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27 maio 2011

Assinante de TV paga via sat�lite supera tecnologia a cabo em abril

UOL EconomiaAssinante de TV paga via sat?lite supera tecnologia a cabo em abril26/05/2011Valor Online4@UOLEconomia #UOLBRAS?LIA - O Brasil registrou a adi??o de 238,3 mil novos assinantes do servi?o de TV por assinatura em abril, segundo dados divulgados hoje pela Ag?ncia Nacional de Telecomunica??es (Anatel). Com expans?o de mercado de 2,3%, o pa?s totalizou 10.657.197 assinantes no ?ltimo m?s.

Pela primeira vez, o servi?o de TV por assinatura via sat?lites (DTH), com 49,2% de participa??o, ultrapassou em n?meros de assinantes da tecnologia a cabo (TVC), com 48,1%. Ap?s registrar no ano passado um per?odo de forte crescimento, o servi?o DTH alcan?ou 45,8% do mercado nacional em dezembro de 2010 e os servi?os prestados via cabo, depois de perder espa?o, fechou aquele ano com 51% de market share.

Nos primeiros quarto meses do ano, o servi?o de TV a cabo contou com a adi??o l?quida de 145,4 mil assinantes, o que correspondeu ao crescimento de 2,92% da base. J? o DTH registrou no mesmo per?odo 769,3 mil novos clientes (17,19%). No ?ltimo m?s, o servi?o de sat?lite contou com um crescimento de 4,4%, enquanto a tecnologia via cabo teve uma expans?o menor que 0,5%.

As prestadoras de servi?o de TV por assinatura com transmiss?o de sinal por microondas (MMDS) permaneceram em abril com a tend?ncia de queda, com varia??o negativa de 2,5%. Atualmente, esta modalidade de servi?os responde por apenas 2,7% de participa??o de mercado.

Seguindo o mesmo panorama observado ao longo de 2010, as regi?es que mais cresceram foram Nordeste (57,2%), Norte (48,1%) e Centro-Oeste (34,6%). Estas regi?es cresceram acima da m?dia nacional nos ?ltimos 12 meses.
O menor crescimento, em igual per?odo, foi observado na regi?o Sul (26%), acompanhada pela regi?o Sudeste (30,1%), com percentuais de crescimento anual abaixo da m?dia nacional (32,7).

Os tr?s Estados que registraram a maior adi??o de clientes nos ?ltimos 12 meses foram a Bahia (80,6%), Piau? (76,5%) e Par? (71,4%). De acordo com a Anatel, os servi?os de TV por assinatura alcan?aram mais de 35,2 milh?es de brasileiros, considerando o n?mero m?dio de 3,3 pessoas por domic?lio divulgado pelo IBGE.
(Rafael Bitencourt | Valor)

25 maio 2011

Empresas recorrem ao TST por subcontrata��o em tecnologia

Folha.com - Mercado - Empresas recorrem ao TST por subcontrata??o em tecnologia - 24/05/2011Publicidade

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  Em Cima da Hora    Maior | Menor  Enviar por e-mail  Comunicar erros Link         delicious  Windows Live  MySpace  Google  digg Google Buzz   Acompanhe a Folha.com no Twitter  24/05/2011-19h20Empresas recorrem ao TST por subcontrata??o em tecnologiaPublicidade

 

CAMILA FUSCO
DE S?O PAULO

A Assespro (Associa??o das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informa??o) apresentou ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) a reivindica??o do setor para regularizar a subcontrata??o de empresas prestadoras de servi?os espec?ficos.

Em audi?ncia com o Ministro Jo?o Oreste Dalazen, presidente do TST, representantes da ?rea de tecnologia destacaram a necessidade de diferencia??o entre terceiriza??o e subcontrata??o em tecnologia.

De acordo com a Assespro, no processo de desenvolvimento de software, existe a necessidade do trabalho de especialistas para tarefas pontuais, o que poderia ser feito com a contrata??o de outras empresas por tempo determinado, e n?o com a incorpora??o de um funcion?rio.

