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03 junho 2011

EUA pedem à China maior respeito aos Direitos Humanos

Chineses dão as mãos na Praça da Paz Celestial

Chineses dão as mãos na Praça da Paz Celestial (Feng Li/Getty Images)

"Incentivamos a China a proteger os Direitos Humanos universais de todos os seus cidadãos, incluindo aqueles que expressam pacificamente suas opiniões políticas"

O governo dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira à China que respeite os Direitos Humanos e que liberte os cidadãos presos após os protestos pacíficos da Praça da Paz Celestial, em Pequim, no ano de 1989. O apelo foi feito no 22º aniversário do massacre"Os EUA se somam a outros países para pedir que a China liberte todos aqueles que foram detidos na ocasião”, disse em comunicado Mark Toner, um porta-voz do departamento de Estado.

"Pedimos ao governo chinês que entregue uma completa prestação de contas sobre os assassinados, detidos ou desaparecidos, e que pare de perseguir aqueles que participaram dos protestos e as famílias das vítimas", acrescentou Toner. Ele se referia às manifestações de 1989, quando mais de um milhão de estudantes e trabalhadores ocuparam a Praça de Praça da Paz Celestial. O movimento é considerado o maior da história da China comunista. Os protestos, que duraram cerca de seis semanas, culminaram, em 3 e 4 de junho, com um massacre pelas mãos das forças de segurança chinesas.

"Incentivamos a China a proteger os Direitos Humanos universais de todos os seus cidadãos, incluindo aqueles que expressam pacificamente suas opiniões políticas", disse Toner. Além disso, o Departamento de Estado renovou seu pedido para que sejam libertados os que foram recentemente detidos ou que se encontram em prisão domiciliar, por considerar essas medidas violações aos direitos universais.

Toner reiterou a postura da secretária de Estado, Hillary Clinton, de que, ao respeitar e proteger os Direitos Humanos, a China não só beneficiará bilhões de pessoas, mas também a paz, a estabilidade e a prosperidade do país a longo prazo.

(Com agência EFE)

09 maio 2011

Grupos de direitos humanos acusam Síria de usar estádios de futebol como prisões

Televisão estatal da Síria mostra um protesto de sábado, em uma cidade não definida

Televisão estatal da Síria mostra um protesto de sábado, em uma cidade não definida (AFP)

As forças de segurança sírias estão usando estádios de futebol como presídios improvisados em pelo menos duas cidades do país depois de atacarem casas e prenderem centenas de pessoas, denunciaram duas organizações de direitos humanos. A informação é da rede americana CNN, que não especificou os nomes das ONGs. Mais de 400 pessoas foram detidas, desde sábado, somente na cidade costeira de Banias, um dos locais onde o estádio foi convertido em prisão. 

A violência na Síria tem se tornado rotina. Nesta segunda-feira, foram ouvidos tiroteios na capital Damasco, onde três pessoas morreram e 200 foram presas. No domingo, 10 pessoas foram assassinadas quando homens armados atacaram um ônibus na província de Homs, segundo informações da rede estatal, que chamou os atiradores de “grupo terrrorista armado”. Em Banias, no noroeste do país, seis manifestantes morreram no sábado. Entre eles, quatro mulheres que exigiam a liberdade de dissidentes presos.

Organizações de direitos humanos criticaram as prisões e a violência, pedindo ao governo sírio a criação de uma comissão independente com o objetivo de investigar os crimes. “Nós condenamos o uso contínuo de violência e força excessiva das autoridades sírias contra os cidadãos que protestam pacificamente”, diz um comunicado de seis ONGs publicado no site da Organização Nacional de Direitos Humanos da Síria nesta segunda-feira.

Tanques e outros veículos armados estão espalhados pelas ruas e nas redondezas de Banias, onde foram cortadas as linhas de telefone, a água e a eletricidade. Em Deraa, cidade onde os protestos começaram, os moradores só podem sair de casa durante algumas horas, até o toque de recolher,  para comprar mantimentos. Na sexta-feira, organizações de direitos humanos informaram que ao menos 565 civis morreram durante a repressão do governo aos protestos, que tiveram início em meados do mês passado.