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27 maio 2011

Para Unica, pol�tica de reajuste de pre�o afeta atratividade do etanol

UOL EconomiaPara Unica, pol?tica de reajuste de pre?o afeta atratividade do etanol26/05/2011Valor Online4@UOLEconomia #UOLRIO - A pol?tica de reajuste de pre?os da gasolina afeta diretamente a rentabilidade dos projetos de etanol, uma vez que os dois combust?veis s?o concorrentes. A an?lise foi feita hoje por Antonio de Padua Rodrigues, diretor t?cnico da Uni?o da Ind?stria de Cana-de-A??car (Unica), para quem o governo poderia usar a Contribui??o de Interven??o no Dom?nio Econ?mico (Cide) para compensar as constantes varia??es no pre?o do etanol.

Rodrigues afirmou que desde 2008 acontece uma redu??o dos investimentos em novas usinas produtoras de etanol no Brasil. Naquele ano, 30 novos projetos foram inaugurados, n?mero que deve baixar para cinco na pr?xima safra. Segundo ele, a oferta brasileira atual ? da ordem de 27 bilh?es de litros de etanol, com uma produ??o de 600 milh?es de toneladas de cana.

Para o diretor da ?nica, o volume vai chegar naturalmente a 800 milh?es de toneladas por volta de 2015, mas ser? necess?rio atingir 1,2 bilh?o a 1,3 bilh?o de toneladas em 2020 para acompanhar o crescimento da demanda nacional por etanol.

"E s? se consegue fazer isso com a retomada de novos projetos. Tem que ser sinalizado no curto prazo para que se comece a pesquisar, implantar, para que em 2015 esses projetos estejam em opera??o", afirmou Rodrigues, que participou de semin?rio promovido pela Federa??o Nacional do Com?rcio de Combust?veis e de Lubrificantes (Fecombust?veis).

Segundo ele, a partir de 2008 os pre?os da gasolina praticados no mercado interno passaram a ser ruins para os produtores de etanol, uma vez que o biocombust?vel tem que ter, no m?ximo, 70% do valor da gasolina na bomba para ser vantajoso para o consumidor.

"? preciso encontrar um mecanismo onde quem vai investir tenha rentabilidade e ao mesmo tempo chegue para o consumidor mais vantajoso que a gasolina", disse Rodrigues. "A grande quest?o ? rentabilidade, sustentabilidade. O que afastou o investimento foi a falta de sustentabilidade no etanol hidratado", ponderou.

Uma alternativa seria mudar o sistema de precifica??o da gasolina, no qual a Petrobras n?o reajusta os valores de acordo com a volatilidade do mercado internacional e s? altera o pre?o quando considera que houve uma mudan?a de patamar de longo prazo. Outra op??o seria utilizar a Cide, atualmente em R$ 0,23 por litro, como instrumento regulador.

Outros caminhos apontados por Rodrigues s?o incentivos ? cria??o de novos projetos de usinas que produzam etanol e energia el?trica para revenda ou buscar uma precifica??o do etanol com contratos de longo prazo, ao inv?s do atual sistema de varia??o di?ria dos pre?os.

Segundo ele, apenas incentivos ao aumento da produ??o de cana poder?o evitar gargalos futuros no fornecimento de etanol. A restri??o da oferta na recente entressafra reduziu o consumo de etanol este ano. Em abril foram comercializados 500 milh?es de litros, contra 1,3 bilh?o em abril de 2010. Em maio foram 800 milh?es, contra 1,4 bilh?o de litros em maio do ano passado.

"Em junho vai depender do pre?o. Se ficarem em como est?o hoje, R$ 1 ao produtor, vai ficar pr?ximo de 1 bilh?o de litros. Ano passado, nesse per?odo de safra foi de 1,4 bilh?o a 1,5 bilh?o", destacou Rodrigues.

(Rafael Rosas | Valor)

25 maio 2011

ANP pede � Fazenda R$ 3 bilh�es para financiamento de etanol

Folha.com - Mercado - ANP pede ? Fazenda R$ 3 bilh?es para financiamento de etanol - 25/05/2011Publicidade

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  Em Cima da Hora    Maior | Menor  Enviar por e-mail  Comunicar erros Link         delicious  Windows Live  MySpace  Google  digg Google Buzz   Acompanhe a Folha.com no Twitter  25/05/2011-18h57ANP pede ? Fazenda R$ 3 bilh?es para financiamento de etanolPublicidade

 

SOFIA FERNANDES
DE BRAS?LIA

A primeira medida da ANP (Ag?ncia Nacional do Petr?leo) como agente regulador no mercado de etanol foi pedir ao Minist?rio da Fazenda a libera??o r?pida de financiamento para estoque do combust?vel.

