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28 maio 2011

VEJA BRASÍLIA Comer & Beber premia os melhores da cidade

Prato do Gazebo, um dos vencedores na categoria 'Restaurantes' da VEJA BRASÍLIA Comer& Beber

Prato do Gazebo, um dos vencedores na categoria 'Restaurantes' da VEJA BRASÍLIA Comer& Beber (Ligia Skowronski)

Em sua 10ª edição, o especial de VEJA Brasília “Comer & Beber” chega às bancas neste sábado com boas novidades. Durante três meses, nossa equipe de jornalistas garimpou um roteiro com 480 opções com o melhor da gastronomia da capital federal, distribuídos entre restaurantes, bares e casas de comidinhas.

Além disso, um júri formado por trinta personalidades da cidade elegeu os melhores endereços em trinta categorias.

22 maio 2011

S�o Paulo � a 6� cidade em n�mero de bilion�rios

S?o Paulo ? a sexta cidade com mais bilion?rios no mundo, superando cidades como T?quio e Los Angeles, segundo a revista "Forbes".

De acordo com o levantamento, S?o Paulo tem 21 bilion?rios (como Ant?nio Erm?rio de Moraes e Abilio Diniz), que, juntos, acumulam um patrim?nio de US$ 85 bilh?es --mais que o dobro de todos os bens e servi?os produzidos no Uruguai no ano passado, por exemplo.

Pelos crit?rios da revista, o Rio de Janeiro aparece a seguir, com tr?s (entre eles Eike Batista, a pessoa mais rica do pa?s), e Londres abriga dois bilion?rios brasileiros.

No ano passado, S?o Paulo aparecia com 14 bilion?rios no ranking da "Forbes", com uma fortuna somada de US$ 58 bilh?es.

Apesar da expans?o de 45% no patrim?nio de 2010 para c?, a cidade n?o ? a l?der na Am?rica Latina nesse crit?rio.

Mesmo contando com 12 bilion?rios menos que S?o Paulo, as pessoas mais ricas da Cidade do M?xico t?m uma fortuna de US$ 122 bilh?es --mais da metade desse dinheiro vem do empres?rio Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, com US$ 74 bilh?es.

J? Rio, Santiago e Buenos Aires est?o bem atr?s.

No total, 30 brasileiros apareceram na lista deste ano da "Forbes", 12 a mais que em 2010, com patrim?nio de US$ 131 bilh?es.

OUTRAS CIDADES

Apesar de EUA e China serem os pa?ses com mais bilion?rios, ? a russa Moscou que lidera no total: s?o 79 pessoas com pelo menos US$ 1 bilh?o, 20 a mais que Nova York, segunda colocada.

O patrim?nio dos bilion?rios russos foi alavancado neste ano com a valoriza??o das commodities (como petr?leo e g?s natural), parte importante do seu portf?lio.

Mesmo que muitos desses russos passem boa parte do ano em cidades como Nova York ou Londres (caso, por exemplo, de Roman Abramovich, dono do clube de futebol Chelsea), a "Forbes" disse ter usado o crit?rio da "resid?ncia prim?ria" --a regra vale para todos os bilion?rios da lista.

Os Estados Unidos t?m 4 cidades entre as 15 com mais bilion?rios, enquanto a China conta com 3. Outras cidades de pa?ses emergentes tamb?m aparecem no topo da lista, como Mumbai, na ?ndia, e Istambul, na Turquia.

O mais recente levantamento da "Forbes" apontou 1.210 pessoas com fortuna superior a US$ 1 bilh?o. Juntas, elas t?m US$ 4,5 trilh?es, ou mais que o dobro do PIB brasileiro no ano passado.

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Guarulhos trata apenas 15% do esgoto da cidade

Quem pretende morar em Guarulhos deve se lembrar de que a cidade trata apenas 15% dos esgotos coletados. A primeira esta??o de tratamento do munic?pio entrou em opera??o em setembro de 2010. At? o final do ano, a previs?o ? que essa porcentagem chegue a 35%, segundo a prefeitura do munic?pio.

