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19 maio 2011

Schwarzenegger foi pai duas vezes em menos de 15 dias

Schwarzenegger governador Califórnia

Relação extraconjugal pôs um fim ao casamento de 25 anos entre Schwarzenegger e Maria Shriver (Dmitry Kostyukov)

O filho do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger com a empregada da família nasceu poucos dias após seu segundo filho com a mulher, a jornalista Maria Shriver, que já contratou uma advogada especializada em divórcios. A emissora americana de TV CNN indicou nesta quinta-feira que obteve a certidão de nascimento (de 2 de outubro de 1997) do filho de Mildred Patricia Baena, uma imigrante que durante 20 anos e até janeiro passado trabalhou na residência da família do ator.

O documento aponta o homem com o qual Baena estava casada como o pai da criança. A CNN indicou que também obteve documentos segundo os quais o casal se divorciou menos de três semanas depois do nascimento do garoto. O segundo filho de Schwarzenegger e Shriver, Patrick, nasceu em 18 de setembro de 1997.

A traição teria sido um dos motivos que levaram Maria Shriver, de 55 anos, a se separar de Schwarzenegger. Segundo a revista People, ela já teria contratado os serviços de Laura Wasser, uma advogada conhecida em Los Angeles por seu trabalho em casos de divórcio. Fontes ouvidas pela publicação afirmam, contudo, que ela ainda não estaria certa sobre o fim de seu casamento.

Os meios de comunicação informaram que Schwarzenegger forneceu ajuda financeira para a criação de seu filho com Baena, que tem 50 anos, é da Guatemala e vive em um imóvel comprado em junho do ano passado em Bakersfield, Califórnia, a cerca de 150 quilômetros da casa de Schwarzenegger.

(Com agência EFE)

09 maio 2011

Solo de Fukushima tem 130 vezes mais estrôncio radioativo

Tarja para o tema Crise nuclear no Japão

A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa operadora do complexo nuclear de Fukushima, informou nesta segunda-feira ter detectado níveis de estrôncio radioativo 130 vezes acima do normal no solo da usina. A medição foi informada pela rede japonesa NHK.

A Tepco tomou amostras de solo em três pontos diferentes das instalações da central e detectou 570 becquerels de estrôncio-90 e 4.400 becquerels de estrôncio-89 por quilo de terra. Becquerel, homenagem ao físico Henri Becquerel, é a unidade de medida da radioatividade através do tempo. Uma vez inalado, o isótopo radioativo do estrôncio tende a se depositar nos ossos e pode provocar câncer.

As amostras de terra foram extraídas no dia 18 de abril a cerca de 500 metros dos reatores 1 e 2, cujos sistemas de refrigeração ficaram gravemente danificados pelo terremoto e pelo devastador tsunami do dia 11 de março. No mês de março, a empresa já havia detectado estrôncio na terra e também em plantas em áreas a mais de 30 quilômetros da usina nuclear de Fukushima.

Segundo o diretor do Centro de Análise Químicas japonês, Yoshihiro Ikeuchi, os níveis atuais de estrôncio não serão um problema para os técnicos da central, uma vez que trabalham protegidos por máscaras, mas será necessário medir e fazer um acompanhamento dos níveis de radioatividade no ar.

Operários entraram por volta das 4h20 local desta segunda-feira (16h20 de Brasília) no prédio do reator 1 para tentar restaurar seu sistema de refrigeração. Eles permaneceram em seu interior por cerca de meia hora e tomaram medidas de radiação. Passados quase dois meses da tragédia, o Japão ainda não conseguiu ainda controlar a situação em Fukushima.

Pesca - O governo japonês comunicou aos pescadores que é seguro trabalhar em águas além de 30 quilômetros de distância da usina nuclear de Fukushima. Muitos pescadores tinham deixado momentaneamente seu trabalho por medo dos níveis de radiação. A Agência de Pesca do Japão enviou essa notificação a representantes da indústria pesqueira e às prefeituras próximas à central depois que a Comissão de Segurança Nuclear fez uma análise da radiação submarina e não encontrou risco para os pescadores.

