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22 maio 2011

Guarulhos registra aumento de pre�os e de metragens privativas

RENATA CATTARUZZI
COLABORA??O PARA A FOLHA

Ao procurar um im?vel, compradores da classe m?dia encontram nas regi?es vizinhas a S?o Paulo pre?os menores que os da capital.

Nesse cen?rio, Guarulhos (16 km ao norte) est? em alta. Mas, com o crescimento da demanda imobili?ria, o pre?o e o padr?o dos novos apartamentos atingem patamares mais elevados.

O metro quadrado m?dio de uma unidade de tr?s dormit?rios, que custava R$ 2.800 em 2010, saltou para R$ 3.600 nos primeiros meses deste ano, revela pesquisa da empresa Geoimovel feita exclusivamente para a Folha.

O tamanho m?dio desse tipo de im?vel tamb?m subiu -de 68 m? para 88 m?.

"Quanto maior a procura, maior o pre?o, e as incorporadoras est?o percebendo essa demanda", analisa Luiz Paulo Pomp?ia, diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrim?nio).

9? PIB DO PA?S
As mudan?as no setor imobili?rio tamb?m est?o ligadas ao crescimento econ?mico do munic?pio. Guarulhos hoje responde pela segunda maior economia do Estado e ocupa o nono lugar do ranking dos maiores PIBs do pa?s, de acordo com o IBGE (Funda??o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica).

Apesar da car?ncia de transporte p?blico na regi?o, h? acesso direto ? avenida Jacu-P?ssego e ?s vias Presidente Dutra e Ayrton Senna.

Neste m?s, a prefeitura entregou ? Dersa (Desenvolvimento Rodovi?rio S.A.) parecer favor?vel ? constru??o do trecho norte do Rodoanel, que trar? benef?cios a quem mora ou trabalha na cidade.

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17 maio 2011

Queda na expansão agrícola é causa da alta dos preços, diz Banco Mundial

Alimentos

Para Thomas, é preciso uma coordenação internacional para dinamizar a produção mundial (Blue Jean Images)

"Pela primeira vez nos últimos dez anos, o crescimento da produtividade agrícola foi mais lento que o crescimento populacional", diz Vinod Thomas, diretor-geral do Bird

O diretor-geral e vice-presidente sênior do Banco Mundial (Bird), Vinod Thomas, afirmou nesta terça-feira que o principal causador da pressão de preços nos alimentos no mundo é o declínio do ritmo de crescimento da produtividade agrícola. "Pela primeira vez nos últimos dez anos, o crescimento da produtividade agrícola foi mais lento que o crescimento populacional", declarou Thomas, em evento sobre os Brics promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo ele, as regiões mais afetadas são África e Ásia, mas o Brasil também sofre com o problema – embora esteja em situação melhor do que a destes dois continentes. "O problema do aumento da produtividade é global, não apenas da África e da Ásia, mas da América Latina. Isso porque os investimentos das últimas décadas foram direcionados para a área urbana e para a indústria", afirmou.

Subsídios – De acordo com Thomas, houve investimento na área agrícola, porém menos em alimentação e mais no setor de commodities. Na avaliação dele, os principais inibidores de um avanço mais significativo da produtividade agrícola são os subsídios dados por países europeus e os Estados Unidos à produção de alimentos. "Os subsídios de 150 bilhões de dólares para alimentos, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, prejudicam os investimentos para melhorar a produtividade na África e na América Latina", disse. Ele avalia que é preciso uma coordenação internacional para resolver o problema.

O diretor-geral do Bird afirmou que, embora o Brasil não tenha melhorado o suficiente a produção agrícola nas últimas décadas, agora tem uma boa oportunidade de fazê-lo. "O Brasil é um dos países em melhor situação para enfrentar este problema porque, assim como a Rússia, tem uma grande área cultivável e, além disso, os investimentos em pesquisa têm sido direcionados para aumentar a produtividade", disse.

(com Agência Estado)