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28 maio 2011

Brasil e Argentina retomam negocia��es sobre entraves na pr�xima semana

UOL EconomiaBrasil e Argentina retomam negocia??es sobre entraves na pr?xima semana27/05/2011UOL Economia - AFP4@UOLEconomia #UOLBUENOS AIRES, Argentina, 27 Mai 2011 (AFP) -As negocia??es entre Brasil e Argentina para superar os entraves comerciais ser?o retomadas na pr?xima quinta-feira, em Bras?lia, informou nesta sexta um funcion?rio do minist?rio argentino da Ind?stria.

"Nos telefonaram hoje e propuseram uma reuni?o para a pr?xima quinta-feira, em Bras?lia", disse o funcion?rio ? AFP.

O secret?rio argentino da Ind?stria, Eduardo Bianchi, viajar? a Bras?lia para retomar as discuss?es com seu hom?logo brasileiro, Alessandro Teixeira, que ambos iniciaram na segunda-feira passada, em Buenos Aires.

Na Argentina, Teixeira e Bianchi avan?aram na quest?o do licenciamento n?o autom?tico das importa??es, e concordaram em "liberar gradativamente as licen?as pendentes".

Al?m disso, ambos os governos acertaram fortalecer a??es dirigidas a promover o desenvolvimento produtivo integrado e definir uma agenda de trabalho para os temas estruturais, com especial aten??o aos setores sens?veis e estrat?gicos para cada pa?s.

O conflito foi desatado h? 11 dias, quando o Brasil freou a entrada de 3.000 ve?culos argentinos, ao aplicar sobre eles o sistema de licen?as n?o autom?ticas, diante de restri??es da Argentina sobre a venda de autope?as, cal?ados e eletrodom?sticos, entre outros.

Argentina e Brasil retomar�o negocia��es para superar tens�es na quinta-feira

UOL EconomiaArgentina e Brasil retomar?o negocia??es para superar tens?es na quinta-feira28/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBuenos Aires, 28 mai (EFE).- O secret?rio de Ind?stria argentino, Eduardo Bianchi, se reunir? na pr?xima quinta-feira em Bras?lia com o secret?rio-executivo do Minist?rio do Desenvolvimento, Ind?stria e Com?rcio Exterior, Alessandro Teixeira, para retomar as negocia??es a respeito do conflito comercial gerado entre os dois pa?ses.

Bianchi e Teixeira acertaram o encontro durante uma conversa por telefone, em um momento em que mais de 4.500 autom?veis argentinos permanecem retidos na alf?ndega do Brasil pela imposi??o de barreiras ? importa??o de ve?culos, confirmaram neste s?bado fontes oficiais.

Os secret?rios conclu?ram na ter?a-feira dois dias de reuni?es em Buenos Aires para encontrar uma solu??o ? situa??o gerada ap?s a decis?o brasileira divulgada h? duas semanas de impor licen?as n?o autom?ticas ? importa??o de autom?veis, mecanismo que permite elevar o prazo para a autoriza??o da entrada de bens ao pa?s.

A medida foi interpretada na Argentina como uma repres?lia ?s barreiras que o pa?s imp?e a produtos procedentes do Brasil, como eletrodom?sticos, artigos t?xteis, sapatos e alimentos, cuja entrada no mercado local foi motivo de controv?rsia e negocia??es nos ?ltimos anos.

Segundo um breve comunicado divulgado pelo Minist?rio de Ind?stria argentino, Bianchi e Teixeira avan?aram nas negocia??es para "liberar gradualmente as licen?as n?o autom?ticas pendentes".

Al?m disso, o Governo Federal anunciou na quinta-feira passada a autoriza??o para a entrada de mil ve?culos argentinos, em um gesto de "boa vontade" para chegar a um entendimento bilateral.

No entanto, a Associa??o de F?bricas de Automotores da Argentina (Adefa) advertiu nesta semana que os impedimentos ao ingresso de autom?veis no pa?s vizinho persistem e que neste fim de semana pode chegar a 7 mil o n?mero os ve?culos retidos.

As multinacionais do setor automotivo estabelecidas na Argentina e no Brasil analisam a possibilidade de "repensar" seus programas de produ??o caso o lit?gio persista na pr?xima semana, advertiram ? Ag?ncia Efe porta-vozes da Adefa.

