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25 maio 2011

Cultura empreendedora brasileira est� abaixo da m�dia, diz pesquisa da BBC

UOL EconomiaCultura empreendedora brasileira est? abaixo da m?dia, diz pesquisa da BBC25/05/2011BBC Brasil4@UOLEconomia #UOLUma pesquisa realizada em 24 pa?ses pelo Servi?o Mundial da BBC, divulgada nesta quarta-feira, indica que a cultura do empreendedorismo no Brasil est? abaixo da m?dia mundial.

A pesquisa formulou um ?ndice de empreendedorismo baseado em perguntas relacionadas a quest?es como percep??o de facilidade para abrir neg?cios, de valoriza??o de ideias e criatividade e de valoriza??o de novos neg?cios.

Num ?ndice que vai de 1 a 4, o Brasil obteve 2,33 - abaixo da m?dia global de 2,49. Os pa?ses com maior cultura empreendedora, segundo a pesquisa, s?o Indon?sia (2,81), Estados Unidos (2,80) e Canad? (2,78).

Os menores ?ndices de cultura de empreendedorismo foram identificados na Col?mbia (2,04), no Egito (2,06) e na Turquia (2,14).

Inova??o e criatividade
A pesquisa revela que a maioria dos consultados em 23 dos 24 pa?ses acredita ser dif?cil para pessoas comuns abrir um neg?cio em seus pa?ses.

Os brasileiros s?o os que consideram mais dif?cil abrir um neg?cio pr?prio - 84%, apesar da economia em r?pido crescimento. Os alem?es s?o os que menos veem dificuldades, com menos da metade acreditando ser dif?cil abrir um neg?cio na Alemanha (48%).

Em outros aspectos do ?ndice de cultura de empreendedorismo, a maioria dos brasileiros acredita que inova??o e criatividade s?o altamente valorizadas no pa?s (54%, semelhante ? m?dia global).

Mas 51% dos brasileiros disseram acreditar que pessoas que abrem seus pr?prios neg?cios n?o s?o valorizadas.

Os brasileiros acreditam mais do que os outros latino-americanos que pessoas com boas ideias podem coloc?-las em pr?tica (64%, acima da m?dia global de 53%).

De acordo com a pesquisa, os cidad?os das duas maiores economias mundiais - Estados Unidos e China - est?o entre os que veem seus pa?ses como mais favor?veis ? inova??o e ? criatividade.

Em ambos os pa?ses, 75% dizem que seus pa?ses valorizam inova??o e criatividade, atr?s somente da Indon?sia (85%). Na outra ponta da escala, 65% dos turcos e 61% dos russos dizem que a inova??o e a criatividade n?o s?o valorizadas onde moram.

A pesquisa, feita a pedido do Servi?o Mundial da BBC pela empresa internacional GlobeScan, juntamente com o Programa Internacional sobre Pol?tica de Atitudes (Pipa, na sigla em ingl?s), da Universidade de Maryland, entrevistou 24.537 pessoas adultas nos 24 pa?ses no ano passado.

Para o presidente da GlobeScan, Doug Miller, as diferen?as entre as culturas empreendedoras dos diferentes pa?ses devem ter um impacto sobre o desempenho econ?mico relativo ao longo do tempo.

"Ser? interessante ver se a mentalidade positiva da Indon?sia far? com que o pa?s tenha um desempenho melhor que o do relativamente pessimista Brasil", diz.

Os pa?ses inclu?dos na pesquisa foram Alemanha, Austr?lia, Brasil, Canad?, China, Col?mbia, Equador, Egito, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Fran?a, Gana, Gr?-Bretanha, ?ndia, Indon?sia, It?lia, M?xico, Nig?ria, Paquist?o, Peru, Qu?nia, R?ssia e Turquia.

07 maio 2011

Morre Lídio Toledo, ex-médico da Seleção Brasileira

O ex-médico da Seleção Brasileira Lídio Toledo, de 78 anos, morreu na manhã deste sábado, vítima de problemas cardíacos e insuficiência renal. Ele estava internado desde sexta-feira no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.

O ortopedista foi médico da seleção nas Copas de 1994 e 1998. O caso mais polêmico de sua carreira foi a escalação de Ronaldo Fenômeno para a final contra a França, em 1998, mesmo após o atacante ter sofrido uma convulsão no hotel. Naquele mesmo ano, Toledo havia cortado Romário às vésperas da Copa.

Em sua carreira no futebol, Toledo também trabalhou no Botafogo e no Vasco.

'Game of Thrones': A fantasia para adultos na TV brasileira

No dia das mães a rede de TV HBO exibirá o primeiro episódio da aguardada série Game of Thrones. Às 21 horas do domingo, os telespectadores brasileiros serão convidados a embarcar em uma nova caracterização do gênero fantasia - muito intensa, sombria e perversa. Game of Thrones não é uma fábula medieval. Apesar de ter nascido à sombra de O Senhor dos Anéis, do inglês J.R.R. Tolkien, a nova série não é história para encantar ou fazer sonhar, com elfos, duendes ou fadas. Sua sedução é de outra ordem, adulta, crua, sem pudor, com homens e mulheres - munidos de sexo, traição, promiscuidade e violência - às voltas com o mais primitivo e eterno de todos os jogos: jogo pelo poder.

