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24 maio 2011

Nasa vai desenvolver nave para levar até quatro astronautas em novas missões espaciais

O novo veículo será usado para missões de 21 dias além da baixa órbita da Terra, pegando carona em um projeto abandonado pela Nasa

O novo veículo será usado para missões de 21 dias além da baixa órbita da Terra, pegando carona em um projeto abandonado pela Nasa (Nasa)

A agência espacial americana (Nasa) anunciou a construção de um 'novo' veículo espacial para quatro astronautas e missões de até 21 dias que levará seres humanos além da baixa órbita da Terra, onde está, por exemplo, a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A ideia é renovar o portfólio de espaçonaves tripuladas da agência, que ficará orfã com a aposentadoria definitiva dos ônibus espaciais em julho, com o último voo do Atlantis.

O 'novo' sistema, na verdade, significa a retomada de um projeto abandonado em 2006 e desenvolvido originalmente para o Orion Crew Exploration Vehicle (OCEV), uma espaçonave que não saiu do papel e teria a pretensão de levar o homem à Lua e outros destinos no Sistema Solar. O OCEV foi renomeado para Multi-Purpose Crew Vehicle (Veículo de Tripulação Multitarefa, em tradução livre) e será construída pela Lockheed Martin, a mesma empresa que foi contratada pela Nasa para executar o projeto do OCEV. 

De acordo com Douglas Cooke, executivo da Nasa, a agência espera que a nova espaçonave esteja pronta para lançamentos até 2016. "Ainda não temos uma data exata, mas esse é o prazo que nos demos", diz Cooke. Contudo, a agência vai ter que correr atrás do tempo para que isso aconteça. Para lançar o novo veículo, será preciso desenvolver um foguete novo, capaz de lançar além da órbita da Terra uma quantidade enorme de massa. Não há nada indicando que o foguete ficará pronto a tempo. O executivo não sabe especificar quanto ainda será gasto com o MPCV, mas o contrato reaproveitado já custou aos cofres americanos cerca de cinco bilhões de dólares.

A Nasa espera se concentrar no desenvolvimento de um foguete mais potente, capaz de levar tripulação, veículo e carga além da Lua, enquanto mantém um contrato já existente para dar continuidade ao planejamento do novo veículo. O transporte de astronautas e de carga útil para a ISS (algo que era feito até então pelos ônibus espaciais) e para a baixa órbita da Terra ficará a cargo, nos EUA, de empresas do setor privado, como a SpaceX e a Boeing.

Isso significa que a Lockheed Martin vai continuar o desenvolvimento do MPCV sem perder o contrato original com a Nasa. A nova espaçonave conseguirá pousar no oceano Pacífico e algumas partes poderão ser reaproveitadas. O veículo terá volume total de 690 metros cúbicos, com 316 metros cúbicos de espaço habitável, quase cinco vezes maior que o espaço útil dos ônibus espaciais. De acordo com a agência, o MPVC será 10 vezes mais seguro que os ônibus espaciais durante o lançamento e reentrada no planeta. "O veículo terá um sistema para abortar a missão, em caso do foguete falhar, retirando a tripulação a salvo com um sistema de para-quedas, algo que os ônibus espaciais nunca tiveram", diz Cooke.

O objetivo principal do MPCV, segundo Cooke, é levar astronautas até o espaço. Por isso a limitação na duração das missões. Para projetos mais duradouros, como ir até Marte — o que levaria, no mínimo, seis meses —, a agência espera ter estruturas de apoio no espaço, algo como postos avançados na Lua e em asteroides. "A tripulação precisa de mais espaço se for passar tanto tempo viajando", afirma Cooke. O novo veículo, seja para missões à Lua, Marte ou asteroides, seria usado como veículo de apoio e para trazer os astronautas de volta na reentrada da Terra. "Não se espera que a tripulação viva nesse veículo", esclareceu o executivo.

A espaçonave também poderá ser usada como alternativa para o transporte de tripulantes para a ISS. "Não é o ideal, mas o projeto prevê essa funcionalidade", diz Cooke. A nave seria utilizada caso as opções que já existem (a cápsula russa Soyuz) e vão passar a existir (veículos desenvolvidos por empresas privadas) não estejam disponíves. "Não acreditamos que vamos precisar utilizar o MPCV para isso, seria um exagero. Contudo, estaremos preparados", diz Cooke. 

22 maio 2011

Cuba atualiza sistema tribut�rio em sintonia com novas reformas econ�micas

UOL EconomiaCuba atualiza sistema tribut?rio em sintonia com novas reformas econ?micas21/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLHavana, 20 mai (EFE).- O Governo cubano atualizar? sua legisla??o tribut?ria para introduzir as novidades fiscais previstas no plano de reformas econ?micas implementadas pelo presidente Ra?l Castro, segundo informou nesta sexta-feira a emissora de televis?o estatal.

Especialistas do Minist?rio das Finan?as e Pre?os empreendem a "revis?o integral" do sistema tribut?rio, que foi estabelecido em 1994, para "atualizar as normas espec?ficas de cada tributo e fortalecer o controle fiscal", indicou a fonte.

O vice-chefe do Escrit?rio Nacional de Administra??o Tribut?ria (Onat), Vladimir Regueiro, indicou que a aprova??o das "diretrizes da pol?tica econ?mica e social" no 6? Congresso do Partido Comunista (a ?nica forma??o legal) corresponde a uma atualiza??o de todas as taxas, contribui??es e impostos estabelecidos nessa lei.