(com EFE)

07 maio 2011

Morador de Palmas gasta quatro vezes mais com Câmara Municipal do que habitante da cidade de São Paulo

Câmara Municipal de Palmas (TO)<br />

Câmara Municipal de Palmas (TO), a mais cara por habitante entre todas as capitais (Lia Mara/Jornal do Tocantins)

“O Legislativo brasileiro se transformou num poder irrelevante e ainda é o mais caro do mundo”, Claudio Abramo, presidente da ONG Transparência Brasil

Só no ano passado, os vereadores das 26 capitais brasileiras custaram mais de 1,6 bilhão de reais aos cofres públicos. A cidade que desembolsou mais dinheiro com o Poder Legislativo foi o Rio de Janeiro, que utilizou mais de 300 milhões de reais para manter uma estrutura de apoio a 51 parlamentares. Mas é em Palmas que os vereadores mais pesam no bolso da população. Para atender aos esparsos 228.000 habitantes da capital do Tocantins, a Câmara Municipal consome 18 milhões de reais – mais de 80 reais por morador a cada ano.

O número de cadeiras no Poder Legislativo varia a cada município, já que é determinado pelo número de habitantes. A capital mais populosa do país, São Paulo, tem o número máximo de cadeiras – 55. Apesar de destinar à Câmara Municipal 267 milhões de reais por ano, o custo não é tão alto para os moradores. São cerca de 23 reais para cada paulistano, o menor valor entre todas as capitais. Mas ao considerar quanto cada vereador pesa no orçamento, São Paulo alcança o segundo lugar. Cada político custa 4,8 milhões de reais para a Câmara, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde esse valor bate os 6 milhões.

Para sustentar os parlamentares, cada prefeitura desembolsa um valor determinado pelos próprios políticos. O montante, que varia entre 13 e 310 milhões de reais nas capitais brasileiras, paga o salário dos vereadores e suas dezenas de assessores, além das despesas comuns. O mais difícil é enxergar resultado em tamanho investimento. “Compramos um Fusca velho pelo preço de uma Ferrari”, afirma Claudio Abramo, presidente da ONG Transparência Brasil, que monitora a atuação dos políticos eleitos. “O Legislativo brasileiro se transformou num poder irrelevante e ainda é o mais caro do mundo.”

Custo-benefício –
Ao contrário das atividades dos prefeitos, governadores ou do presidente, as ações dos vereadores raramente são monitoradas pelos cidadãos. A distância do eleitorado é um problema grave, já que são eles os responsáveis pela produção e fiscalização das normas locais que regem a vida do cidadão. Longe dos olhos dos eleitores, os parlamentares sentem-se pouco pressionados a cumprir sua função.

Entre suas principais atribuições está fiscalizar o Poder Executivo municipal, da gestão aos gastos do orçamento. “O problema é que o Executivo compra o apoio do parlamento via distribuição de cargos. É uma usina de corrupção, pois ao invés de servir aos cidadãos, servem aos partidos, a quem os patrocinou”, afirma Abramo. “Sua outra função, que é legislar, também não é cumprida.”

Irrelevância Um levantamento realizado pela ONG Transparência Brasil avaliou o trabalho dos vereadores em algumas capitais durante quatro anos. A conclusão foi de que o Poder Legislativo municipal está mais preocupado em mudar nomes de ruas e avenidas, prestar homenagens e definir datas comemorativas. No Rio de Janeiro, foram aprovados 1.572 projetos na Câmara Municipal entre 2005 e 2008. Destes, apenas 209 se referiam a assuntos com impacto concreto sobre a cidade – menos de 15%.

O tema preferido entre os vereadores cariocas nesse período foi a homenagem. Mais de mil propostas para a entrega de medalhas, diplomas e títulos de cidadão honorário foram aprovadas, com uma taxa de sucesso de 95%. Enquanto isso, iniciativas como a criação de um código de ética na Câmara ou o projeto de disponibilizar à população o orçamento detalhado foram sumariamente recusadas.

São Paulo sofreu um fenômeno semelhante, mas a febre foi com nomes de logradouros. No período pesquisado pela Transparência Brasil, 648 dos 3.000 projetos apresentados propunham a alteração de ruas e avenidas. Em 2009, o vereador Agnaldo Timóteo (PP) chegou a sugerir a mudança do nome Parque Ibirapuera para Parque Michael Jackson, em homenagem ao cantor morto naquele ano. Felizmente, a proposta pareceu absurda até para os políticos que renomeiam mais de 200 logradouros a cada mandato.

Ainda pior é a situação da Câmara Municipal mais cara entre as capitais. Ao contrário de São Paulo ou do Rio de Janeiro, os vereadores de Palmas não divulgam todas as suas propostas no site oficial. No endereço eletrônico, é possível consultar alguns projetos de lei – sem a possibilidade de pesquisa ou de consulta ao documento. Tampouco é divulgada a presença dos parlamentares em Plenário ou Comissões. Se o trabalho dos vereadores for tão eficiente quanto a transparência na Câmara, os moradores de Palmas estão pagando muito caro pelo Poder Legislativo municipal.