O com?rcio bilateral de autom?veis ? o ?nico que tem super?vit para a Argentina - aproximadamente US$ 413 milh?es - na balan?a com o Brasil. No seu conjunto, as trocas comerciais registraram d?ficit para Buenos Aires de US$ 4 bilh?es no ano passado.

Brasil e argentina acertam libera��o de US$ 40 mi em produtos travados

27 maio 2011

Honda fabricar� City na Argentina

BUENOS AIRES, Argentina, 26 Mai 2011 (AFP) -A montadora japonesa Honda produzir? na Argentina o ciclo completo do City, substituindo em 100% as importa??es deste modelo, informou nesta quinta-feira o minist?rio da Ind?stria.

Com um investimento global previsto de 250 milh?es de d?lares, a Honda montar? o City na nova f?brica de Campana, ao norte de Buenos Aires, e pretende exportar o modelo ao Brasil a partir de 2012, na vers?o flex.

O an?ncio ocorre no momento em que Brasil e Argentina buscam uma sa?da ao conflito comercial gerado pela aplica??o de restri??es ?s importa??es por parte dos dois s?cios do Mercosul.

O conflito foi desatado exatamente com a decis?o do Brasil em frear a entrada de 3.000 ve?culos argentinos, ao aplicar sobre eles o sistema de licen?as n?o autom?ticas, diante de restri??es da Argentina sobre a venda de autope?as, cal?ados e eletrodom?sticos, entre outros.

No momento, 80% das exporta??es de ve?culos argentinos se destinam ao Brasil, gerando anualmente cerca de 7 bilh?es de d?lares.

25 maio 2011

Avan�am negocia��es comerciais entre Brasil e Argentina

UOL EconomiaAvan?am negocia??es comerciais entre Brasil e Argentina24/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLBuenos Aires, 24 mai (EFE).- O secret?rio-executivo do Minist?rio do Desenvolvimento, Ind?stria e Com?rcio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e o secret?rio de Ind?stria da Argentina, Eduardo Bianchi, conseguiram nesta ter?a-feira fazer avan?ar as negocia??es comerciais bilaterais, informaram fontes oficiais ao t?rmino de um encontro de dois dias entre os dois funcion?rios.

Bianchi e Teixeira se reuniram em Buenos Aires para encontrar uma solu??o ?s novas tens?es comerciais suscitadas entre os dois pa?ses ap?s a decis?o do Governo brasileiro de restringir a importa??o de autom?veis, atrav?s da imposi??o de licen?as n?o autom?ticas, um mecanismo que permite regular e ampliar o prazo para autorizar a entrada de bens no pa?s.

Segundo um breve comunicado do Minist?rio de Ind?stria argentino, os dois secret?rios "examinaram quest?es relacionadas ao com?rcio bilateral, com foco nos temas expostos pelos ministros de Ind?stria nas cartas que trocaram nas ?ltimas semanas".

"Os dois Governos decidiram fortalecer a??es dirigidas a promover o desenvolvimento produtivo integrado e definir?o uma agenda de trabalho para os temas estruturais, com especial aten??o nos setores sens?veis e estrat?gicos para cada pa?s", destaca o texto oficial.

A nota ressalta que ambos acordaram uma nova reuni?o em breve para levar adiante os entendimentos bilaterais e se comprometeram a garantir uma periodicidade mensal para as reuni?es da Comiss?o de Monitora??o do Com?rcio Bilateral.

No in?cio deste ano, a Argentina aumentou fortemente o universo de produtos aos quais aplica licen?as n?o autom?ticas para proteger sua ind?stria, o que suscitou cr?ticas dos exportadores brasileiros e motivou v?rias reuni?es em n?vel governamental entre funcion?rios dos dois pa?ses.

Embora o Governo de Cristina Kirchner tenha afirmado ent?o que os produtos brasileiros n?o seriam prejudicados, o titular do MDIC, Fernando Pimentel, se queixou h? duas semanas dos problemas que afetam as exporta??es brasileiras para ingressar no mercado argentino, especialmente no setor de alimentos.

