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27 maio 2011

Irã enforca 12 pessoas, das quais cinco publicamente

Turcas pedem fim de execuções em frente à embaixada iraniana em Ancara

Turcas  pedem fim de execuções em frente à embaixada iraniana em Ancara (Burhan Ozbilici / AP)

O governo do Irã autorizou o enforcamento de 12 homens por crimes que incluem assassinato, estupro, roubo armado e tráfico de drogas, dos quais cinco foram executados em público. Os últimos enforcamentos elevam para 143 o número de execuções no Irã somente em 2011, segundo uma contagem da agência de notícias France Presse que tem como base informações de meios de comunicação e relatórios oficiais.

Segundo a mídia iraniana, 179 pessoas foram enforcadas no ano passado, mas grupos internacionais de direitos humanos afirmam que o número real é muito maior, o que faz da república islâmica o segundo país, atrás apenas da China, em número de pessoas condenadas à morte. O Irã diz que a pena de morte é essencial para manter a lei e a ordem e que ela só é aplicada após exaustivos procedimentos judiciais. 

Os executados - A agência oficial de notícias Irna disse que o serial killer Mehdi Faraji, condenado por matar quatro mulheres de meia idade que entraram em seu micro-ônibus, foi enforcado hoje em público na cidade de Qazvin. Outros dois homens, Hamid Ranjbar e Hamid Reza Baqeri, também foram enforcados em público após serem condenados por roubo armado e sequestro. Já Masoud Dehqan e Mehdi Alipour, foram enforcados publicamente após condenação de estupro, informou a Irna.

Além disso, dois homens condenados por tráfico de drogas foram enforcados hoje na cidade de Sari, norte iraniano. Os nomes dos homens não foram revelados. Quatro homens condenados por tráfico de drogas foram enviados à forca na prisão da cidade de Yasouj, região central do país, mas seus nomes também não foram divulgados. Outro homem morreu na forca na última segunda-feira, por tráfico de drogas na prisão da cidade de Behbahan, província do Cuzistão, informou o departamento de Justiça em seu site, sem dar mais detalhes. 

(Com Agência Estado) 

20 maio 2011

Cinco sucessos do RPM, que volta aos palcos pela terceira vez nesta sexta-feira

Pela terceira vez, desde que seus integrantes se separaram oficialmente em 1989, a banda paulistana RPM, uma das mais bem sucedidas do rock brasileiro, volta aos palcos. O retorno será iniciado com um show nesta sexta-feira (20), em São Paulo, e segue no próximo dia 4 de junho no Rio de Janeiro. "Todas as questões antigas foram resolvidas e estamos com o mesmo astral do começo da carreira", diz o vocalista Paulo Ricardo.

Por "questões antigas" entenda-se disputas entre os membros da formação original - Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni - e ecos dos abusos de álcool e drogas que marcaram o fim da banda. Essas mesmas "questões" que, nas outras duas tentativas, acabaram por abortar a volta aos palcos. Agora há, como é praxe em retornos do gênero, interesse financeiro: todo mundo quer lucrar desenterrando hits como Louras Geladas, OIhar 43, Revoluções Por Minuto e Rádio Pirata. Essas canções impulsionaram, a partir de 1986, a venda de mais de 2 milhões de cópias de discos no Brasil.

Os ingressos do show estão esgotados e uma apresentação extra foi marcada para agosto deste ano na capital paulista. A apresentação desta sexta-feira servirá para testar quatro canções inéditas de um disco com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Não deixa de ser uma tentativa de disfarçar a aposta simples na memória afetiva dos fãs, hoje na casa dos quarenta anos de idade, à época pasmados com o fim repentino do grupo.

O site de VEJA selecionou cinco hits do RPM que serão tocados logo mais. Eles alimentam o público saudoso e, claro, a conta bancária dos músicos que há tempos não experimentam o sucesso – e é provável que nunca mais o façam – como nos velhos tempos.

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Disco Revoluções Por Minuto, de 1985

Disco Revoluções Por Minuto, de 1985

Disco Revoluções Por Minuto, de 1985

Disco Revoluções Por Minuto, de 1985

Disco Revoluções Por Minuto, de 1985

Discografia da banda

Revoluções por Minuto, de 1985
Quatro Coiotes, de 1988
Paulo Ricardo & RPM, de 1993
Elektra, previsto para este ano

(Com informações da Agência Estado)

Dilma gerencia primeira grande crise em cinco meses

Há pouco mais de um mês a presidente Dilma Rousseff estava nas nuvens: seu governo havia sido aprovado por mais da metade dos brasileiros na primeira pesquisa de opinião após a cerimônia de posse. Mas a paz que reinava sobre o Palácio do Planalto sofreu grandes abalos nos últimos dias. A semana começou com a oposição tentando convocar na Câmara dos Deputados o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e terminou com a ameaça de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o aumento do patrimônio do número dois do Planalto.