A adaptação para as telas de As Crônicas de Gelo e Fogo, série de sete livros do autor americano George R. R. Martin, captou a essência do que se pretendia com os livros, preencher um vazio de mercado que há muito tempo carecia de atenção. Tanto aqueles que passaram a juventude consumindo cultura nerd ou lendo aventuras infanto-juvenis, quanto os curiosos que desejam experimentar o gênero, terão motivos de sobra para passar as noites de domingo ligados na série. E depois dormir felizes. A aposta é tão grande que todos os assinantes da Net poderão ver o primeiro episódio da série. A empresa já confirmou que irá liberar o sinal mesmo para os que não pagam os pacotes com a HBO.

Acostumada a gastar sem reservas nas séries que produz, a HBO enfiou a mão no bolso e desembolsou 10 milhões de dólares (só no novo primeiro episódio) para dar vida aos Sete Reinos de Westeros, criado por Martin. O piloto de Game of Thrones nasceu às duras penas. A primeira versão, filmada em 2009, não agradou a cúpula da rede e foi praticamente refeito, com novos atores. Quem viu as duas versões disse que o resultado mudou da ‘água para o vinho’.  Mas apesar da dinheirama investida, alguns detalhes podem incomodar os fãs mais exigentes. Em Winterfell (filmada na Irlanda), por exemplo, que no livro é um lugar gelado e farto de neve, na versão para a TV virou um lugar que aparenta ser frio, mas não tem nenhuma neve.

Outros podem criticar o modo como os lobos da família Stark são retratados. É que a produção da série optou por cachorros treinados em vez de computação gráfica. Isso limita as opções de interação dos animais com os personagens e a sensação é de que faltam lobos, o contrário do que acontece no livro, onde em muitos momentos, os animais roubam a cena com feitos espetaculares. Algo que também vai levantar algumas sobrancelhas acontece quando a família encontra os lobos filhotes no início do primeiro episódio e a sensação que se tem é que os produtores não conseguiram se decidir sobre a iluminação — eles estão fora ou dentro da floresta? Mas nada disso diminui o valor da série nem desmerece o sucesso que ela está fazendo no exterior e provavelmente fará no Brasil.

O primeiro episódio de Game of Thrones é uma espécie de superintensivo para o restante da história. Os telespectadores são apresentados a pelo menos 20 personagens diferentes desencadeados de formas bastante inteligentes. As relações entre as famílias muitas vezes precisa ser deduzida pelo telespectador e outras vezes é entregue de bandeja. O equilíbrio ajuda a espantar o tédio. Outra coisa que vai manter os olhos dos fãs pregados é a eliminação de várias partes mais arrastadas no livro. Como o grosso primeiro volume precisa se resolver em 10 episódios na televisão, a HBO promete reviravoltas em todos os episódios. É quase certo que a maior parte das pessoas ficará de queixo caído com o que se sucede ao final da primeira etapa. Acreditem, é tenso.

Uma das estrelas da série é, sem dúvidas, o ator Sean Bean, que ficou famoso por fazer o papel de Boromir nos dois primeiros filmes da trilogia O Senhor dos Anéis. Na pele de Eddard Stark, Bean é o austero senhor de Winterfell, guardião das terras do norte. A região é o lar de um povo sofrido, marcado pela dura rotina gelada e pelos rígidos costumes dos antepassados. O estilão paladino medieval caiu muito bem ao ator e ele incorpora o personagem com naturalidade.

Outro destaque é maravilhosa Emilia Clarke (Doctors), que encarna Daenerys Targaryen, a última sobrevivente mulher da antiga família que governava os Sete Reinos e agora está exilada do outro lado do mundo. A beleza exótica e ingênua reforçada pela boa atuação de Emilia vai fazer palpitar mais forte o coração dos marmanjos. O cenário tropical de Pentos, cidade onde está a princesa exilada, foi filmado em Malta, que também dá vida ao Porto Real, onde fica a corte.

Tanto no livro quanto nas telinhas, Tyrion Lannister, o astuto anão, caçula da gananciosa família da rainha, merece um comentário a parte. A HBO conseguiu afinar perfeitamente a genialidade do personagem com o excelente poder de atuação de Peter Dinklage (As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian). Único americano no elenco, Dinklage consegue executar a difícil tarefa de ser promíscuo sem perder a classe. É o tipo do antivilão que vai cativar muitos telespectadores enquanto deixa outros em cima do muro sobre sua personalidade. Ele é mau? Bom? Não se sabe ainda.

Uma condição, no entanto, é essencial para os que pretendem passar pelos portões dos Sete Reinos na TV: como a trama é complexa e igualmente saborosa, melhor não perder nenhum episódio. As intrigas surgem em velocidade e volume tão próximos do que se vive na realidade que - também como na vida real - é bom estar sempre atento. Já no primeiro episódio fica claro que em Game of Thrones nada é o que parece ser.