Justo um dia depois, o Governo Dilma Rousseff imp?s as restri??es ? importa??o de ve?culos automotores de todo o mundo, medida interpretada na Argentina como uma repres?lia ?s barreiras que Buenos Aires imp?e aos alimentos brasileiros.

Pimentel argumentou que a medida tinha por objetivo defender a ind?stria local e n?o prejudicar um pa?s espec?fico, mas a ministra de Ind?stria argentina, D?bora Giorgi, enviou uma dura carta na qual acusou o Brasil de impor barreiras ?s exporta??es argentinas.

A ministra argentina qualificou a medida imposta por seu parceiro comercial de "intempestiva e sem aviso", e advertiu que a resolu??o afeta 50% do com?rcio bilateral.

Na quinta-feira passada, como um "gesto de boa vontade" para um entendimento bilateral, o Governo brasileiro liberou a importa??o de autom?veis argentinos barrados na fronteira.

22 maio 2011

Em reunião nesta segunda-feira, Brasil e Argentina abordam medidas protecionistas

O secretário da Indústria argentino, Eduardo Bianchi, se reunirá nesta segunda-feira e nesta terça-feira em Buenos Aires com o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Alessandro Teixeira, para abordar as medidas protecionistas adotadas pelos dois países, de acordo com fontes oficiais. A reunião de dois dias, estipulada na última terça-feira pela ministra argentina de Indústria, Débora Giorgi, e pelo embaixador do Brasil em Buenos Aires, Enio Cordeiro, antecipará um próximo encontro entre os ministros dos dois países.

O Governo brasileiro impôs na semana passada licenças não automáticas à importação de automóveis de todo o mundo, mas a medida foi interpretada na Argentina como uma represália às barreiras que o país impõe aos alimentos procedentes do Brasil. De fato, o Brasil impôs as restrições um dia depois que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, reclamou dos problemas que afetam produtos brasileiros, especialmente alimentos, para ingressar ao mercado argentino.

A ministra argentina Débora Giorgi qualificou a medida imposta pelo Brasil como "intempestiva" e enviou uma dura carta a Pimentel, na qual defendeu as medidas adotadas pela Argentina e acusou seu principal parceiro comercial de impor múltiplas barreiras às exportações argentinas. Além disso, Débora assegurou que a resolução aprovada pelo Brasil afeta 50% do comércio bilateral.

(Com agência Efe)

19 maio 2011

Argentina começa a resgatar corpos após acidente aéreo

Membros da Defesa Civil, policiais e bombeiros iniciaram, nesta quinta-feira, o resgate dos corpos de 22 pessoas mortas em um acidente aéreo, na noite de quarta, na província de Río Negro, no sul da Argentina. “As equipes continuam trabalhando na área realizando operações de resgate dos corpos", indica um comunicado da companhia argentina Sol, responsável pela aeronave.

O avião, um SAAB 340 com capacidade para 34 passageiros, havia decolado na província de Neuquén às 20h08 da quarta-feira com destino à cidade patagônica de Comodoro Rivadavia. Contudo, às 20h50 estabeleceu o último contato, informando que havia uma emergência. A aeronave caiu na região de Prahuaniyeu, vizinha à cidade dos Menucos -  que fica a 1.387 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires - quando voava a uma altura muito baixa, segundo testemunhas.

O local da tragédia, onde trabalhavam cerca de 60 bombeiros e membros da Defesa Civil nesta quinta, foi cercado para que os peritos pudessem concluir a coleta de informações. A prefeita da cidade de Menucos, Mabel Yahuar, e funcionários do município compareceram à região e comprovaram que não houve sobreviventes.

Entre os 19 passageiros que perderam a vida está uma jovem de 20 anos e seu bebê de 10 meses. Outros três tripulantes da companhia aérea também morreram. Embora a lista de passageiros já tenha sido divulgada, a assessoria de imprensa do Itamaraty ainda não soube informar se há brasileiros entre os mortos.

Causas - A companhia aérea Sol decidiu suspender seus voos no sul do país nesta quinta-feira. Inicialmente, o acidente foi atribuído ao acúmulo de gelo nas asas e no aerofólios do avião. Contudo, a empresa informou que as causas da tragédia ainda não estão claras. “Diante de alguns episódios inexatos e falsos, reiteramos que até o momento não existe evidência alguma sobre as causas do acidente que será investigado oportunamente pela Junta de Acidentes da Administração Nacional de Aviação Civil", disse um comunicado da companhia.

