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25 maio 2011

OCDE: previs�es econ�micas para 2011 indicam ligeiras melhoras, exceto Jap�o

UOL EconomiaOCDE: previs?es econ?micas para 2011 indicam ligeiras melhoras, exceto Jap?o25/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLParis, 25 mai (EFE).- A Organiza??o para a Coopera??o e o Desenvolvimento Econ?mico (OCDE) divulgou nesta quarta-feira perspectivas mais otimistas do crescimento econ?mico de boa parte dos pa?ses-membros para este ano, diante da recupera??o cada vez melhor e sustent?vel, com a clara exce??o do Jap?o, afetado pelos efeitos do terremoto e tsunami de mar?o.

Em seu relat?rio semestral sobre perspectivas econ?micas, a OCDE advertiu que, de qualquer maneira, os riscos continuam elevados e a situa??o pode inverter.

Os principais riscos s?o de que continue a escalada do pre?o do petr?leo diante da instabilidade em alguns dos grandes pa?ses produtores e de que a recupera??o do Jap?o na fase de reconstru??o ap?s o terremoto seja muito lenta ou acarrete problemas de abastecimento a outros pa?ses, em particular ? China.

Mas a OCDE tamb?m alerta para os efeitos dos elevados n?veis da d?vida em alguns dos pa?ses da organiza??o e para a situa??o em certos mercados imobili?rios, problemas que, se permanecerem, podem arrastar os mercados financeiros para baixo.

Al?m disso, os autores do estudo enfatizaram a "preocupa??o com o elevado desemprego", diante do que consideraram urgente a realiza??o de reformas estruturais no mercado de trabalho.

S?o pol?ticas que, segundo o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan, poderiam tornar mais eficazes os servi?os de coloca??o, reequilibrar a prote??o entre os trabalhadores tempor?rios e reduzir os impostos trabalhistas, al?m de estabelecer mais concorr?ncia no com?rcio e nos servi?os profissionais.

A organiza??o acredita que os mercados emergentes continuar?o sendo os impulsores da economia mundial, que, segundo estimativas, crescer? 4,2% neste ano e 4,6% no pr?ximo (ap?s os 4,9% registrados em 2010). Entre os pa?ses da OCDE, o crescimento previsto ? de 2,3% para 2011 e de 2,8% para 2012 (depois dos 2,9% em 2010), mesmos n?meros do relat?rio anterior.

A OCDE modificou as previs?es econ?micas para alguns pa?ses, em particular a do Jap?o, que em vez de registrar um aumento de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ter? baixa de 0,9% por causa do terremoto seguido de tsunami, antes de se recuperar 2,2% no ano que vem.

A trag?dia de mar?o, que segundo as autoridades japonesas causou preju?zos de 3,3% a 5,2% do PIB do pa?s, n?o deve ter um amplo impacto negativo direto sobre o crescimento no resto do mundo.

Por isso, a situa??o ? compat?vel com uma revis?o para cima das expectativas da OCDE, tanto para os Estados Unidos, com crescimento de 2,6% do PIB para este ano (quatro d?cimos a mais do previsto h? seis meses), quanto para a zona do euro, com 2% (tr?s d?cimos a mais).

Para 2012, os autores do estudo mantiveram nesses dois blocos os mesmos n?meros de crescimento (3,1% para os EUA e 2% para a zona do euro), que seguem ilustrando as diferen?as de recupera??o econ?mica entre cada um dos lados do Oceano Atl?ntico.

As explica??es devem ser buscadas sobretudo nos tr?s pa?ses europeus que tiveram de solicitar resgate financeiro internacional - Gr?cia, Irlanda e Portugal - cujos PIBs ca?ram na segunda metade de 2010. Na Espanha, a situa??o n?o foi t?o grave, mas, durante aquele semestre, a demanda interna registrou queda relevante.

De acordo com o mesmo diagn?stico, para este ano, a Espanha ser? o ?nico desses quatro pa?ses que ter? um crescimento positivo (0,9%), embora menos da metade do conjunto da zona do euro, enquanto a Irlanda permanecer? estagnada (0%) e, tanto Portugal como, sobretudo, a Gr?cia, ter?o retrocesso (2,1% o primeiro e 2,9% a segunda).

Referindo-se a esses quatro pa?ses, mas tamb?m a outras na??es com fortes problemas de d?vida, como Estados Unidos e Jap?o, a OCDE insiste que, apesar de algumas melhoras, as necessidades para estabilizar o d?ficit das finan?as p?blicas s?o "substanciais".

22 maio 2011

Cuba atualiza sistema tribut�rio em sintonia com novas reformas econ�micas

UOL EconomiaCuba atualiza sistema tribut?rio em sintonia com novas reformas econ?micas21/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLHavana, 20 mai (EFE).- O Governo cubano atualizar? sua legisla??o tribut?ria para introduzir as novidades fiscais previstas no plano de reformas econ?micas implementadas pelo presidente Ra?l Castro, segundo informou nesta sexta-feira a emissora de televis?o estatal.

Especialistas do Minist?rio das Finan?as e Pre?os empreendem a "revis?o integral" do sistema tribut?rio, que foi estabelecido em 1994, para "atualizar as normas espec?ficas de cada tributo e fortalecer o controle fiscal", indicou a fonte.

O vice-chefe do Escrit?rio Nacional de Administra??o Tribut?ria (Onat), Vladimir Regueiro, indicou que a aprova??o das "diretrizes da pol?tica econ?mica e social" no 6? Congresso do Partido Comunista (a ?nica forma??o legal) corresponde a uma atualiza??o de todas as taxas, contribui??es e impostos estabelecidos nessa lei.

Regueiros disse que se est? prestando "especial aten??o" ? adequa??o desta legisla??o segundo as condi??es e caracter?sticas de cada um dos territ?rios da ilha.

Como elemento inovador assinalou o estabelecimento de reformula??es de um sistema tribut?rio "especial" para o setor da agricultura, com o objetivo de "fomentar a produ??o de alimentos" no pa?s.

A reportagem ressaltou que a proposta ratifica que "as pessoas mais abastadas devem contribuir mais com o financiamento do gasto p?blico", e indicou que vem sendo elaborado um texto "moderno e ajustado ?s necessidades da sociedade cubana atual".

Entre outras medidas econ?micas, o Governo de Ra?l Castro ampliou o exerc?cio do trabalho privado a 178 atividades, em um plano onde a contrata??o de assalariados por parte de particulares constitui uma das principais novidades.

C?lculos oficiais preveem que cerca de 250 mil cubanos ir?o incorporar-se ao trabalho por conta pr?pria ou "autoempregar-se", uma atividade que no fim de 2009 j? era exercida por 144 mil habitantes da ilha.

Com esse aumento da atividade econ?mica privada, o Estado cubano espera aumentar sua receita tribut?ria em US$ 1 bilh?o este ano, segundo dados divulgados por economistas do Centro de Estudos da Economia Cubana (CEEC).