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Emaranhado de cabos que orgulhava Bangcoc agora impede o progresso da cidade

UOL EconomiaEmaranhado de cabos que orgulhava Bangcoc agora impede o progresso da cidade22/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLMiguel F. Rovira.

Bangcoc, 22 mai (EFE).- A enorme polui??o visual dos milhares de quil?metros de cabo que a cidade de Bangcoc exibe alguns metros acima do pavimento foi um s?mbolo de progresso at? bem pouco tempo atr?s, mas as autoridades tailandesas se deram conta do desastre que eles representavam.

Muitos anos de improvisa??o urban?stica e tamb?m de per?cia dos oper?rios, que evitaram os obst?culos para instalar milhares de cip?s el?tricos, fizeram com que a cidade tenha uma das piores paisagens da ?sia.

Cabos antigos e novos, de diversas cores e di?metros, revestidos com todo tipo de material ou com a capa negra que se desprende devido ? exposi??o ao sol, balan?am com as rajadas de vento, dando a impress?o de que s?o enguias que se retorcem pelo labirinto de ruas e becos de Bangcoc.

A aplica??o desses cabos de alta tens?o, destinados ? ilumina??o p?blica e a levar eletricidade aos lares e arranha-c?us da cidade, ? um desafio ? l?gica e ? mem?ria do cidad?o que pretenda lembrar o que est? conectado a cada um dos cabos.

Est?o enrolados aos postes, atados aos sinais de tr?nsito ou amarrados nos galhos, passam pelas cavidades abertas nos troncos das ?rvores, penetram por orif?cios dentro das casas, circundam grandes transformadores e tamb?m encobrem as fachadas de edif?cios e cartazes publicit?rios.

Os antigos governantes de Bangcoc estavam pouco interessados em ocultar as redes de servi?os p?blicos e preferiram exibi-los como s?mbolos da modernidade e do bem-estar.

Ironicamente, esse fetiche pela modernidade ? agora um empecilho para a reconvers?o industrial, que requer que dezenas de milhares de quil?metros de cabos sejam enterrados e outros tantos postes sejam destru?dos.

Enterrar todos os cabos representa um projeto que, al?m de custar pelo menos 15 vezes mais que instal?-los no alto, colocar? de pernas para o ar uma metr?pole onde abundam os labirintos de becos e os engarrafamentos.

"Os habitantes n?o ligam para o aspecto dos cabos. Para quase todos eles ? muito normal e ? consequ?ncia da moderniza??o", afirma ? Ag?ncia Efe o engenheiro civil Praphat Uthapan, de 44 anos, formado em Cingapura, considerado um exemplo urban?stico pelos pa?ses do Sudeste Asi?tico.

As autoridades e empresas p?blicas de Bangcoc est?o h? quatro anos concentradas em negocia??es que, por enquanto, enterraram algumas dezenas de quil?metros de cabos em uma cidade de 1.570 quil?metros quadrados.

O problema ? que, na Tail?ndia, os projetos de grande envergadura frequentemente se arrastam por causa das disputas entre os minist?rios que reivindicam a jurisdi??o e o Governo e as companhias que disputam os contratos. Esta obra fara?nica est? or?ada em cerca de US$ 8,1 bilh?es.

07 maio 2011

Morador de Palmas gasta quatro vezes mais com Câmara Municipal do que habitante da cidade de São Paulo

Câmara Municipal de Palmas (TO)<br />

Câmara Municipal de Palmas (TO), a mais cara por habitante entre todas as capitais (Lia Mara/Jornal do Tocantins)

“O Legislativo brasileiro se transformou num poder irrelevante e ainda é o mais caro do mundo”, Claudio Abramo, presidente da ONG Transparência Brasil

Só no ano passado, os vereadores das 26 capitais brasileiras custaram mais de 1,6 bilhão de reais aos cofres públicos. A cidade que desembolsou mais dinheiro com o Poder Legislativo foi o Rio de Janeiro, que utilizou mais de 300 milhões de reais para manter uma estrutura de apoio a 51 parlamentares. Mas é em Palmas que os vereadores mais pesam no bolso da população. Para atender aos esparsos 228.000 habitantes da capital do Tocantins, a Câmara Municipal consome 18 milhões de reais – mais de 80 reais por morador a cada ano.

