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24 maio 2011

Consumo de eletricidade cresce 2,4% em abril, aponta EPE

Torre de energia elétrica em Sizewell, Grã-Bretanha

Consumo de energia pelo setor industrial cresceu de forma modesta em abril: 2,9% (Jason Alden/Bloomberg)

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 2,4% em abril em relação a igual mês de 2010, de 34.980 gigawatts-hora (GWh) para 35.830 GWh, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta terça-feira. Na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2011 e o mesmo intervalo de 2010, o crescimento do consumo foi de 4,1%, para 142,74 mil GWh. No acumulado dos últimos 12 meses encerrado em abril, a expansão foi de 6,2%, para 420,84 mil GWh.

De acordo com a EPE, o consumo de energia pelo setor industrial aumentou 2,9% em abril de 2011 ante igual mês de 2010, para 15.350 GWh. A baixa taxa de crescimento reflete um movimento detectado por algumas distribuidoras, no qual a indústria de transformação dá sinais de acomodação na atividade, em razão da apreciação do real e das medidas adotadas pelo governo para controlar a inflação. "A média móvel e as taxas de crescimento de 12 meses sugerem uma certa estabilização no crescimento no consumo de energia na indústria", diz a EPE. A demanda industrial cresceu 2,6% no Sudeste, 1,3% no Nordeste, 1,2% no Sul, 3% no Norte e 6,8% no Centro-Oeste.

No mesmo período, o consumo de energia no segmento comercial cresceu 4,9%, para 6.300 GWh. A demanda da classe residencial apresentou comportamento estável, com uma ligeira variação positiva de 0,9%, para 9.230 GWh, refletindo a ocorrência de temperaturas mais baixas este ano na comparação com abril de 2010. De acordo com a EPE, esse fato diminuiu a demanda por refrigeração dos ambientes no período, o que reduz o consumo de energia elétrica.

O consumo dos clientes livres, basicamente grandes indústrias que podem escolher de quem comprar a energia, cresceu 8,4% na comparação entre abril de 2011 e igual mês de 2010, para 9,3 mil GWh. No acumulado dos 12 meses, a expansão foi de 15,6%, para 108.900 GWh.

(com Agência Estado)

22 maio 2011

Previd�ncia empresarial cresce 42% em tr�s anos

PATR?CIA BAS?LIO
DE S?O PAULO

Os dep?sitos em fundos de previd?ncia privada empresarial cresceram 42% de 2007 a 2010, segundo levantamento feito pela Fenaprevi (Federa??o Nacional de Previd?ncia Privada e Vida) a pedido da Folha. A alta foi de 17,4% em 2010, em rela??o a 2009.

O consultor da Bosch Management Support (BMS), Eduardo Tilkian, 60, em sala onde da aula na BoschO consultor da Bosch Management Support (BMS), Eduardo Tilkian, 60, em sala onde da aula na Bosch

A crescente ades?o de empresas na oferta do benef?cio foi respons?vel pelo ?ndice, segundo Oswaldo Nascimento, vice-presidente da institui??o. "A previd?ncia privada, ao contr?rio do sal?rio, ? uma forma de as companhias reterem e atra?rem talentos sem a incid?ncia de encargos tribut?rios", compara.

Valor do dep?sito depende da idade

Para C?sar Lopes, consultor da Towers Watson, empresa de gest?o de pessoas, com a economia aquecida, os dep?sitos tamb?m s?o maiores. "[O aumento de aportes] ? reflexo de aplica??es mais altas feitas por funcion?rio e empregador", explica.

Pesquisa realizada em abril pela consultoria com 236 empresas de grande porte aponta que 70% (165) delas oferecem previd?ncia privada.

Esse ? o caso da Pepsico, multinacional de bebidas e alimentos, que concede o benef?cio a todos os funcion?rios. "O objetivo ? mostrar o interesse da empresa em firmar relacionamento de longo prazo com a equipe", destaca Andreia Vitoriano, gerente de recursos humanos.

Rec?m-aposentado pela Bosch, do setor de tecnologia, o engenheiro Eduardo Tilkian, 60, usufrui do plano pago pela empresa por 38 anos. "Consegui manter o padr?o de vida com o fundo."

Oferta do benef?cio varia nas empresas

Embora as empresas vejam no plano de previd?ncia privada um ganho na reten??o de bons profissionais, a forma como o benef?cio ? oferecido varia nas organiza??es.

Segundo a pesquisa "Planos de Benef?cios no Brasil", da consultoria Towers Watson, 18% das companhias fazem aportes mensais sem que o trabalhador precise depositar qualquer quantia no fundo. As demais (82%) exigem contribui??o do empregado para que a empresa tamb?m fa?a aportes peri?dicos.

A Whirlpool, multinacional de eletrodom?sticos, adiciona ao fundo de 50% a 200% do valor depositado pelo profissional. J? os trabalhadores que n?o fazem aportes recebem contribui??o m?nima de 1% do valor do sal?rio.

Na Henkel, de bens de consumo, a ades?o dos funcion?rios ? previd?ncia privada ? volunt?ria. O profissional deve fazer dep?sitos mensais ao fundo para que a empresa duplique o valor investido, afirma Eduardo Soares, gerente de recursos humanos.

Para Armando Bordallo, diretor de RH da consultoria Ernst & Young, ainda que existam diferen?as na concess?o do plano, o benef?cio traz satisfa??o aos funcion?rios. "Eles se sentem parte de uma rela??o constru?da em conjunto e a longo prazo."

