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16 maio 2011

Massacre na Guatemala deixa 27 decapitados

As forças de segurança da Guatemala encontraram, neste domingo, 27 corpos de agricultores, que foram decapitados, no interior de um sítio localizado em uma aldeia do norte do país, perto da fronteira com o México. Segundo fontes policiais, as vítimas teriam sido assassinadas pelo cartel mexicano Los Zetas.

"Até o momento foram encontrados 27 corpos no interior do sítio Los Cocos, em jurisdição do município da Liberdade, no departamento de Petén", disse o coronel Rony Urizar, porta-voz do Departamento do Exército guatemalteco. Segundo o coronel, dezenas de militares foram enviados à fronteira com o México, a 100 quilômetros do local do massacre, para evitar que os responsáveis fujam para o país. "Foi ordenada vigilância aérea e terrestre. Estamos em coordenação com as autoridades mexicanas para evitar fuga pela fronteira."

Os camponeses mortos, ainda não identificados, trabalhavam no sítio Los Cocos, propriedade de Haroldo Waldemar Leão Lara, assassinado no sábado na periferia da cidade de Flores, no departamento de Petén. Leão Lara era irmão do Juan José León, conhecido como "Juancho León", um narcotraficante guatemalteco que operava na zona do leste do país. O criminoso foi assassinado junto a outras 10 pessoas em 2008 por homens do cartel mexicano Los Zetas.

Fontes da Polícia Nacional Civil (PNC) disseram que a suspeita é que Los Zetas teriam sido também os responsáveis pelo assassinato de León Lara, assim como pelo massacre dos camponeses. O diretor da PNC, Jaime Otzin, confirmou que no caso estão envolvidos grupos de narcotraficantes que operam no norte da Guatemala, mas não precisou detalhes.

(Com agência EFE)

14 maio 2011

Filma retrata relação de mãe e filho autor de massacre

Elenco de "We Need to Talk About Kevin", no tapete vermelho de Cannes

Elenco de "We Need to Talk About Kevin", no tapete vermelho de Cannes (Vittorio Zunino Celotto/Getty Images)

A sinopse de We Need to Talk About Kevin, um dos títulos mais controversos da competição do 64ª Festival de Cannes, sugere uma reflexão sobre os massacres protagonizados por jovens e estudantes. Mas a diretora escocesa Lynne Ramsey afirma que seu filme é mais uma observação sobre a relação mãe e filho do que propriamente uma análise de um fenômeno que está se espalhando por todo o planeta – o caso mais recente aconteceu mês passado, em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro. 

Adaptação do best-seller homônimo de Lionel Shriver, o filme descreve a difícil relação de uma mãe com o seu filho, autor de um massacre em um colégio americano. “Sei que esse tipo de violência está ficando cada vez mais comum hoje em dia, mas outros diretores já exploraram esse fenômeno social antes, como Gus Van Sant, em Elefante (2003). Meu interesse no livro de Shriver vem do desejo de explorar o desfecho de uma complexo relacionamento  entre mãe e filho. Eu o vejo como uma tragédia grega, desencadeado por um sentimento de culpa”, explicou diretora ao site de VEJA na manhã de hoje.

O ponto de vista é corroborado pela atriz Tilda Swinton (ganhadora do Oscar por seu desempenho em Conduta de Risco), que interpreta Eva,  mãe que se demonstra incapaz de estabelecer uma ligação mais profunda com o primeiro filho. “O livro fala sobre um caso de maternidade falida.  Nem todas as mulheres nasceram com o dom natural para a maternidade, e isso ainda é um tabu”, observou a atriz, que é mãe de duas gêmeas. “A ideia de ter filhos sempre me encantou, mas até mesmo depois que tive as minhas, cheguei a ter dúvidas se seria capaz de lidar com essa situação.  Essa dúvida aterroriza até mesmo as mães natas”.