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25 maio 2011

Funcion�rios de seguradora consumiam coca�na em viagens, diz jornal alem�o

DA DEUTSCHE WELLE, NA ALEMANHA

Jornal alem?o "Bild" revelou nesta ter?a-feira novas acusa??es contra seguradora Hamburg Mannheimer que promoveu orgia para premiar funcion?rios. O tabloide afirma ter imagens com cenas de consumo de coca?na nas viagens de trabalhadores da empresa. Depois que a empresa admitiu ter contratado prostitutas para premiar seus melhores representantes de vendas, foram divulgadas novas acusa??es.

O "Bild" afirma possuir fotos e v?deos contendo cenas de consumo de coca?na ocorridas em pelo menos duas viagens promovidas para funcion?rios da empresa. As imagens mostram, segundo o di?rio, corretores do grupo consumindo coca?na em uma viagem a Palma de Mallorca, na Espanha, em setembro de 2010. H? tamb?m imagens similares de uma viagem a Dubai em mar?o do mesmo ano. "Demitir?amos representantes nossos que reconhecidamente tenham consumido drogas ilegais em uma de nossas", afirmou ao jornal alem?o o porta-voz da Ergo, Alexander Becker.

FESTA

A seguradora Hamburg Mannheimer, hoje incorporada ao grupo Ergo, premiou seus 100 melhores representantes de venda com uma grande festa, regada a sexo e ?lcool nas Termas de Gell?rt, hist?rica casa de banhos em Budapeste.

A Ergo admitiu que cerca de 20 prostitutas participaram da orgia, realizada em 2007 mas que s? veio a p?blico semana passada. A empresa cogita, por isso, denunciar criminalmente os respons?veis pelo evento. A noite teria custado 83 mil euros, informou o presidente do conselho de dire??o da empresa, Torsten Oletzky, ao seman?rio "Der Spiegel". O executivo disse ser tudo "inacreditavelmente embara?oso" para a empresa.

"Tal evento aconteceu dentro de uma viagem de tr?s dias", informou Oletzky, sem divulgar mais detalhes sobre a festa. Ele admitiu que o evento foi "um erro grosseiro" e j? na ?poca um "claro abuso" contra as regras da corpora??o. Muitos representantes de vendas aut?nomos que participaram da viagem ainda hoje trabalham para a Ergo, lembrou Oletzky.

"Vai ser dif?cil reconstruir quem fez o que nessa viagem. Al?m disso, a participa??o em tais eventos n?o ? motivo para se tirar consequ?ncias pessoais. Pode-se condenar tal coisa moralmente, mas o que ? grave ? o fato de que os ent?o gestores de nossa empresa organizaram tal coisa", complementou, afirmando que eles j? teriam deixado o grupo.

MO?AS E CARIMBOS

Participantes da festa em Budapeste disseram ao jornal "Handelsblatt" que as prostitutas eram marcadas por pulseiras. "As mo?as usavam pulseiras vermelhas e amarelas. Umas eram recepcionistas e as outras poderiam cumprir todos os desejos", afirmou um convidado da orgia.

As mais atraentes usavam pulseiras brancas e eram reservadas para os membros da diretoria e para os melhores corretores. Ao lado das termas foram montadas camas de dossel adornadas com tecidos. "Qualquer um podia ir para uma das camas com uma das mo?as e fazer o que quisesse", recordou um participante.

"As mulheres recebiam um carimbo no bra?o depois do encontro. Assim podia-se ver qual mo?a foi requisitada mais vezes", citou o "Handelsblatt"

Sarkozy monitorava vida privada de Strauss-Kahn, diz jornal

Sarkozy conhecia a vida privada de seus rivais políticos, segundo jornal francês

Sarkozy conhecia a vida privada de seus rivais políticos, segundo jornal francês (Lionel Bonaventure/AFP)

Jornalistas do diário teriam recebido de colaboradores do presidente Sarkozy informações de que há um registro policial sobre Strauss-Kahn. Segundo o documento, DSK - como é conhecido no país - teria sido visto em uma “posição indecorosa” dentro de um carro em uma área de prostituição de Paris."O Palácio do Eliseu (sede da Presidência francesa), bem mais do que a imprensa, não ignorava nada da vida privada de Strauss-Kahn. O poder, alimentado pelas redes policiais, sabe os segredos mais íntimos dos políticos e usa até mesmo as informações com caráter sexual que dispõe", afirmou o Le Monde.Investigação - Segundo o jornal, Sarkozy nomeou uma equipe para postos importantes dos serviços de inteligência e de polícia em 2002, logo depois de assumir o cargo de ministro do Interior. Isso significaria que cinco anos antes de chegar à Presidência, ele já conhecia aspectos da vida privada de políticos que poderiam representar uma ameaça eleitoral."Na época dos fatos, foi decidido no alto escalão não dar continuidade ao ocorrido, nem penalmente nem na mídia. Como DSK não havia passado nas primárias socialistas, no final de 2006, ele não representava mais o mesmo desafio", diz o artigo do jornal francês.Quando Sarkozy apoiou Strauss-Kahn a assumir a direção do FMI, a oposição interpretou a atitude do presidente como uma forma de ele se livrar de um forte rival nas eleições presidenciais de 2012. Afinal, DSK teria de renunciar ao seu cargo no Fundo para concorrer à Presidência. De fato, nas últimas pesquisas de opinião realizadas na França, Dominique Strauss-Kahn aparecia como o favorito dos eleitores."Nos últimos meses, à medida que DSK avançava nas pesquisas, colaboradores de confiança de Sarkozy se vangloriavam diante de jornalistas de ter o diretor do FMI nas mãos. Foi assim que esse registro policial veio providencialmente à tona", escreveu o Le Monde.Histórico - Esta não é a primeira vez em que Sarkozy está envolvido em um caso de espionagem. Em 2010, o Le Monde acusou a Presidência francesa de violar a lei sobre o sigilo das fontes dos jornalistas. Segundo o periódico, o governo utilizou o serviço de contraespionagem para identificar uma pessoa citada em uma reportagem do mesmo jornal sobre o escândalo envolvendo a empresa L´Oréal e um financiamento ilegal da campanha de Sarkozy, em 2007.