Gabriel Barbieri, 23, analista de marketing da Senior, desenvolvedora de software, aderiu ? previd?ncia h? dois anos, quando teve seu primeiro filho. "Antes de aceitar qualquer proposta, avalio os benef?cios oferecidos", diz ele, que deposita 2,5% do sal?rio no fundo e recebe a mesma quantia do empregador.

Restringir programa a posi??es gerenciais desmotiva empregado

Oferecer plano de previd?ncia a parte dos profissionais nem sempre traz bons resultados. Conced?-lo s? para executivos, por exemplo, pode resultar na desmotiva??o da equipe, avalia Adriana Zanni, diretora de RH da consultoria KPMG. "N?o faz sentido oferecer o plano para um p?blico espec?fico", destaca.

O analista financeiro Dalmar Assis, 43, n?o tem direito ? previd?ncia privada, uma vez que o benef?cio s? ? oferecido a cargos gerenciais na montadora em que trabalha. "[O benef?cio] seria um diferencial", considera ele, que decidiu fechar um plano individual na semana passada.

J? para Gustavo Costa, diretor da Hays Brasil, de recrutamento e sele??o, a diferencia??o tem seu lado bom.

"O funcion?rio acaba motivado a lutar para subir de cargo", pondera ele.

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19 maio 2011

Índice de atividade do BC cresce 1,28% no 1º trimestre

Unidade de laminação da Planta Industrial da Gerdau

No acumulado em doze meses, a expansão do indicador já soma 6,25% (Leo Drumond/Agencia Nitro)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – indicador que busca antecipar o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – teve crescimento de 1,28% no 1º trimestre na comparação com os últimos três meses de 2010. Já o IBC-Br de março teve alta de 0,51% ante fevereiro, fechando em 143 pontos. As estatísticas, divulgadas pelo BC nesta quarta-feira, são dessazonalidas, ou seja, eliminam o impacto de fatores pontuais, como o Natal e o Carnaval, por exemplo.

Na comparação do 1º trimestre de 2011 com o mesmo período do ano passado, houve aumento da atividade em 3,97%. Já no acumulado em doze meses, a expansão do indicador somou 6,25%. Por fim, o índice de março, quando comparado ao de igual mês de 2010, cresceu 3,48%.

14 maio 2011

Degradação na Amazônia Legal cresce 35%

Na Amazônia Legal, 299 quilômetros quadrados de florestas foram degradados em março deste ano, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2010, quando a área atingida foi de 220 km². Os dados, do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), constam do último boletim do Instituto Imazon. Degradação florestal significa que a mata foi cortada parcialmente ou sofreu queimada, mas não foi totalmente derrubada.

Segundo o instituto, Mato Grosso foi responsável por 73% da degradação, seguido por Rondônia, com 23%.

Os dados confirmam o alerta feito pelo Deter, sistema de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que detecta a ocorrência de corte raso, ou seja, desmatamento total de uma área, na Amazônia Legal. Em janeiro e fevereiro deste ano, o Deter apontou 19,2 km² de áreas desmatadas. Mato Grosso apareceu como o Estado que mais desmatou, com 14,4 km², seguido pelo Maranhão, com 4,3 km².

Perfil - O diretor de desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, confirma que houve um pico fora da curva e diz que agora a maior preocupação é em relação à mudança do perfil do desmate. Nos últimos cinco anos, o desmatamento ocorreu em polígonos que variavam de 20 a 80 hectares. Hoje é comum encontrar áreas desmatadas com mais de mil hectares.

(Com Agência Estado)

09 maio 2011

Cresce tolerância de pais ao uso de redes sociais por crianças entre 10 e 12 anos

Pré-adolescentes acessam redes sociais cada vez mais cedo<br />

  Pré-adolescentes acessam redes sociais cada vez mais cedo (Thinkstock)

Cerca de 17% dos pais não encaram como problema o fato de seus filhos com idades entre 10 e 12 anos acessarem redes sociais, como o Facebook, aponta uma pesquisa realizada com 1.000 pessoas nos Estados Unidos. O levantamento mostra que houve uma espécie de "relaxamento" por parte dos pais, uma vez que, na pesquisa do ano passado, apenas 8% declararam a mesma posição. A idade mínima exigida a usuários do Facebook é 13 anos.

Ainda segundo o levantamento, conduzido pela Liberty Mutual's Responsibility Project, 11% dos entrevistados confessaram administrar um perfil infantil na rede em nome dos filhos. Para Janet Taylor, instrutora de psiquiatria da Universidade de Columbia, os resultados da pesquisa, contudo, não são preocupantes: "Isso não é alarmante. Precisamos perceber as mudanças para saber como usar melhor as mídias sociais", diz a especialista à agência de notícias Reuters. 

Apesar da posição pouco conservadora das famílias americanas, a maioria dos pais afirmou que menores de 18 anos devem ser monitorados na rede por um terceiro. Do total de entrevistados, 44% também acham importante limitar o tempo que os filhos passam conectados à web.

Quando questionados sobre o ciberbullying, a maioria dos pais reconhece que a responsabilidade sobre o comportamento dos filhos na rede é deles. Contudo, 63% dos voluntários acreditam que as escolas e professores poderiam buscar novas maneiras de combater o bullying na internet. 

(Com agência Reuters)