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11 maio 2011

Relatório confirma que ETA recebeu treinamento das Farc na Venezuela

O grupo terrorista basco ETA recebeu na última década treinamento, em particular sobre o uso de explosivos, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano. A informação está no relatório publicado nesta terça-feira em Londres pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que analisou o material apreendido com o ex-líder do grupo terrorista colombiano Raúl Reyes, morto em 2008. O documento também revelou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu 300 milhões de dólares em 2007 às Farc.

Segundo o IISS, os arquivos demonstram que as Farc e o ETA trocaram conhecimentos técnicos sobre táticas terroristas e compartilharam planos para o assassinato de pessoas no exterior.

De acordo com os documentos, o representante do grupo basco em Caracas, Arturo Cubillas Fontán, que recebeu asilo sob um antigo acordo hispânico-venezuelano, esteve em contato com Rodrigo Granda, membro da guerrilha colombiana.

As comunicações analisadas revelam que, entre julho e agosto de 2003, um representante do ETA organizou o treinamento de quatro operações do grupo basco com Luciano Marín, das Farc, em um campo em território venezuelano.

Após receber esta formação, o ETA teria tentado realizar um ataque contra quartéis militares em Navarra, com morteiros que aprendeu a utilizar com os guerrilheiros colombianos.

Falta de provas - O relatório do instituto ressalta que, apesar da polêmica suscitada em 2010 na Espanha pela suspeita de mediação do governo venezuelano na relação entre o ETA e as Farc, não há provas de que a administração de Chávez tenha estimulado "de nenhuma maneira" esses vínculos.

"Por meio dos arquivos se vê que o ETA e as Farc desenvolvem uma relação pragmática, embora também haja um aspecto ideológico, mas não há provas de que fosse facilitada por Chávez, nem há nenhuma alusão à Disip (serviço de inteligência venezuelano) ou a ao governo da Venezuela", disse o diretor do IISS para ameaças transnacionais e risco político, Nigel Inkster Lockhart.

Reações -  Apesar de todas as evidências, o governo colombiano deixou para trás os antigos conflitos com a Venezuela por causa das Farc e preferiu não comentar o relatório.

"Eu conversei com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro sobre esse documento e coincidimos que viramos a página", disse nesta terça-feira a ministra das Relações Exteriores colombiana, María Ángela Holguín.  Ela afirmou esperar que os novos dados não estraguem o caminho traçado com a Venezuela e o Equador após o restabelecimento das relações com os dois países em 2010. 

(Com agência EFE)

09 maio 2011

Homem que recebeu transplante total de rosto faz aparição pública

Antes e depois: Dallas Wiens antes do transplante, realizado em março deste ano, e nesta segunda-feira, durante aparição pública em Boston

Antes e depois: Dallas Wiens antes do transplante, realizado em março deste ano, e nesta segunda-feira, durante aparição pública em Boston (Wiens Family/Parkland Health and Hospital System in Dallas/Steven Senne/AP)

"Papai, você está lindo." Eis a primeira frase dita por Scarlett Wiens, de apenas quatro anos, após ver o resultado da cirurgia de transplante total a que seu pai foi submetido. Dallas Wiens, de 25 anos, foi eletrocutado enquanto pintava uma igreja, em 2008. O jovem recebeu recebeu lábios, nariz, pele, músculos e nervos novos. 

"Eu sinto como se fosse natural", afirmou durante sua primeira aparição em público, no Brigham and Women's Hospital de Boston, nesta segunda-feira. "Eu me adaptei rapidamente. Em pouco tempo já estava respirando e sentindo aromas novamente." Wiens até brincou com os repórteres presentes na entrevista. "O primeiro cheiro que senti foi da lasanha do hospital. Vocês não fazem ideia de como pareceu deliciosa."

Wiens Family/Parkland Health and Hospital System in Dallas/Steven Senne/AP

Transplante Facial Dallas Wiens com a filha Scarlett, antes do acidente que desfigurou seu rosto

Apesar do sucesso da operação, os médicos não foram capazes de restaurar a visão de Wiens. Os danos causados pelas queimaduras nos nervos foram tão severos que provavelmente ele não sinta sua bochecha esquerda e o lado esquerdo da testa.

Mesmo assim, Bohdan Pomahac, responsável pela operação, disse que o resultado do transplante foi melhor que o esperado. Segundo ele,  o paciente sentirá até toques leves em seu rosto daqui a, no máximo, nove meses. 

Motivação — Há alguns meses, Wiens, ainda desfigurado pelas queimaduras, havia dito que gostaria de um transplante para voltar a sentir os beijos de sua filha. Segundo ele, foi sua filha que o manteve motivado. 

A cirurgia foi paga pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que deu ao hospital uma verba de 3,4 milhões de dólares para realizar cinco transplantes. Procedimentos do gênero já foram feitos na Espanha, China e França.