cerca de 25% deve ser destinado a residências provisórias. Cerca de 30 mil delas ficam prontas até o fim deste mês. O restante do orçamento será dirigido à reconstrução de povoados - alguns por inteiro -, obras de infraestrutura, retirada de 25 milhões de toneladas de escombros, indenização de vítimas e estímulos econômicos.