ANP entregar? em 40 dias proposta para setor de etanol

Segundo fonte do setor, a ANP est? pleiteando um financiamento de mais de R$ 3 bilh?es, para ser liberado o quanto antes. Uma das condi??es ? que o produtor estoque parte da sua produ??o.

Como a safra da cana de a??car come?ou em abril, este ? o momento de agir para incentivar a produ??o de etanol, estocar o combust?vel e evitar nova escassez do produto durante a entressafra, que come?a em outubro.

Segundo o diretor da ag?ncia Allan Kardec Duailibe, um of?cio foi encaminhado ao ministro Guido Mantega (Fazenda) para pedir a libera??o, por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ?mico e Social), do financiamento.

Ano passado, foram colocados R$ 2,5 bilh?es ? disposi??o dos produtores, mas somente R$ 400 milh?es foram tomados. A explica??o do governo ? que o financiamento saiu muito tarde, j? perto do fim da safra, o que gerou pouca ades?o das usinas.

Ano passado, a propor??o exigida era 1,5 litro estocado para cada 1 litro vendido. A propor??o para este ano ainda n?o est? definida.

Segundo a ANP, a prioridade da ag?ncia agora s?o medidas para garantir estoque do combust?vel. Depois, ser?o pensadas as medidas para garantir qualidade do etanol, entre outras.

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Produtores fazem advert�ncia sobre prov�vel escassez de etanol

UOL EconomiaProdutores fazem advert?ncia sobre prov?vel escassez de etanol26/05/2011EFE - Economia4@UOLEconomia #UOLS?o Paulo, 25 mai (EFE).- Os produtores brasileiros de etanol condicionaram nesta quarta-feira no Congresso Nacional a oferta de ?lcool combust?vel nos pr?ximos anos a uma pol?tica fiscal de incentivos para aumentar a produ??o, que cresce a um ritmo menor que a demanda.

O presidente da Uni?o da Ind?stria de Cana-de-A??car (Unica), Marcos Sawaya Jank, apresentou um relat?rio ? Comiss?o de Minas e Energia da C?mara dos Deputados, no qual adverte sobre a prov?vel escassez do biocombust?vel.

Jank indicou que a produ??o de etanol crescia a um ritmo de 10,4% at? 2002, mas a crise mundial de 2008 baixou o ?ndice de crescimento a 3,3% no ?ltimo ano, mesmo com o aumento da frota de ve?culos com motor flex.

De acordo com Jank, existe um d?ficit de 150 usinas de etanol em rela??o ?s proje??es do setor para 2020. Cada usina requer um investimento de R$ 80 milh?es.

Segundo dados da Unica, para atender a demanda do mercado interno por etanol em 2020, o Brasil ter? que processar 1,3 bilh?o de toneladas de cana-de-a??car, mas a produ??o sofrer? com o d?ficit de 400 milh?es de toneladas dessa mat?ria-prima.

Atualmente, mais de 90% dos autom?veis que saem das f?bricas brasileiras s?o do tipo flex, que permite a combust?o com gasolina, etanol ou a mistura de ambos.

A Unica atribui a falta de investimentos aos custos de produ??o, ?s condi??es meteorol?gicas que afetam as colheitas e ? alta carga tribut?ria.

O diretor da Ag?ncia Nacional de Petr?leo (ANP), Allan Kardec Duailibe, reconheceu que existe uma "disparidade" entre a oferta de etanol e o crescimento da frota de ve?culos.

Os produtores calculam que 54,66% das 568,5 milh?es de toneladas de cana da safra 2011-2012 ser?o dedicados ? produ??o de 25,5 milh?es de litros de etanol e o restante ? fabrica??o de a??car.

11 maio 2011

Petrobras oferece risco ao mercado de etanol

Plataforma P-34 da Petrobras

Petrobras deve entrar em álcool para baixar preço e rentabilidade no setor; acionista pode ser prejudicado (Agência Estado)

A idéia do governo é que a Petrobras aumente sua participação na produção de álcool de 5% para 15% em apenas quatro anos, o que lhe permitiria ter capacidade de regular os preços

Interferência da Petrobras aumentará as incertezas e afastará o investidor

Para reduzir a oscilação do preço do álcool anidro – aquele que é misturado à gasolina – e reduzir o impacto sobre a inflação, o governo colocou na guerra a sua arma mais potente: a Petrobras. A estatal deve ficar com a atribuição de jogar seu peso neste mercado para expandir enormemente a produção, tornando-se uma espécie de reguladora oficial. A idéia é que a estatal aumente sua participação na produção total de 5% para 15% em apenas quatro anos, o que daria à empresa a capacidade de regular o preço. O problema é que, com crescente interferência política no ramo, os investidores podem fugir dos canaviais e suspender futuros projetos. Os acionistas da Petrobras, por sua vez, verão uma nova investida da atual diretoria em um negócio que parece destinado a dar prejuízo. “A notícia assusta o produtor de cana, o consumidor e o acionista, já que indica que o mercado poderá ser influenciado por decisões políticas. Isto gera incerteza e aumenta os riscos”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (Cbie).