O número de cadeiras no Poder Legislativo varia a cada município, já que é determinado pelo número de habitantes. A capital mais populosa do país, São Paulo, tem o número máximo de cadeiras – 55. Apesar de destinar à Câmara Municipal 267 milhões de reais por ano, o custo não é tão alto para os moradores. São cerca de 23 reais para cada paulistano, o menor valor entre todas as capitais. Mas ao considerar quanto cada vereador pesa no orçamento, São Paulo alcança o segundo lugar. Cada político custa 4,8 milhões de reais para a Câmara, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde esse valor bate os 6 milhões.

Para sustentar os parlamentares, cada prefeitura desembolsa um valor determinado pelos próprios políticos. O montante, que varia entre 13 e 310 milhões de reais nas capitais brasileiras, paga o salário dos vereadores e suas dezenas de assessores, além das despesas comuns. O mais difícil é enxergar resultado em tamanho investimento. “Compramos um Fusca velho pelo preço de uma Ferrari”, afirma Claudio Abramo, presidente da ONG Transparência Brasil, que monitora a atuação dos políticos eleitos. “O Legislativo brasileiro se transformou num poder irrelevante e ainda é o mais caro do mundo.”

Custo-benefício –
Ao contrário das atividades dos prefeitos, governadores ou do presidente, as ações dos vereadores raramente são monitoradas pelos cidadãos. A distância do eleitorado é um problema grave, já que são eles os responsáveis pela produção e fiscalização das normas locais que regem a vida do cidadão. Longe dos olhos dos eleitores, os parlamentares sentem-se pouco pressionados a cumprir sua função.

Entre suas principais atribuições está fiscalizar o Poder Executivo municipal, da gestão aos gastos do orçamento. “O problema é que o Executivo compra o apoio do parlamento via distribuição de cargos. É uma usina de corrupção, pois ao invés de servir aos cidadãos, servem aos partidos, a quem os patrocinou”, afirma Abramo. “Sua outra função, que é legislar, também não é cumprida.”

Irrelevância – Um levantamento realizado pela ONG Transparência Brasil avaliou o trabalho dos vereadores em algumas capitais durante quatro anos. A conclusão foi de que o Poder Legislativo municipal está mais preocupado em mudar nomes de ruas e avenidas, prestar homenagens e definir datas comemorativas. No Rio de Janeiro, foram aprovados 1.572 projetos na Câmara Municipal entre 2005 e 2008. Destes, apenas 209 se referiam a assuntos com impacto concreto sobre a cidade – menos de 15%.

O tema preferido entre os vereadores cariocas nesse período foi a homenagem. Mais de mil propostas para a entrega de medalhas, diplomas e títulos de cidadão honorário foram aprovadas, com uma taxa de sucesso de 95%. Enquanto isso, iniciativas como a criação de um código de ética na Câmara ou o projeto de disponibilizar à população o orçamento detalhado foram sumariamente recusadas.

São Paulo sofreu um fenômeno semelhante, mas a febre foi com nomes de logradouros. No período pesquisado pela Transparência Brasil, 648 dos 3.000 projetos apresentados propunham a alteração de ruas e avenidas. Em 2009, o vereador Agnaldo Timóteo (PP) chegou a sugerir a mudança do nome Parque Ibirapuera para Parque Michael Jackson, em homenagem ao cantor morto naquele ano. Felizmente, a proposta pareceu absurda até para os políticos que renomeiam mais de 200 logradouros a cada mandato.

Ainda pior é a situação da Câmara Municipal mais cara entre as capitais. Ao contrário de São Paulo ou do Rio de Janeiro, os vereadores de Palmas não divulgam todas as suas propostas no site oficial. No endereço eletrônico, é possível consultar alguns projetos de lei – sem a possibilidade de pesquisa ou de consulta ao documento. Tampouco é divulgada a presença dos parlamentares em Plenário ou Comissões. Se o trabalho dos vereadores for tão eficiente quanto a transparência na Câmara, os moradores de Palmas estão pagando muito caro pelo Poder Legislativo municipal.