"É imprudente falar das causas desta tragédia: é preciso esperar as perícias técnicas tanto da Junta de Acidentes Aeronáuticos como da SAAB, a fabricante sueca do avião", afirmou Carlos Rinzelli, diretor do sindicato de pilotos. "É preciso esperar pelo menos dois meses para ter um julgamento certo do ocorrido e avaliar as circunstâncias. Os aviões que estão voando cumprem com todas as medidas de segurança", declarou o sindicalista.

(Com agência EFE)

Acidente de avião na Argentina mata 22

Um avião da empresa aérea argentina Sol com 22 pessoas a bordo caiu na noite desta quarta-feira na província de Río Negro, no sul do país. Não há sobreviventes, segundo Mabel Yahuar, prefeita da localidade de Los Menucos, na província de Río Negro, distante 35 quilômetros do local onde foram encontrados os destroços do avião.

De acordo com o comunicado da empresa argentina, a aeronave partiu com 19 passageiros, dois pilotos e uma aeromoça. Os nomes não foram divulgados.

O voo 5428 fazia a rota Córdoba - Comodoro Rivadavia, com escalas em Mendoza e Neuquén. O avião havia decolado de Neuquén às 20h08 para cumprir o trecho final até Comodoro Rivadavia e às 20h50 a tripulação comunicou uma emergência, no último contato feito com os controladores de tráfego aéreo.

"A companhia aérea já realizou todos os protocolos comuns a este tipo de situação, avisando os aeroportos envolvidos (na decolagem e na previsão de aterrissagem), os aeroportos alternativos, o centro de controle aéreo da Administração Nacional de Aviação Civil e a Secretaria de Transporte da Argentina", disse a empresa.

Um porta-voz do Governo de Río Negro disse a uma emissora local que a aeronave enviara três avisos de emergência porque uma de suas asas teria congelado.

(com EFE)

17 maio 2011

Brasil e Argentina marcam para a próxima semana discussão sobre barreiras

Dilma Rousseff e Cirstina Kirchner

Data e local da reunião ainda precisam ser definidos (Juan Mabromata/AFP)

Brasil e Argentina decidiram nesta terça-feira, em Buenos Aires, realizar na próxima semana uma reunião de secretários da Indústria para iniciar negociações com o objetivo de resolver o conflito comercial entre os dois países, informou o Ministério da Indústria argentino em comunicado. "O secretário da Indústria, Eduardo Bianchi, se reunirá na próxima semana com seu colega brasileiro da Indústria, Alessandro Teixeira, como foi negociado nesta terça-feira com a ministra da Indústria, Débora Giorgi, e o embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro", afirma o documento.

A nota oficial explica que ainda será necessário marcar um dia para o encontro e definir se ele acontecerá em Buenos Aires ou em Foz do Iguaçu. A nota destaca que os dois governos começaram a entrar em consenso e a coordenar os temas da agenda que serão abordados na reunião bilateral.

A crise foi instalada na semana passada, quando o governo brasileiro congelou as exportações argentinas de automóveis e autopeças, que já haviam gerado à Argentina 7 bilhões de dólares em vendas apenas este ano. As licenças não automáticas dispostas por Brasília foram interpretadas por setores da indústria argentina como uma represália às tarifas que a presidente argentina, Cristina Kirchner, impôs recentemente a alimentos, maquinários agrícolas e calçados brasileiros, além de outras mercadorias.

"Tivemos um encontro positivo. Tanto a Argentina quanto o Brasil irão respeitar sua relação de sócios estratégicos. Os secretários da Indústria trabalharam sob uma agenda que incluirá todos os temas pendentes, pontuais e estruturais", afirmou a ministra da Indústria argentina, Débora Giorgi. A Câmara Argentina de Importadores admitiu atravessar o momento de maior tensão comercial com o Brasil.

Exportação – O Brasil corresponde a 80% das exportações de veículos argentinos, o que representava 447.000 unidades rumo ao país em 2010. Em relação às autopeças, 65% da produção argentina é direcionada ao Brasil, segundo estimativas da consultora Abeceb.com.

