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03 junho 2011

Que fim levará Charlie Harper?

Charlie Sheen, como Charlie Harper: uma versão light de si mesmo

Charlie Sheen, como Charlie Harper: uma versão light de si mesmo (Divulgação)

Uma feliz coincidência vai ajudar os criadores da série de TV Two and a Half Men a explicar o "sumiço" de seu personagem principal. Interpretado por Charlie Sheen, o beberrão mulherengo Charlie Harper (uma versão light do próprio ator) termina o último episódio envolto em malas e pronto para viajar com Rose, a vizinha maluca, papel da atriz Melanie Lynskey.

Charlie terá dois destinos prováveis: um trágico acidente de avião ou uma feliz mudança para Paris com a mulher amada. Segundo o site especializado em celebridades TMZ, o criador da série, Chuck Lorre, vai usar o voo para se livrar de uma vez por todas de Charlie - demitido da série por abuso de bebidas e drogas.

O curioso é que a viagem foi obra do mero acaso, não estava prevista para ser a despedida do personagem. O último episódio gravado pelo ator foi levado ao ar nos Estados Unidos no dia 14 de fevereiro - Sheen foi demitido quase um mês depois. No Brasil, será reprisado pelo canal de TV paga Warner Channel às 20h30 desta terça-feira, dia 7 de junho.

Ficou a cargo do ator Ashton Kutcher substituir Sheen na série. Ele vai interpretar um novo personagem e começa a gravar a nona temporada de uma das comédias de maior sucesso da TV americana em julho. Sua estreia está prevista para setembro. 

24 maio 2011

Nasa vai desenvolver nave para levar até quatro astronautas em novas missões espaciais

O novo veículo será usado para missões de 21 dias além da baixa órbita da Terra, pegando carona em um projeto abandonado pela Nasa

O novo veículo será usado para missões de 21 dias além da baixa órbita da Terra, pegando carona em um projeto abandonado pela Nasa (Nasa)

A agência espacial americana (Nasa) anunciou a construção de um 'novo' veículo espacial para quatro astronautas e missões de até 21 dias que levará seres humanos além da baixa órbita da Terra, onde está, por exemplo, a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A ideia é renovar o portfólio de espaçonaves tripuladas da agência, que ficará orfã com a aposentadoria definitiva dos ônibus espaciais em julho, com o último voo do Atlantis.

O 'novo' sistema, na verdade, significa a retomada de um projeto abandonado em 2006 e desenvolvido originalmente para o Orion Crew Exploration Vehicle (OCEV), uma espaçonave que não saiu do papel e teria a pretensão de levar o homem à Lua e outros destinos no Sistema Solar. O OCEV foi renomeado para Multi-Purpose Crew Vehicle (Veículo de Tripulação Multitarefa, em tradução livre) e será construída pela Lockheed Martin, a mesma empresa que foi contratada pela Nasa para executar o projeto do OCEV. 

De acordo com Douglas Cooke, executivo da Nasa, a agência espera que a nova espaçonave esteja pronta para lançamentos até 2016. "Ainda não temos uma data exata, mas esse é o prazo que nos demos", diz Cooke. Contudo, a agência vai ter que correr atrás do tempo para que isso aconteça. Para lançar o novo veículo, será preciso desenvolver um foguete novo, capaz de lançar além da órbita da Terra uma quantidade enorme de massa. Não há nada indicando que o foguete ficará pronto a tempo. O executivo não sabe especificar quanto ainda será gasto com o MPCV, mas o contrato reaproveitado já custou aos cofres americanos cerca de cinco bilhões de dólares.

A Nasa espera se concentrar no desenvolvimento de um foguete mais potente, capaz de levar tripulação, veículo e carga além da Lua, enquanto mantém um contrato já existente para dar continuidade ao planejamento do novo veículo. O transporte de astronautas e de carga útil para a ISS (algo que era feito até então pelos ônibus espaciais) e para a baixa órbita da Terra ficará a cargo, nos EUA, de empresas do setor privado, como a SpaceX e a Boeing.

Isso significa que a Lockheed Martin vai continuar o desenvolvimento do MPCV sem perder o contrato original com a Nasa. A nova espaçonave conseguirá pousar no oceano Pacífico e algumas partes poderão ser reaproveitadas. O veículo terá volume total de 690 metros cúbicos, com 316 metros cúbicos de espaço habitável, quase cinco vezes maior que o espaço útil dos ônibus espaciais. De acordo com a agência, o MPVC será 10 vezes mais seguro que os ônibus espaciais durante o lançamento e reentrada no planeta. "O veículo terá um sistema para abortar a missão, em caso do foguete falhar, retirando a tripulação a salvo com um sistema de para-quedas, algo que os ônibus espaciais nunca tiveram", diz Cooke.

O objetivo principal do MPCV, segundo Cooke, é levar astronautas até o espaço. Por isso a limitação na duração das missões. Para projetos mais duradouros, como ir até Marte — o que levaria, no mínimo, seis meses —, a agência espera ter estruturas de apoio no espaço, algo como postos avançados na Lua e em asteroides. "A tripulação precisa de mais espaço se for passar tanto tempo viajando", afirma Cooke. O novo veículo, seja para missões à Lua, Marte ou asteroides, seria usado como veículo de apoio e para trazer os astronautas de volta na reentrada da Terra. "Não se espera que a tripulação viva nesse veículo", esclareceu o executivo.

A espaçonave também poderá ser usada como alternativa para o transporte de tripulantes para a ISS. "Não é o ideal, mas o projeto prevê essa funcionalidade", diz Cooke. A nave seria utilizada caso as opções que já existem (a cápsula russa Soyuz) e vão passar a existir (veículos desenvolvidos por empresas privadas) não estejam disponíves. "Não acreditamos que vamos precisar utilizar o MPCV para isso, seria um exagero. Contudo, estaremos preparados", diz Cooke. 

09 maio 2011

OAB quer levar ‘bolsa-aluguel’ de promotores ao STF

BRASÍLIA - A revelação feita neste domingo, 8, pelo Estado de que promotores e procuradores de Justiça de pelo menos cinco Estados engordam os seus salários com uma espécie de "bolsa-aluguel" levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a discutir uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cessar esses pagamentos.

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O assunto entrará na pauta da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da entidade no próximo dia 17.

De acordo com o presidente da Ordem, Ophir Cavalcante, o benefício viola a Constituição, que prevê a remuneração dos integrantes do Ministério Público em parcela única - "vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória".

Por isso, Cavalcante adianta que devem ser contestadas no Supremo as leis orgânicas dos Ministérios Públicos que preveem esse pagamento fixo e indiscriminado, incluindo promotores que já moram em imóvel próprio.