Uma coisa é certa entre os governistas: já existe uma crise a ser contornada. Até agora, essa função está a cargo da assessoria da Casa Civil – que, aliás, terceirizou o serviço. A agência FSB é especializada em gerenciamento de crises. A Presidência, por enquanto, não cogita realizar nenhum tipo de pesquisa de opinião sobre o provável abalo na aprovação do governo diante das reportagens que têm afetado a imagem de Palocci.  

Por coincidência ou não, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, esteve nesta sexta-feira com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada. Franklin já havia se deparado com crises no governo anterior e, neste quesito, tem mais experiência politica do que a atual ministra Helena Chagas. Ela, aliás, não foi chamada ao encontro. Oficialmente, a reunião foi para tratar de questões pessoais.

No Congresso Nacional, os governistas também lançam suas armas em defesa de Palocci. O deputado Eduardo Cunha (PMDB -RJ), por exemplo, vai argumentar em plenário na próxima semana que os requerimentos semelhantes ao rejeitado na Casa para convocação de Palocci sejam prejudicados. Ele ainda é daqueles que negam abalos no governo. “Não há nenhuma crise”, avalia.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), pensa exatamente o contrário: “Há uma crise instalada no governo que se agravou com o caso Palocci, mas que já era objeto de desalinhamento do entendimento da base governista”. Alvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, faz coro. “São as primeiras turbulências do novo mandato. O caso Palocci certamente tirou a paz da presidente, que terá dificuldades de blindar o ministro e mantê-lo na função”. 

Para a semana que vem, os líderes governistas terão mais uma tarefa: impedir a instalação da CPI. Levando-se em conta que o governo tem maioria na Casa, não será uma função difícil. De qualquer jeito, o movimento da oposição tem dado muito trabalho ao Planalto. 

07 maio 2011

EUA divulgam cinco vídeos caseiros de Osama bin Laden

Em um dos vídeos, bin Laden fala direto à câmera. Segundo o Pentágono, trata-se de uma mensagem aos EUA

Em um dos vídeos, bin Laden fala direto à câmera. Segundo o Pentágono, trata-se de uma mensagem aos EUA (Pentágono/AFP )

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou, neste sábado, vídeos caseiros de Osama bin Laden, apreendidos no esconderijo, onde ele foi morto no último domingo, no Paquistão. As imagens mostram o terrorista assistindo à sua própria imagem na televisão e preparando uma mensagem aos americanos. O Pentágono informou que, ao todo, cinco gravações foram recolhidas no local.

No primeiro vídeo, gravado em outubro ou novembro de 2010, bin Laden aparece usando um chapéu branco, típico dos muçulmanos, e roupas claras. Ele fala direto à câmera do mesmo modo que fez em outras mensagens divulgadas anteriormente pela Al Qaeda. A gravação não tem áudio, mas o Pentágono informou que o comunicado era para os Estados Unidos.

O terrorista aparece assistindo à TV com a barba grisalha, em um dos filmes O terrorista aparece com a barba grisalha

Em um outro vídeo, o terrorista aparece assistindo a um programa sobre ele em uma TV de língua árabe. Bin Laden está sentado no chão e enrolado em uma espécie de cobertor branco, segurando um controle remoto. Segundo a rede britânica BBC, três dos cinco filmes parecem ser um ensaio para a primeira mensagem aos EUA.

O Departamento de Defesa também divulgou um vídeo de propaganda gravado pelo terrorista. Neste filme, a barba dele está bem menos grisalha do que nos demais.

A agência de notícias EFE informou que os clipes foram mostrados a alguns jornalistas no Pentágono, neste sábado. Um alto funcionário da inteligência americana também afirmou que o esconderijo de bin Laden era um "centro de controle e comando ativo", onde o líder da Al Qaeda permanecia no controle estratégico e operacional da organização. Durante a semana, os EUA já haviam dito que encontraram uma quantidade significativa de provas das atividades do terrorista na operação em que ele morreu.