"Em muitos casos, existem profissionais com conhecimentos espec?ficos que sequer querem ser contratados diretamente. Eles criam suas pr?prias companhias e prestam consultoria para diversas empresas, mas isso nem sempre ? visto como algo correto perante as leis atuais", diz Roberto Mayer, vice-presidente de rela??es p?blicas da Assespro.

Segundo a organiza??o --que re?ne 1.400 empresas de tecnologia--, os argumentos foram bem recebidos por Dalazen, que compreendeu, que no modelo de subcontrata??o, uma nova empresa poderia atuar no formato de divis?o de trabalho, como j? acontece com empreiteiras e obras de engenharia, sem caracterizar terceiriza??o de trabalho.

Os pr?ximos passos, segundo Mayer, ? levar o debate sobre a subcontrata??o em TI a outros ?rg?os p?blicos, at? que possa virar um projeto de lei.

? aguardada para o fim de junho a cria??o da Frente Parlamentar de Ci?ncia e Tecnologia, que poder? reunir deputados em torno do tema.

Uma audi?ncia com a presidente Dilma Rousseff j? foi solicitada pela Assespro e ? aguardada para os pr?ximos meses para debater a quest?o.

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20 maio 2011

Tecnologia facilita a vida de astrônomos amadores

Nos anos 80, a astronomia era quase um fenômeno cultural. O espaço era pop. Filmes como E.T., de Steven Spielberg, levavam milhões aos cinemas, os ônibus espaciais — hoje à beira da aposentaria — eram novidade e o assunto da década era a passagem do cometa Halley, que visita o planeta apenas a cada 76 anos. Era quase obrigatório olhar para o céu. 

Toda essa movimentação fez com que uma geração carregasse pelo resto da vida o entusiasmo pela astronomia, mesmo que apenas como um hobby, porém levado extremamente a sério. Pelo Brasil, se espalharam clubes de astronomia, mesmo quando telescópios tinham preços proibitivos e havia poucas ferramentas disponíveis para observar o universo. Mas agora, graças ao avanço da tecnologia, os astrônomos amadores têm um variado e poderoso conjunto de ferramentas à disposição. E com elas, em alguns casos, até ajudam a comunidade científica a descobrir novos cometas, planetas e galáxias. 

Atualmente é possível adquirir, por 400 reais (veja tabela abaixo), um telescópio para iniciantes capaz de revelar detalhes das crateras da Lua e até os anéis de Saturno. Tirar fotos ou filmar corpos celestes, algo complicadíssimo há vinte anos, hoje pode ser feito com alguns toques na tela de um iPhone. Existe até um acessório que acopla o aparelho a um telescópio. Com o auxílio do GPS, os telescópios mais modernos contam com um sistema de alinhamento que compensa a rotação da Terra automaticamente, mantendo no campo de visão astros a bilhões de quilômetros de distância. 

De posse dessas ferramentas, milhares de pessoas se reúnem em clubes de astronomia amadora transformando o quintal da própria casa em observatório espacial, muitas vezes construindo os próprios telescópios, para explorar as belezas do universo e ajudar nas descobertas da ciência.

Arte VEJA

tabela comparação

Choro de emoção — A popularização dos telescópios teve a ajuda de dois avanços tecnológicos que favoreceram a superação de algumas dificuldades na hora de observar planetas. A primeira diz respeito à rotação da Terra. Quanto mais longe se focaliza um astro através das lentes de um telescópio fixo por um tripé, mais o movimento de rotação do nosso planeta vai atrapalhar o esforço de manter o corpo celeste na região visível do equipamento. Como um astro a bilhões de quilômetros da Terra está praticamente ‘parado’ no céu, o movimento do nosso planetatirando do campo de visão do equipamento o astro observado. Isso fez o então inexperiente astrônomo amador paulistano Eduardo Tavares trocar de telescópio quatro vezes pensando que o defeito estava no equipamento. “O vendedor da loja ainda me disse que era mesmo defeito de fabricação”, diz Tavares aos risos. “Só depois de muitos anos, ainda sem internet, descobri que a culpada era a Terra”, explica. Os iniciantes de hoje contam com um sistema automatizado que faz o telescópio seguir um astro no céu, compensando a rotação da Terra. Desse modo, nunca se perde o corpo de vista.