O Brasil, por sua vez, tem na Argentina seu terceiro mais importante sócio comercial, depois de China e Estados Unidos. A soma do volume bilateral de intercâmbio foi de cerca de 33 bilhões de dólares em 2010. Deste total, pouco mais de 4 bilhões são de vendas brasileiras para Argentina, segundo cifras oficiais.

Comércio – O Mercosul – composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – tem atravessado desde seu nascimento, em 1991, ardorosos conflitos comerciais, incitados sempre pelos governos que o consideram um bloco estratégico.

No ano em que a Argentina promove eleições presidenciais, o poderoso Sindicato de Mecânicos do país lançou, nesta terça-feira, um alerta para afirmar que a produção e os postos de trabalho da sede da General Motors, em Rosário, no norte do país, corriam risco de cair, pois 60% de suas vendas se dirigem ao Brasil. A indústria automotiva é a locomotiva do crescimento fabril na Argentina, representando quase 50% do aumento na produção industrial do país, segundo cálculos das fabricantes de veículos.

(com AFP)

14 maio 2011

Argentina diz que não negocia com o Brasil sob pressão

Ministro do desenvolvimento Fernando Pimentel

Em retaliação às barreiras comerciais impostas pela Argentina, Pimentel adotou medidas que dificultam a entrada de carros vindos da Argentina (Sérgio Lima/Folhapress)

Os ministros de Indústria do Brasil, Fernando Pimentel, e da Argentina, Débora Giorgi, tiveram a primeira conversa telefônica, na noite desta sexta-feira, após trocas de ríspidas correspondências nos últimos dias em razão das barreiras mútuas ao comércio bilateral, conforme informou uma fonte do Ministério de Indústria da Argentina.

A ministra teria dito a seu colega brasileiro que não se pode negociar sob pressão. Pimentel teria pedido um prazo de 48 horas para dar uma resposta. Uma reunião poderá ser marcada para o início da próxima semana, com o objetivo de iniciar o processo de negociação sobre os contenciosos comerciais entre os dois países.

Débora Giorgi rejeitou a proposta de Pimentel para realizar uma reunião de negociação em Brasília. E sugeriu um lugar mais neutro: em Foz do Iguaçu, na fronteira entre os dois países. "É importante que os dois países se mobilizem para buscar um diálogo", disse a fonte do ministério.

13 maio 2011

“Estava na hora de impor limites à Argentina”, defende Skaf

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, defendeu a decisão do Brasil de dificultar a importação de automóveis. Desde terça-feira, o país não concede de forma automática a licença para circulação dos veículos em território nacional. Sem essa autorização, a entrada dos produtos no país pode demorar até dois meses. Todos os países que exportam veículos para o Brasil foram impactados pela medida, mas o principal objetivo do governo brasileiro é retaliar os argentinos, que têm adotado barreiras para dificultar a entrada de produtos brasileiros no país.

Ele claramente defendeu a medida como resposta brasileira ao descumprimento da promessa de autoridades argentinas para a normalização do desembaraço de mercadorias brasileiras no prazo de 60 dias. A promessa foi feita em fevereiro. No caso dos automóveis, Argentina e Brasil respondem pela metade dos veículos estrangeiros que entram em cada país. Para Paulo Skaf, o Brasil foi tolerante por tempo demais com a Argentina. “Sempre que a balança fica desfavorável para o lado deles, em algum produto, são criadas dificuldades. Estava na hora de impor alguns limites”, disse Skaf, durante um congresso com empresários chineses na sede da federação.

O presidente da Fiesp lembrou que este tipo de situação não é incomum e que, nas relações comerciais, os países devem buscar o equilíbrio. Ele citou a Embraer, que teve a produção do jato de passageiros da família 190 impedida na China, para não oferecer concorrência a um produto similar chinês.

Sobre as críticas da secretária da Indústria argentina, Débora Giorgi, sobre a decisão brasileira, ele brincou. “Ela é minha amiga faz tempo, mas posso lembrar de uma lista de episódios em que fez coisas assim”. Na quinta-feira, ela enviou uma carta ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, rechaçando a decisão.

Skaf avalia ainda que o episódio não irá azedar de vez o Mercosul, já que tudo "deve se normalizar". “O tratado é maior que isso. Se não fosse, já teria acabado há muito tempo”.