Regueiros disse que se est? prestando "especial aten??o" ? adequa??o desta legisla??o segundo as condi??es e caracter?sticas de cada um dos territ?rios da ilha.

Como elemento inovador assinalou o estabelecimento de reformula??es de um sistema tribut?rio "especial" para o setor da agricultura, com o objetivo de "fomentar a produ??o de alimentos" no pa?s.

A reportagem ressaltou que a proposta ratifica que "as pessoas mais abastadas devem contribuir mais com o financiamento do gasto p?blico", e indicou que vem sendo elaborado um texto "moderno e ajustado ?s necessidades da sociedade cubana atual".

Entre outras medidas econ?micas, o Governo de Ra?l Castro ampliou o exerc?cio do trabalho privado a 178 atividades, em um plano onde a contrata??o de assalariados por parte de particulares constitui uma das principais novidades.

C?lculos oficiais preveem que cerca de 250 mil cubanos ir?o incorporar-se ao trabalho por conta pr?pria ou "autoempregar-se", uma atividade que no fim de 2009 j? era exercida por 144 mil habitantes da ilha.

Com esse aumento da atividade econ?mica privada, o Estado cubano espera aumentar sua receita tribut?ria em US$ 1 bilh?o este ano, segundo dados divulgados por economistas do Centro de Estudos da Economia Cubana (CEEC).

20 maio 2011

Mantega descarta novas medidas para moderar o consumo

Guido Mantega

Mantega acredita que a inflação ficará dentro do limite (Renato Araujo/Agência Brasil)

O ministro da fazenda, Guido Mantega, descartou nesta sexta-feira a necessidade de novas medidas para conter o avanço da demanda e das concessões de empréstimos. "Não precisaremos de mais medidas porque já tomamos várias desde o final do ano passado para moderar o crescimento do consumo e do crédito", disse. Na avaliação dele, as medidas adotadas já estariam surtindo efeito.

Mantega declarou ainda que o governo continuará a observar o comportamento da economia e que o pior momento da inflação ficou para trás. Segundo ele, a trajetória, daqui em diante, é descendente, pois os principais vilões da alta dos preços, como as cotações das commodities , já estão caindo. "Daqui para a frente, teremos uma redução gradativa da inflação", disse, após participar de reunião com empresários do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), em São Paulo.

O ministro previu que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que é o indicador oficial de inflação do governo – deve fechar o ano em até 6%, valor que continua abaixo da previsão do mercado, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, que ronda a casa dos 6,3%. Ele relembrou que o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado no final de março pelo BC, trabalha com uma expectativa para o IPCA de 5,6%, mas ressaltou que relatórios do governo mais atuais já têm uma previsão um pouco superior.

A diferença, entretanto, parece não ser tão grande assim, pois estatística divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério do Planejamento dá conta de um IPCA de 'apenas' 5,7% em 2011. Questionado sobre isso, Mantega disse que quem dá os parâmetros para o Planejamento é a Fazenda. Então, segundo ele, as projeções do Planejamento são oficiais. De acordo com o ministro, o que mudou em relação à projeção anterior do BC (de março) é que o relatório divulgado pelo Planejamento é bimestral.

"A Focus, que é o que mais interessa, trabalha com 6,31%. Então, podemos afirmar que não fugiremos dos limites (do teto) da meta de inflação", afirmou. Mais uma vez, o ministro demonstra que o governo mira o teto e não o centro da meta (4,5%) na política de combate à inflação – o que, segundo economistas, diminuia sua eficácia.

Real valorizado –  O ministro da Fazenda comentou ainda que a trajetória futura do real dependerá dos fluxos de capitais e da política econômica dos países avançados. “Enquanto não houver uma mudança na política monetária dos EUA e da Europa, que ainda estão emitindo muito dinheiro, teremos pressão sobre o real”, afirmou. Ele explicou que a política adotada por estes países acaba por trazer recursos para os emergentes, e tendem a fazer com que o valor da moeda suba.

No início deste ano, o governo brasileiro impôs taxas adicionais sobre a tomada de empréstimos externos de curto prazo por conta da grande quantidade de dinheiro que estava sendo captada no mercado internacional e transformada em crédito ao consumidor no Brasil. Diante disso, nos primeiros três meses do ano e após uma forte reversão em abril, as entradas da moeda norte-americana estariam retornando a níveis mais normais. "Não queremos interromper a entrada de capital. Mass também não queremos uma torrente (de dólares)", acrescentou o ministro.

Mantega afirmou que o governo continua a monitorar as tomadas de empréstimos no exterior e adotará medidas adicionais se houver qualquer "exagero" nos fluxos de capital. Declarou ainda que o Planalto está conseguindo cumprir com suas metas para este ano e o país está registrando um superávit comercial acima das expectativas.

Mudanças nos impostos – O ministro da Fazenda revelou que pretende ter prontas, em dois ou três meses, duas alterações no código tributário, que, segundo ele, reduzirão a carga de impostos sobre as empresas e ajudarão a aumentar sua competitividade. As medidas poderão ser aprovadas ainda neste ano, de modo a entrar em vigor em 2012. O governo quer trambém simplificar o imposto de valor agregado cobrado dos Estados, conhecido como ICMS, e eliminar 20% dos impostos federais que incidem sobre a folha de pagamento."Isso reduzirá o custo trabalhista do trabalho sem afetar os trabalhadores", afirmou Mantega.

(com Agência Estado)