A outra dificuldade superada é a localização dos astros no céu. Antes da internet e dos celulares a tarefa de identificar galáxias ou planetas não era fácil. Era preciso estudar mapas astronômicos e fazer cálculos complexos levando em conta a posição do observador, data e horário do dia. “Quando vi Saturno pela primeira vez chorei de emoção”, diz Tavares. O entusiasta demorou anos para encontrar o planeta. Atualmente, qualquer pessoa não leva mais do que alguns segundos para encontrar o mesmo planeta. Aplicativos para celular como o Star Walk, para iPhone, ou Stellarium, para computadores e celulares, identificam rapidamente os astros no céu. A maioria dos programas móveis utiliza o GPS do próprio aparelho para mostrar, em tempo real, quais astros estão à frente do usuário — basta olhar para a tela e o programa mostra uma versão digitalizada do céu com informações detalhadas de estrelas, planetas e até sondas espaciais que orbitam a Terra.

Geração Halley — Muitos que hoje são astrônomos amadores tiveram seu primeiro contato com o espaço em meados da década de 1980 e pertencem à chamada “geração Halley”. Com apenas 25 anos desde o primeiro voo espacial tripulado, a humanidade observava admirada, em 1986, à graciosa passagem do cometa Halley, que a cada 76 anos faz uma visita ao sistema solar. O evento espacial chamou a atenção de milhares de jovens. E muitos deles nunca mais perderam a curiosidade. Naquela época, bons telescópios custavam alguns milhares de dólares e raramente eram encontrados no Brasil. O “efeito Halley” e a dificuldade em conseguir telescópios fez surgir uma grande quantidade de clubes de astronomia espalhados pelo país.

A evolução dos telescópios

O telescópio moderno foi aperfeiçoado pelo físico italiano Galileu Galilei no século XVII. O cientista desenvolveu uma versão melhorada do telescópio refrator (também chamado de luneta, utiliza um par de lentes para ampliar a visão) e conseguiu fazer as primeiras observações das luas de Júpiter e a confirmação empírica das fases de Vênus. Outros modelos de telescópios foram desenvolvidos posteriormente. Os mais difundidos usam os modelos do físico britânico Isaac Newton, e são chamados de refletores, por usarem um espelho para enxergar o espaço indiretamente, ao contrário do refrator. O mais famoso dos telescópios, o observatório espacial Hubble, utiliza um sistema hibrido com lentes e espelhos.


Um deles foi fundado em 1986, justamente por causa do Halley. O Clube de Astronomia de Brasília (Casb) conta hoje com 100 sócios ativos e mais de 600 membros na lista de discussão. “Eu tinha apenas 12 anos quando vi o cometa passar. Até pensei em cursar astronomia”, diz o funcionário público Sandro Rosa, que apesar de não ter seguido a paixão da pré-adolescência profissionalmente, transformou-a em hobby. Hoje é presidente do Casb e organiza viagens ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em Goiás, "um dos melhores lugares para se fazer observação espacial no Brasil", garante. O clube também realiza expedições ao deserto do Atacama, lar dos maiores observatórios astronômicos do hemisfério sul, considerado um dos melhores locais para observação de corpos celestes do mundo.

Paixão profissional - A paixão pela astronomia transformou a vida do atleta e técnico paulista de levantamento de peso olímpico Roberto Fornaciari, 53 anos. Ele abandonou a carreira de 30 anos no esporte e se concentrou na fabricação artesanal de telescópios, ofício que exerce desde 1986. De tanto observar o céu, Fornaciari construiu um observatório no quintal de casa, seu lugar predileto para apreciar o espaço. “Construo telescópios de dia e os testo durante a noite”, diz. Com uma modesta oficina, o astrônomo amador recebe encomendas de amigos há 25 anos e hoje tira o próprio sustento fabricando telescópios. O artesão é membro do grupo paulista de astrônomos amadores chamado Aprendendo Astronomia, que conta com 900 membros na lista de discussão.