Outro ponto criticado pelos especialistas é que, com a entrada da Petrobras, o setor perderá o equilíbrio. O mercado de álcool, diferentemente da gasolina, funciona estritamente em conformidade com as leis de oferta e demanda. Na entressafra, a produção cai e os preços sobem, encontrando o reequilíbrio nos meses seguintes. A Petrobras é um agente que pode desestabilizar esta relação, posto que já tem controle sobre a gasolina e o diesel. A intenção do governo de diminuir movimentos bruscos nas cotações é louvável, mas, para isso, a literatura econômica prega que é preciso aprimorar a regulação, agindo de forma justa e transparente. O uso da estatal tem tudo para oferecer o contrário, trazendo incertezas ao negócio. Afinal, poucos saberão ao certo como e em que exato momento a Petrobras agirá a cada ano. Além disso, a companhia tem a clara atribuição de baixar os preços na marra, o que naturalmente pode tornar o investimento em etanol menos atrativo.

As armas do governo para reduzir a oscilação do preço do álcool e seu impacto sobre a inflação não param por aí. No dia 28 de abril, a presidente Dilma Rousseff publicou uma medida provisória (MP 532) que repassa à Agência Nacional de Petróleo (ANP) o poder de regular a produção, importação, exportação, estocagem e venda do etanol. A MP também amplia para 18% a 25% a “banda” para as porcentagens de mistura do álcool anidro à gasolina. Atualmente, os limites mínimo e máximo equivalem a, respectivamente, 20% e 25% e a ANP tem 180 dias para se adaptar à mudança. Já as empresas devem obedecer a um prazo a ser estabelecido pela ANP. Outro objetivo do governo é a criação de estoques reguladores para sanar a diminuição da oferta do combustível nos meses de entressafra e, com isso, diminuir a alta de preços.

O governo argumenta que o novo momento da indústria de açúcar e álcool não será sinônimo de mudança radicais. “Para os produtores não mudará muito”, aponta Cid Caldas, diretor do departamento de açúcar e álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Hoje o ministério acompanha a produção até a porta da usina. Agora a ANP pode fazer políticas em momento de excesso ou escassez de oferta”. A confusão é tanta que sobrou tempo para a ANP acusar os postos de gasolina de formação de cartel em alguns locais. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis)  se defende.  “O Ministro Lobão, como principal autoridade do setor no Brasil, sabe muito bem, ou deveria saber, que a recente alta dos combustíveis teve origem nas usinas, não nos postos, nem na Petrobras. As próprias medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff mostram que o governo identificou de onde veio o aumento e buscou atacar o problema”, destaca Paulo Miranda Soares, presidente da entidade.

Entre os produtores, poucos se arriscam a comentar as novas medidas. Enquanto a entrada da ANP no setor é aparentemente bem-vinda, outras mudanças são vistas com ressalva. Eles temem que um uso político da Petrobras e outras medidas regulatórias elevem os riscos do negócio, o que poderia se refletir tanto em juros mais altos nos financiamentos para o setor quanto em fuga de investidores. “Para ajudar o setor a expandir a produção, o ideal seria a concessão de incentivos de financiamento e tributação”, diz Sergio Prado, representante regional da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica). Este é o desejo dos usineiros, que almejam tão somente auxílio para expandir a oferta, o que tenderia a reduzir os preços sem maiores sobressaltos. Já o Planalto se ressente da falta uma legislação que diminua o quanto antes as oscilações dos preços e uma política efetiva de combustível, em que haja a garantia de oferta já no começo da safra. Isto, em tese, evitaria que os produtores de cana virassem os vilões da inflação como tem acontecido.

Prejuízo ao acionista – Procurada pela reportagem, a Petrobras Biocombustível – o braço da petrolífera que atua em fontes de energia renovável – limitou-se a confirmar que vai aumentar os investimentos na produção de etanol e que os projetos serão revelados quando da apresentação do Plano de Negócios 2011-15 da Petrobras. Independentemente disso, os analistas apontam que não haverá tempo hábil para expandir a produção em 2012 a ponto de evitar uma nova explosão de preços.

Outra certeza dos especialistas é que a estatal não está “entrando neste jogo” como empresa capitalista preocupada em gerar valor a seus acionistas. Ela atenderá a um projeto de governo que a levará a amargar, senão lucros reduzidos, prejuízo na operação. No final dessa guerra armada pelo governo, não há nenhuma certeza que o consumidor será beneficiado. Já o acionista deve ser penalizado mais uma vez.