Frutos do amadorismo - Astrônomos amadores já realizaram grandes feitos. Em 2009, o astrônomo amador australiano Anthony Wesley descobriu uma “cicatriz” no hemisfério sul de Júpiter, que nunca havia sido notada por astrônomos profissionais. Alguma coisa, possivelmente um meteoroide ou um cometa, atingiu o planeta e foi engolido pela atmosfera de amônia e metano deixando uma marca visível. A descoberta foi uma das mais importantes já feitas por astrônomos amadores.

Mesmo sem a posse de telescópios avançados, astrônomos amadores estão ajudando as agências espaciais a encontrar planetas fora do sistema solar. Qualquer pessoa pode acessar o site PlanetHunters.org, que surgiu em janeiro de 2011, para ajudar a analisar dados gerados pelo observatório espacial Kepler, um caçador de exoplanetas (planetas parecidos com a Terra) da agência espacial americana. Voluntários estudam gráficos originados a partir de imagens do telescópio da Nasa. Ele mede a luz emitida por uma estrela e possíveis interrupções, causada por planetas passando entre o telescópio e a estrela. Até agora, 50 planetas que passaram despercebidos pelos algoritmos da Nasa foram identificados por astrônomos amadores no site.

Os aficionados garantem que não é necessário muito dinheiro para se tornar um astrônomo amador (veja abaixo como montar um teslescópio em casa). Muitos clubes oferecem cursos gratuitos pela internet e promovem encontros regulares para observações. Mesmo aqueles que só querem experimentar, podem ser facilmente seduzidos, diz Fornaciari. “Basta mostrar o universo pelas lentes de um telescópio para despertar os efeitos mágicos da astronomia”. Wilton Costa, técnico em eletrônica e um dos diretores do Casb, concorda. “Nenhum desenho ou fotografia, por melhor que seja, causa a sensação de satisfação que se obtém ao contemplar o cosmo ao vivo”.

Arte: Thomaz Rezende / Texto: Jones Rossi

Telescópio caseiro

27 junho 2009

Renan usa CPI para salvar Sarney

BRASÍLIA - O temor do governo em relação à instalação da CPI da Petrobras, às vésperas de um ano eleitoral, deverá ser usado pelo PMDB como moeda de troca para garantir o apoio do PT e de outros partidos aliados à permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) no comando da Casa. Diante da pressão de senadores e dos sinais do DEM de que poderá reavaliar, na próxima terça-feira, a sustentação política que vinha dando ao presidente do Senado, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), começou a articular a tropa governista para ajudá-lo a frear o movimento pela renúncia de Sarney. (Leia mais:

Preocupado com a repercussão negativa que sua nota da véspera tivera no DEM, já que se disse vítima de uma campanha midiática por apoiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarney tentou desfazer o mal-estar ligando para senadores do partido. Ele passou esta sexta pela Casa, mas não chegou a presidir a sessão, de manhã. E despachou em seu gabinete pessoal.

Na saída, mais de uma dezena de seguranças cercaram Sarney para que escapasse das perguntas dos jornalistas que o aguardavam. No fim do dia, Sarney reuniu-se com Renan e Wellington Salgado (PMDB-MG). O líder do PMDB vai passar o fim de semana em Brasília, para socorrer Sarney caso surjam novas denúncias.

O presidente Lula reforçou a recomendação dada ao PT na semana passada de blindar Sarney, mesmo com o constrangimento de setores da bancada no Senado. O temor de Lula é que o PMDB, de fato, use a CPI da Petrobras para pressionar o governo.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), chamou de infeliz a forma como Sarney tentou se explicar:

- Foi uma frase infeliz, mas que reforça que o DEM não tem qualquer compromisso com Sarney, além daquele eleitoral que o ajudou a se eleger em fevereiro. Tanto que o presidente do Senado foi buscar o apoio do PT e do governo. O nosso, ele sabe que não terá se não tiver resposta para as nossas perguntas.
Adriana Vasconcelos, Gerson Camarotti e Isabel Braga
(G1)